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Frotas policiais do Brasil usam elétrico Leaf e até luxuoso Edge

Eugênio Augusto Brito<br>André Deliberato<br>Ricardo Ribeiro

Do UOL, em São Paulo (SP)

21/08/2013 20h22

Há cada vez mais montadoras fornecendo seus modelos para as forças polícias brasileiras. A Renault entregou recentemente unidades do SUV compacto Duster e do sedã médio Fluence para a PM (Polícia Militar) do Estado do Paraná. Em São Paulo, a chinesa Chery, que chegou há pouco tempo ao país, já transformou o hatch Celer em viatura da Policia Rodoviária. E a cidade do Rio recebeu nesta terça-feira duas unidades do elétrico Nissan Leaf, ainda em caráter provisório (os testes devem durar três meses), para o patrulhamento de pontos turísticos, como a praia de Copacabana, pelo BPTur (Batalhão de Policiamento de Áreas Turísticas). 

Os modelos são os mais diversos em todo o país. Em todos os Estados há compactos populares no patrulhamento urbano, como Volkswagen Gol e Fiat Palio, cujos preços cheios orbitam a faixa dos R$ 30 mil. No Rio de Janeiro, há também unidades do sedã Renault Logan. Mas há casos extremos, com modelos mais caros.

O Leaf que agora serve à polícia do Rio é um exemplo. Ainda é raro encontrar um deles em configuração "paisana" no país. Elétrico puro, com autonomia máxima de 160 quilômetros, não chegou a ser vendido a pessoas físicas -- especula-se que o preço, neste caso, ficaria entre R$ 130 e R$ 150 mil. Mas, segundo a Nissan, já são 35 unidades rodando como documentação de pessoa jurídica e/ou em concessão provisória para verificar a infra-estrutura necessária para o país. Em São Paulo, são dez unidades rodando como táxi; na capital fluminense, outros 15 fazem o mesmo serviço, além de unidades executivas no Sudeste e também no Sul do país. Em Santa Catarina, há SUVs luxuosos como o Ford Edge, canadense que varia de R$ 124 mil a R$ 149 mil, na frota policial.

Claro, comprados por licitação, nenhum deles -- populares, luxuosos ou de nicho -- custa tão caro. A negociação geralmente envolve: a proposição por parte dos governos sobre o equipamento básico e o porte dos carros; a apresentação de propostas e valores por parte das montadoras interessadas; por fim, a escolha do vencedor, com base no menor preço pela proposta adequada. Há ainda benesses como isenção de impostos e taxas que seriam obrigatórios a qualquer outro comprador. Os valores finais, porém, quse nunca são divulgados.

Para mais espaço para soldados e pessoas detidas, peruas não faltam à PM. A já clássica Chevrolet Veraneio foi trocada pela Volkswagen Parati e, mais recentemente, pela Fiat Palio Weekend (um dos carros mais usados pelos policiais em todo o Brasil). A Policia Civil, entretanto, registra um número maior de sedãs e hatches médios, com Ford Focus e Chevrolet Vectra.

TÁTICO TEM CARRO MAIOR
Operações táticas e batalhões de policiamento ostensivo, como a Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar, da Polícia Militar de São Paulo), adotam modelos ainda maiores. Rotulado como carro de polícia e preferido por oficiais, o Chevrolet Blazer envelheceu e perdeu terreno para o Toyota Hilux SW4.

Regiões com terrenos acidentados optam por SUVs 4x4, como o Mitsubishi Pajero Dakar, usados no interior de Minas Gerais, Goiás e Amazonas. Há batalhões que incorporaram picapes, como a nova Chevrolet S10, Mitsubishi L200, Ford Ranger e até Nissan Frontier.

A Policia Federal, que percorre locais de difícil acesso e áreas de fronteira, também utiliza frequentemente a picape da Nissan e até mesmo o SUV Pathfinder.

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