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Kia Cerato fica mais perto do andar de cima por R$ 67.400

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Novo Cerato: visual "tigrado" e parentesco mais óbvio com os carros mais caros da Kia Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Ilha de Itaparica (BA)

07/04/2013 17h38Atualizada em 08/04/2013 15h38

A sul-coreana Kia marcou para este domingo (7) na Bahia, em pleno dia da reinauguração do estádio da Fonte Nova com direito a Ba-Vi (Bahia x Vitória, principal clássico local), a apresentação da terceira geração do sedã Cerato à imprensa brasileira. Para não dividir as atenções, o evento oficial de lançamento do carro não acontece em Salvador, mas na Ilha de Itaparica, a alguns quilômetros de distância da capital baiana.

Revelado ao brasileiro durante o Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro de 2012, o novo Cerato segue a estratégia de se distanciar ao máximo da geração anterior (como esta já fizera em relação à abominável geração antes dela) para tentar, enfim, decolar nos emplacamentos: está maior, mais largo, espaçoso e atraente. É também candidato a ser produzido no Brasil, caso a Kia finalmente erga uma fábrica no país -- como prometeu o chefão da marca, José Luiz Gandini.

Com vendas que se iniciam nesta semana (embora algumas lojas já tenham o carro há alguns dias), o novo Cerato chega por importação em duas versões nomeadas com os tradicionais (e sempre chatos) códigos alfanuméricos da Kia, com os seguintes preços:

-- Kia Cerato E.244: R$ 67.400
Equipado com câmbio manual de seis marchas.

-- Kia Cerato E.294: R$ 71.900
Traz câmbio automático também de seis marchas, com opção de trocas sequenciais por paddle shift, três modos de condução (conforto, normal e esporte) e sistema Eco (faz as trocas em rotações mais baixas).

O motor é sempre o conhecido Gamma bicombustível, que já equipava Cerato e Soul atuais, além dos primos Hyundai HB20 (em sua versão topo) e novo i30. A capacidade é de 1,6 litro, com 128 cavalos de potência a 6.000 rpm e torque de 16,5 kgfm a 5.000 rpm (com etanol no tanque).

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    Traseira mostra a mão forte do designer Peter Schreyer, hoje também presidente da Kia

Entre os itens de série comuns aos dois pacotes, estão ar-condicionado de duas zonas, direção com assistência elétrica, sensores de estacionamento dianteiros e traseiros, acendimento automático de faróis, computador de bordo, controle eletrônico de velocidade, volante revestido de couro com ajustes de altura e profundidade, banco do motorista com ajuste lombar elétrico (os demais acertos são manuais), retrovisor eletrocrômico e faróis e lanternas com LEDs.

O sistema de som com rádio e tocador de CD é conhecido de outros modelos e inclui conexões USB/iPod e auxiliar, mas esquece do Bluetooth para celulares. As rodas de liga têm 16 polegadas e pneus 205/60. Na segurança, os já básicos airbag duplo frontal e freios com ABS.

MAIOR DOS MÉDIOS
Sempre houve uma polêmica quanto ao porte do Cerato que agora se aposenta: era um sedã médio-compacto (ou "com algo a mais", no jargão do mercado), ou um médio de fato? Totalmente anabolizada pelo designer alemão Peter Schreyer, agora também presidente da Kia, a nova geração do Cerato encerra esta polêmica.

COMO ERA, COMO FOI

  • Murilo Góes/UOL

    Geração atual, que está sendo aposentada, tem visual alinhado ao de rivais como o Honda Civic

  • Divulgação

    Primeira geração do modelo, pouco vendida no Brasil, parecia carro chinês imitando japonês

Com 4,56 metros de comprimento (3 cm mais longo que o anterior) e, principalmente, 2,70 m de entre-eixos (5 cm maior), o novo Cerato tem ainda extremidades mais parrudas, com faróis enormes (muitos enxergarão olhos de anfíbios no conjunto óptico, apesar de o estilo da Kia evocar a imagem de um tigre), capô volumoso e traseira curta, mas bojuda (também com lanternas de respeito). O porta-malas tem 421 litros de capacidade.

Segundo a Kia, o Cerato agora é "maior que Hyundai Elantra, Honda Civic, Toyota Corolla e Volkswagen Jetta", rivais assumidos. De estilo bem próximo ao Cerato, o argentino Renault Fluence foi esquecido na comparação. É preciso dizer, ainda, que todos os rivais citados possuem motorização maior (ao menos como opção); o primo-irmão Elantra, com que o Cerato compartilha a plataforma, também passa a ser importado com motor flex, mas de 2 litros, a preço absurdamente maior (acima dos R$ 90 mil).

O certo é que o Cerato figura como "galã" dessa lista, com design mais atual e atraente, que lembra o sedã grande Optima, opção alternativa da Kia ao Hyundai Sonata e um andar acima entre os sedãs. Para quem gosta de arrojo, o Cerato certamente será um modelo a ser considerado. Para quem prefere uma pegada mais esportiva, a grande novidade é a chegada do Cerato hatch em maio próximo, dotado do motor 2.0 bicombustível do novo Elantra (e possivelmente bem mais caro que o sedã).

Em 2012 inteiro, froam emplacadas 7.703 unidades do Cerato no Brasil, segundo dados da Fenabrave (associação das distribuidoras). Com isso, entre os sedãs médios, ficou atrás de modelos ainda menos modernos que a geração do Kia ora aposentada -- como Nissan Sentra e Fiat Linea. A paulada tributária nas importações, cujo impacto foi sentido especialmente pela marca sul-coreana, tem parte da culpa nisso.  




UOL Carros participa, em breve, do evento oficial de lançamento do Cerato e, na segunda-feira (8), do test-drive do modelo. Trará, em momento oportuno, mais informações sobre o sedã e impressões ao dirigi-lo.

Viagem a convite da Kia

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