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Mitsubishi L200 Triton diesel ganha 5ª marcha, e modelo mira crescer 10%

Murilo Góes

Do UOL, em Mogi-Guaçu (SP)

28/11/2013 19h06

Ela chegou ao Brasil em 1992 e foi a primeira picape com cabine dupla a ser oferecida no mercado. Também foi a primeira a ter câmbio automático, em 2004, e acaba de ganhar um novo, com cinco velocidades, para a configuração a diesel. É presença constante nos pódios das principais competições off-road e, nestes 20 anos no país, já emplacou mais de 250 mil unidades.

Apostando nesta tradição e em aperfeiçoamentos pontuais, a Mitsubishi pretende elevar em 10% as vendas da sua nova linha de picapes L200 Triton, apresentada esta semana.

Atualmente com cerca de 10% dos emplacamentos do segmento dos utilitários leves (média de mil unidades ao mês), a L200 Triton 2014 pouco altera, em relação ao ano-modelo anterior, os valores das suas seis versões (que se desdobram em oito pacotes):

L200 Triton HPE 3.2 Diesel A/T -- R$ 126.990
L200 Triton HPE 3.2 Diesel M/T -- R$ 116.990
L200 Triton Savana -- R$ 116.990
L200 Triton HPE 3.5 Flex A/T -- R$ 103.990
L200 Triton 3.2 Diesel GLS -- R$ 99.990
L200 Triton 3.2 Diesel GLX -- R$ 91.990
L200 Triton 2.4 Flex HLS -- R$ 76.990
L200 Triton GL -- sob consulta (venda direta para frotistas)

Em termos mecânicos, a maior novidade da picape é o câmbio automático sequencial de cinco marchas para as versões diesel; nas picapes flex, foram mantidas as quatro marchas. Há ainda a opção manual de cinco marchas. Mais sobre isso adiante.

Esteticamente, só a versão HPE recebeu novos para-choques e grades dianteiros, além de novos faróis de neblina e conjunto óptico; as demais versões mantêm as mesmas características do modelo anterior. Os repetidores de seta de direção saíram dos para-lamas e, agora em LED, se abrigam nos novos e cromados espelhos retrovisores externos com rebatimento elétrico. Maçanetas cromadas e engate removível com tomada elétrica são de série, assim como a tomada 12 V existente na caçamba, a qual abriga até 1.095 kg de carga.

No interior, a L200 Triton HPE ganhou bancos de couro mais altos e largos, com espuma de dupla densidade (macia no centro e mais rígida nas laterais). O sistema multimídia Power Touch com tela de sete polegadas foi aperfeiçoado e traz leitor de CD/DVD, Bluetooth, navegação GPS e entradas USB e auxiliar.

Ar-condicionado automático, direção hidráulica com volante revestido em couro e comandos integrados de áudio e limitador de velocidade completam o pacote da cabine -- que, aliás, poderia ser um pouco mais caprichada. Em se tratando de uma versão topo de linha como a HPE, por exemplo, é incompreensível a ausência de luzes de cortesia junto aos espelhos dos para-sóis.

Há de se lamentar também a ausência de sensores de estacionamento e câmera de ré, itens apenas opcionais. Assim como é lamentável a falta de computador de bordo, o que impede o cálculo das médias de consumo -- principalmente agora, que toda a linha teve o tanque aumentado em 20% na sua capacidade, passando para 90 litros. A  Mitsubishi garante que a versão HPE Diesel A/T tem autonomia de até 1.150 quilômetros com apenas um abastecimento, fazendo 12,7 km/l na estrada.



PÉ NA ESTRADA
Ao volante de uma L200 Triton HPE com motor a diesel e câmbio automático (configuração topo de linha e responsável por 40% do mix de vendas do modelo), o o test-drive oferecido pela Mitsubishi teve cerca de 200 quilômetros, entre Mogi-Guaçu (SP), onde fica a pista de provas da marca, e Poços de Caldas (MG).

Sob chuva forte e intermitente, o primeiro trecho era de estradinhas de terra esburacadas e lamacentas, entre as subidas e descidas da Serra da Mantiqueira. Cenário perfeito para experimentar a nova calibragem do motor 3.2 l  DID-H de 16 válvulas, DOHC com injeção eletrônica direta Common-Rail, corrente de comando e turbo intercooler frontal, que agora entrega 180 cv a 3.500 rpm (10 cv a mais que o anterior) e torque de 38 kgfm a 2.000 rpm.

A versão flex HPE é equipada com motor 3.5L V6 MPI, 24 válvulas, SOHC, com potência de 205 cv a 5.000 rpm e torque de 33,5 kgfm a 3.500 rpm com etanol; e, 200 cv a 5.000 rpm e torque de 31,5 kgfm a 3.500 rpm com gasolina. Nela, a transmissão automática é de quatro marchas.

Dispensável dizer que o trem-de-força a diesel da L200 Triton é mais que suficiente para empurrar todo o conjunto nos diversos (e adversos) terrenos e situações. Muito disso deve-se à parceria com a nova transmissão automática de cinco marchas, com troca manual sequencial na alavanca (que, vale a observação, é um pouco exagerada em tamanho).

Conforme dados da Mitsubishi, no novo câmbio primeira e segunda marchas foram reduzidas em até 25%, proporcionando mais força nas saídas; e a quinta -- antes inexistente -- é alongada em 9,8% (overdrive, para conforto e economia de combustível). Em conjunto com a tração Easy Select 4WD que permite a opção de três modos distintos de atuação (4x2, 4x4 e 4x4 reduzida, selecionados por uma alavanca junto ao câmbio; modelos de outras marcas disponibilizam o recurso por meio de botões ou seletores), são possíveis 15 combinações de marcha.

Todo o sistema se revelou bastante eficiente ao transpor os obstáculos do caminho e, mesmo no modo automático, comportou-se bem em trechos escorregadios onde foi necessário o engate da reduzida, beneficiada pelo diferencial traseiro de escorregamento limitado LSD Hybrid (ausente nas versões GLX 3.2 M/T e GL 3.2 M/T), que transfere automaticamente a tração para a roda com maior aderência.

Outra novidade é o sistema eletrônico de freios com ABS de quatro canais, EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e o novo BAS, que identifica uma frenagem de emergência e aplica força extra em todo o sistema. As novas rodas de liga leve têm aro de 16 polegadas e calçam pneus STR (uso misto) 265/70, bastante versáteis e seguros mesmo em situações off-road.

BALANÇA, MAS NÃO CANSA
A mudança mais notável da L200 Triton 2014, porém, se sente mesmo dentro da cabine, de comportamento macio mesmo nos terrenos mais acidentados. É o resultado do novo conjunto de suspensão com o sistema SDS (Sport Dynamic Suspension), 70% mais rígido em flexões e 50% mais rígido em torções.

Junto com novos amortecedores, o movimento da carroceria é reduzido mesmo com o veículo carregado, oferecendo mais estabilidade à picape e conforto aos seus ocupantes -- seja na terra, seja no asfalto, onde o test-drive terminou e a L200 Triton HPE se comportou tão bem quanto um automóvel, a não ser pelo inevitável ruído característico dos motores diesel que invade a cabine.



Viagem a convite da Mitsubishi

 

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