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BMW transporta Série 3 com novo emblema: ActiveFlex

Rodrigo Perini/UOL
Unidades do BMW 320i com a grafia ActiveFlex foram vistas por Rodrigo Perini em Santa Catarina Imagem: Rodrigo Perini/UOL

André Deliberato

Do UOL, em São Paulo (SP)

31/10/2013 14h55Atualizada em 31/10/2013 17h08

Após confirmar que fabricará seus carros no Brasil no segundo semestre de 2014, a BMW agora acena para a possibilidade de lançar seus carros "made in Brazil" com motor flex. O leitor Rodrigo Perini flagrou duas carretas repletas de unidades do sedã Série 3. Em duas imagens enviadas por ele, é possível ver claramente os emblemas 320i convivendo na tampa traseira com a inscrição ActiveFlex.

O flagrante foi feito em trajeto rodoviário entre as cidades de Itajaí e Balneário Camboriú, em Santa Catarina, mesmo Estado das futuras instalações da marca no país, que serão erguidas na cidade de Araquari. 

Segundo informantes, o projeto do motor flex está sendo desenvolvido diretamente pela matriz da BMW, na Alemanha, uma vez que ainda não há designação de engenheiros específicos para a fábrica catarinense -- que sequer foi erguida. Os modelos clicados são, portanto, importados. 

  • Rodrigo Perini/UOL

    Além do Série 3 cinza, uma unidade branca, também ActiveFlex, foi fotografada por Perini

  • Rodrigo Perini/UOL

TAMO AÍ NA ATIVIDADE
O termo Active é usado pelo BMW para batizar seus modelos com tecnologia alternativa de propulsão. É o caso, por exemplo, dos híbridos (carregam o emblema ActiveHybrid) e elétricos da linha tradicional (ActiveE, derivado do Série 1 Coupé). É bom ressaltar que o "sobrenome" não se aplica aos modelos da nova divisão de elétricos i, que possuem nome e RG próprios (BMW i3 e BMW i8).

Isso não impede que se crave: todo e qualquer BMW nacional a ser entregue pela fábrica de SC, no final de 2014, deverá ter obrigatoriamente motor bicombustível, ainda que este propulsor não seja equipado com turbo.

RODANDO O BRASIL

  • Rubens Rodrigues Fernandes/UOL

    Ainda que não explique, o aparecimento do Série 3 ActiveFlex e a necessidade do desenvolvimento do motor bicombustível para o Brasil pode ajudar a entender também este flagra feito por Rubens Rodrigues Fernandes.

    Sem qualquer identificação de versão ou diferença perceptível, segundo Fernandes, este BMW X1 com placas verdes foi visto trafegando pela BR-153, no município de Alvorada (TO), distante 270 quilômetros da capital Palmas.

    Outro modelo com fabricação brasileira garantida, o crossover compacto X1 é mais um veículo que poderia se valer da futura motorização flex, seja 2.0, 1.8 ou mesmo 1.6.

Pode-se até dizer que marca bávara corre para ser a primeira a mostrar -- ou seja, colocar à venda -- um modelo de luxo que consuma álcool e gasolina e talvez até mais do que isso. Durante o último Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2012, executivos da montadora deixaram claro ter a intenção de ter, até mesmo, modelos híbridos fabricados localmente -- na ocasião, uma unidade do Série 3 ActiveHybrid foi exposta no estande. A convergência de projetos poderia criar até mesmo um Série 3 híbrido com motor a combustão flexível.

Com o lançamento, a montadora poderia se adiantar às rivais. A Volkswagen, no entanto, já afirmou estar trabalhando na versão flex da nova família de motores EA-211 (no caso, o motor 1.4 turbo), do novo Golf, que serviria ao modelo nacional e também equiparia o Jetta. Não é preciso pensar muito para concluir que este motor será usado também no Audi A3 (rival direto dos BMW), cuja configuração sedã será feita no Brasil, lado a lado com o Golf.

DESENVOLVENDO O FUTURO
A lógica da BMW, de desenvolver (inicialmente) componentes na Alemanha, faz sentido inclusive na comparação com as rivais. Por um lado, toda e qualquer criação de uma nova tecnologia leva tempo, que é escasso no caso da abertura da nova fábrica. A Mercedes, por exemplo, realiza testes com motores flex há pelo menos oito anos, ainda que só tenha se pronunciado claramente sobre o assunto no último Salão de Frankfurt, quando confirmou que fabricaria Classe C e GLA no Brasil.

"Produzir no país requer certo grau de nacionalização, e por isso teremos a obrigação de desenvolver tecnologia localmente, o que não é problema, já que já estudamos há algum tempo esses projetos", disse Philipp Schiemer, presidente da montadora para o Brasil, a UOL Carros.

Além disso, toda a estrutura física e humana necessária ao lançamento de um novo motor pode ser encontrada de forma mais rápida e fácil na matriz da montadora.

Procurada pela reportagem nesta quinta, a BMW do Brasil não nos atendeu.

COMO É O SÉRIE 3 ATUAL
Atualmente, a versão 320i, vendida por R$ 132 mil, utiliza motor quatro-cilindros a gasolina, 2.0, turbo, de 184 cv e 27,5 kgfm de torque.

Se você fotografar ou filmar um carro diferente e/ou camuflado, envie para UOL Carros, com seu nome completo, RG e/ou CPF, telefone, cidade de residência e local do flagra. A critério da Redação, elas podem ser publicadas, sempre com devido crédito ao autor. Não há remuneração.

Para enviar, use o e-mail uolcarros@uol.com.br

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