Carros

Mercedes anuncia nova fábrica de carros no Brasil nesta terça

Fernando Calmon

Colunista do UOL, com Redação, em São Paulo (SP)

30/09/2013 09h29

A Mercedes-Benz deve anunciar, nesta terça-feira (1), o retorno de sua produção nacional de automóveis e comerciais leves (atualmente, apenas caminhões são produzidos no Brasil).

A nova fábrica de carros será construída em Iracemápolis, cidade a 150 km de São Paulo (região de Limeira). Desde o início, a infraestrutura paulista marcava favoritismo. Uma das influências foi a decisão da Honda de criar nova sede em Itirapina, que, a exemplo da escolhida Iracemápolis, fica próximo a Campinas, onde a própria Mercedes já teve uma fábrica de ônibus monoblocos.

Juiz de Fora (MG) e Rio de Janeiro (RJ) eram outras cidades cotadas, mas saíram logo do páreo. Algumas regiões de Santa Catarina ainda foram cogitadas, mas as chances sempre foram pequenas. Iracemápolis tem cerca de 20 mil habitantes e, segundo medição das Nações Unidas, é o 168º município brasileiro em desenvolvimento humano (seu índice é considerado alto). A atual gestão é do PT. 

SUV compacto GLA é o primeiro modelo a sair da nova linha de montagem, seguido pelo hatch Classe A e pela próxima geração do Classe C (que estreia em janeiro no Salão de Detroit).

OUTRAS ALEMÃS
Além da Mercedes, as alemãs Audi e BMW também divulgaram recentemente seus planos de desenvolvimento local, para receber os incentivos do Inovar-Auto (novo regime automotivo).

A Audi informou no último dia 17, em Brasília (DF), que fabricará A3 Sedan e Q3 no país. A produção destes modelos será em São José dos Pinhais (PR), onde a Volkswagen, controladora da marca, possui fábrica. O sedã será lançado primeiro, no segundo semestre de 2015. O SUV compacto chega em 2016.

A BMW já havia confirmado planos de fabricação local, mas apenas no começo de agosto confirmou os detalhes. A cidade escolhida foi Araquari (SC). Segundo informações prévias levantadas por UOL Carros, a unidade catarinense deverá produzir o hatchback Série 1, o sedã Série 3 e o X1. Os primeiros carros surgem em setembro de 2014.

Quanto a preços, os sinais são de que, em princípio, o consumidor não deve se animar. Nada indica que os valores do carros fabricados no Brasil cairão, no caso dos que já são importados para o país; ou que serão equivalentes aos praticados na Europa, no caso dos inéditos por aqui.

A BMW, por exemplo, já disse que, para viabilizar a fabricação local de seus modelos, é necessário importar tecnologia -- e isso se traduz em custos, que seriam embutidos nos preços dos modelos. Seria suficiente para anular o desconto ensejado pelo fim dos impostos de importação. Na Mercedes-Benz, a explicação é semelhante: muitas partes dos carros ainda serão importadas; no caso da Audi, até 65% delas. É como se, de cada dez carros fabricados aqui, quase sete fossem, de fato, importados. E o investimento nas plantas nacionais precisa ser amortizado.

 

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