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Com loja exclusiva no Brasil, Maserati espera SUV para bombar em 2015

Leonardo Felix

Colaboração para o UOL, em São Paulo (SP)

13/11/2013 17h35

Enquanto o setor automotivo brasileiro, de um modo geral, encontra-se estagnado, com o índice de vendas em leve baixa no comparativo com o ano passado, as montadoras que atuam no segmento de luxo não têm do que reclamar: conforme apontou nesta quarta-feira (13) o colunista do UOL Carros, Joel Leite, excetuando duas marcas (Chrysler e Volvo), todas as outras que atuam nesse nicho estão em alta no país, com percentuais positivos que chegam a 486%, no caso da Jaguar.

Aproveitando o cenário propício -- que contrasta com a queda nas vendas em casa (leia-se Europa), devido à crise econômica --, a Maserati apresentou, também nesta quarta, em São Paulo (SP), sua primeira loja exclusiva na América Latina, seguindo o mesmo estilo de outros showrooms da marca italiana em Dubai (Emirados Árabes Unidos) e na China.

O local escolhido fica na região dos Jardins, tradicional ponto paulistano onde estão localizadas lojas-conceito de outras fabricantes de luxo, como Ferrari, Porsche, Lamborghini, Audi, BMW, Mercedes-Benz e afins. O objetivo é atrair um público-alvo seleto (a ponta da pirâmide social brasileira) e prestar atendimento personalizado, desde a abordagem até o pós-venda.

Desde a última sexta-feira (9), a loja vende quatro modelos -- Quattroporte GTS, GranCabrio Sport, GranTurismo MC Stradale e GranTurismo Sport --, mas já se espera a chegada do recém-lançado Ghibli. Os preços são os seguintes:

+ GranTurismo MC Sport: R$ 750.000
+ GranTurismo MC Stradale: R$ 800.000
+ GranCabrio Sport (conversível): R$ 880.000
+ Quattroporte GTS: R$ 950.000

+ Ghibli (previsto para o fim de 2013 ou 1º trimestre de 2014): R$ 590.000
+ Ghibli SQ4 (previsto para o fim de 2013 ou 1º trimestre de 2014): R$ 690.000

  • Divulgação

    Fachada da loja da Maserati em São Paulo, a primeira exclusiva da marca na América Latina

VIDA PRÓPRIA
Antes, a Maserati ficava relegada a meio espaço na loja da Ferrari, já que as duas marcas do grupo Fiat são representadas no Brasil pela mesma empresa, a Via Italia. Então, por que cortar o "cordão umbilical" e procurar a independência? "Ter uma loja separada é muito importante para nossa expansão [no Brasil]. É uma ideia já de bastante tempo e demoramos cerca de dois anos fazendo estudos, trazendo profissionais da Itália e montando este espaço", explicou a gerente de marketing Viviane Polzim.

Os diretores da marca não deram detalhes sobre os custos da loja exclusiva, mas reconheceram que o investimento "não foi pouco".

No âmbito global, a companhia possui participação irrisória no mercado brasileiro, com menos de 30 veículos vendidos anualmente, em média. Com a nova loja própria, os italianos pretendem dobrar essa estatística já em 2014, contando especialmente com o início das vendas do sedã Ghibli (previsto para ocorrer entre o fim de 2013 e primeiro trimestre do ano que vem), modelo que terá o preço mais acessível da linha.

"O preço do Ghibli vai ficar em R$ 590 mil na versão mais simples e R$ 690 mil na SQ4, com tração integral e outros opcionais", mensurou o diretor de vendas da Maserati no Brasil, Claudio Boriero. O veículo, já visto por UOL Carros durante o Salão de Xangai, em abril, tem como missão tirar vendas de alemães da Mercedes-Benz e BMW, principalmente.

JOGO COMEÇA EM 2015
Todavia, as atenções da fábrica italiana estão voltadas mesmo é para 2015, quando deve ser comercializado o SUV Levante (que durante a fase conceitual já foi chamado de Kubang e Cinqueporte, e cujo nome definitivo pode mudar novamente até o lançamento). Apresentado pela primeira vez no Salão de Detroit, em 2011, e já esmiuçado em UOL Carros, o modelo vem para competir diretamente com outros SUVs grandes de luxo, como o BMW X6, Porsche Cayenne e alguns modelos da Range Rover.

Pelas previsões da Maserati, o Levante será o carro responsável por impulsionar em mais de 800% a produção da marca, de 6 mil para 50 mil unidades por ano em todo o mundo. Embora os executivos evitem estabelecer a mesma projeção de crescimento para o Brasil, todos admitem que o objetivo é refletir esse percentual, o que representaria mais de 200 unidades anuais a partir de 2015.

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