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Hyundai Elantra chega flex, forte, completaço e com preço nas alturas

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Elantra flex mostra seus 4,53 metros no Salão de São Paulo: caro, mas completo; ou completo, mas caro? Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

10/04/2013 17h47

"Com design moderno, amplo espaço interno, maior segurança e economia de combustível, o novo Elantra se destaca entre os concorrentes em diversos quesitos". Começa assim o comunicado de imprensa da Hyundai, enviado nesta quarta-feira (10), sobre o lançamento do sedã, agora com motor 2.0 bicombustível. Infelizmente, um desses "quesitos" em que o Elantra se destaca é preço: a versão de entrada custa R$ 96.376, e a topo, com teto-solar, chega a R$ 99.860. Ambas têm câmbio automático de seis velocidades; a configuração manual não tem data para chegar ao Brasil.

Com 4,53 metros de comprimento e um propulsor desse porte, o Hyundai Elantra é um típico sedã médio para os padrões do mercado brasileiro (embora a própria Hyundai CAOA o trate como compacto). No entanto, os preços no segmento estão, pelo menos, R$ 10 mil abaixo: o Toyota Corolla Altis 2.0 A/T custa R$ 84.580 (valor já absurdo, aliás); o Volkswagen Jetta 2.0 A/T parte de R$ 67.990, e mesmo dotado de motor TFSI de 200 cavalos (a rigor, um Audi sob pele de Volks) não chega a R$ 96 mil -- com teto solar. O Chevrolet Cruze LTZ A/T, completaço, vale R$ 78.831.

O novo Elantra parece destinado a ocupar na gama da Hyundai CAOA (importadora da marca) o lugar do Sonata (R$ 99 mil), que anda sumido das lojas. Acima deste há o Azera (R$ 127.380); e depois os luxuosos Genesis (R$ 220 mil) e Equus (R$ 326.850). O site oficial não divulga preços -- os citados aqui são da Tabela Fipe para abril.

O problema do Elantra é comum ao novo i30, recém-chegado às lojas, que na verdade é sua variação dois-volumes: por mais atraente que seja a nova geração do hatch, extremamente bem-sucedido no modelo anterior, o preço inicial de R$ 75 mil (ou R$ 85 mil completaço, com teto e vários outros itens) é quase surreal ao se considerar o motor 1.6 que leva sob o capô (o mesmo do HB20) e os preços dos rivais no segmento (que podem começar na vizinhança de R$ 50 mil).

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    Elantra é o três-volumes do i30, que, por sinal, também ficou bem caro na nova geração

BRIGA COM QUEM?
Será que a Hyundai acha que o Elantra pode concorrer com as configurações mais em conta de Mercedes-Benz Classe C, BMW Série 3 e Audi A4? No caso, usaria justamente o argumento do preço mais baixo... Bem, ao menos no papel o sedã sul-coreano (desenhado nos Estados Unidos, onde é carne-de-vaca como Nissan Sentra, Corolla e Honda Civic) impressiona bem. Já que a fabricante insiste em negar carros de teste à imprensa, por ora "vale o escrito" por ela mesma.

O propulsor do novo Elantra é denominado Nu (letra grega, como Kappa e Gamma). Ele é um 2.0 bicombustível com bloco em alumínio, 4-cilindros, 16 válvulas com comando duplo e tempo de abertura variável, que com etanol gera potência máxima de 178 cavalos a 6.200 rpm e torque de 21,5 kgf a 4.700 rpm; com gasolina os valores são 169 cv e 19,9 kgfm. A transmissão é automática de seis velocidades.

Não dá para negar que o sedã da Hyundai tem um belo pacote de equipamentos de série -- com destaque para itens de segurança e conforto.

O Elantra oferece airbags frontais, laterais e de cortina; freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição de força), controles de tração e de estabilidade. Os freios agora são a disco nas quatro rodas (antes, atrás eram a tambor) A direção tem assistência eletro-hidráulica. Os bancos possuem revestimento em couro e ajustes elétricos.

O sistema multimídia possui tela touchscreen de sete polegadas e traz GPS (dotado de mapas completos do Brasil), CD/ DVD, câmera de ré traseira, Bluetooth, conexão para iPod/USB e entrada AUX, rádio AM/FM e MP3 e controle de áudio no volante. Há ainda piloto automático, sensor de chuva, faróis de neblina, travas elétricas nas portas, sensor de assistência dianteiro para estacionamento, controle de segurança dos vidros do motorista, pedal de alumínio, rede e gancho no bagageiro, ar-condicionado automático dual zone com ionizador (uma espécie de despoluidor), volante com revestimento de couro e tampa do console deslizante.

Tudo isso somado ao estilo "escultura fluida", que segue funcionando bem em todos os tamanhos de carroceria da Hyundai, fazem do Elantra um carro -- sem dúvida nenhuma -- bastante respeitável. Mas será que ele vale todo esse dinheiro?

A resposta está em suas mãos, leitor.



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