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Ford New Fiesta começa a ser entregue em maio

Divulgação
Ford New Fiesta nacional, coadjuvante em show da cantora Claudia Leitte neste domingo no ABC Imagem: Divulgação

Claudio Luís de Souza
Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

24/03/2013 23h17Atualizada em 27/03/2013 15h04

A Ford exibiu o New Fiesta nacional pela primeira vez neste domingo (24), durante show gratuito realizado no Paço Municipal de São Bernardo do Campo, no ABC, cidade-sede da montadora e berço da produção verde-amarela do modelo. Nesta segunda-feira (25), uma cerimônia marcou a produção (simbólica) da primeira unidade do New Fiesta 2014, na fábrica de São Bernardo que voltou a fazer carros de passeio em 2007, com o Ka.

O lançamento oficial do New Fiesta à imprensa (com direito a test-drive e avaliação) acontece em 20 de abril; a distribuição às revendas está marcada para o dia 28. As primeiras entregas começam em maio.

O show de domingo teve como atração principal a cantora Claudia Leitte, além de apresentação da atriz global Ísis Valverde. Segundo informações divulgadas pela assessoria da Ford, cerca de 50 mil pessoas assistiram ao espetáculo e, de quebra, viram o New Fiesta com a tradicional cor azul metálica -- azul Candy, segundo a Ford. A versão que aparece na foto é a topo de gama, Titanium.


A QUESTÃO DOS PREÇOS
A Ford continua segurando detalhes técnicos e de mercado do New Fiesta. De acordo com o site parceiro Carplace, deve-se esperar uma gama começando em cerca de R$ 32 mil na versão básica (denominada S) com motor 1.5; o site Carpress é mais prudente e fala apenas em "mais de R$ 30 mil".

Todos os executivos da Ford juram que tais valores são "absurdos" -- o mais prudente pode ser, neste caso, acreditar em algo perto dos R$ 35 mil (ou ligeiramente acima) para configurações iniciais, com algo perto dos R$ 50 mil para a mais equipada (Titanium com câmbio Powershift, automatizado de seis marchas e dupla embreagem). 

De toda forma, resta a pergunta: o que será feito do Fiesta Rocam de motor 1.6, cujos preços começam em pouco mais de R$ 33 mil? Ou mesmo com o Rocam 1.0, cuja configuração completa, com todos os opcionais, também supera os R$ 33 mil? Trata-se de um carro de plataforma ultrapassada e design atrasado em relação ao estilo Kinetic, que já está em sua fase 2 (cujo paradigma é o novo Fusion).

O fato é que a suposta política de preços do New Fiesta aponta para uma redução imediata de versões na gama do Fiesta Rocam, alocando-o mais perto do lugar hoje ocupado pelo Ka (ou seja, mais à porta de entrada do portfólio da Ford). É uma ação de risco, porque o Fiesta Rocam vende (muito) mais que o New Fiesta.

A Ford argumenta que pretende aumentar sua participação no mercado justamente com uma investida maior do New Fiesta, seu modelo mais atual. "Queriamos localizar a produção do New Fiesta por conta de uma visão estratégica, para aumentar as vendas no segmento e responder mais rápido ao mercado", afirmou Rogélio Golfarb, vice-presidente da Ford para a América do Sul. "O New Fiesta tem a missão de inovar, trazendo um motor [Sigma 1.6] de alta eficiência, o câmbio Powershift e sistema de conectividade, para pessoas, sobretudo as mais jovens, que buscam segurança e que também querem estar conectadas o tempo todo enquanto estiverem no carro", completou o executivo.

Segundo algumas fontes, nacionalização, alterações no carro e novos preços podem até triplicar o total de vendas, em relação ao que se emplacava quando o modelo era importado do México -- os números exatos não são conhecidos porque o Renavam junta as duas plataformas, Rocam e New Fiesta, numa conta única de emplacamentos. 

ROCAM PERTO DO FIM
De qualquer modo, como UOL Carros já publicou no Blog da Redação, o enterro do Fiesta Rocam acontecerá em algum momento até o final de 2014, porque a Ford quer começar 2015 fabricando apenas produtos globais no Brasil. 

A fala dos executivos segue exatamente este roteiro. "Neste momento, seguimos com Ka, Fiesta Rocam, New Fiesta e EcoSport sendo fabricados no Brasil", ouvimos mais de uma vez (o grifo da expressão temporal é feito por UOL Carros para repassar ao leitor a ênfase dada pelas fontes). É bom salientar também a ausência da picape Courier, cujo "prazo de validade" já venceu, de qualquer plano divulgado.

Portanto, o reposicionamento do Fiesta Rocam, inevitável com a chegada de um New Fiesta de cerca de R$ 35 mil, é solução momentânea -- quase um tratamento paliativo.

AGORA NACIONAL
Voltando ao New Fiesta: os detalhes das versões mais baratas serão anunciados apenas durante o lançamento oficial, mas sabe-se desde já que a versão Titanium, mais cará, poderá ter o esperado câmbio Powershift como opção ao câmbio manual de cinco marchas, sempre conjugado ao motor Sigma 1.6 renovado e fortalecido, com duplo comando de abertura de válvulas (TiVCT) e potência alegada de 130 cavalos com etanol.

Segundo a Ford, o índice de nacionalização do New Fiesta (o percentual de peças fabricadas no Brasil) beira os 80%. O câmbio automatizado -- um dos componentes mais atuais do modelo --, porém, será importado do México (de onde vinha todo o carro até agora). Vale lembra que, de início, somente o hatchback será produzido no Brasil. O sedã seguirá importado do México.

"O hatch tem um histórico de preço menor no Brasil e é estratégico neste momento para a Ford", disse Golfarb em entrevista a UOL Carros e a outros jornalistas do setor. "A estratégia do sedã é outra e será divulgada depois", complementou.

Embora não revele exatamente toda a estratégia -- a começar pelos preços -- a Ford dá dicas de que pretende focar seus esforços num contra-atacar à Hyundai. A marca coreana tem crescido no mercado nacional desde o início de sua operação nacional (com a família de compactos HB20 sendo produzida em Piracicaba) a ponto de poder tomar, em algum tempo, não só a quinta posição da Renault como também a quarta posição histórica da Ford, se nada for feito pelas rivais.

Hyundai HB20 foi o concorrente para o New Fiesta nacional mais citado por pessoas ligadas à Ford. Fiat Punto e o recém-lançado Peugeot 208 também foram enumerados. A Chevrolet foi, curiosamente, deixada de lado: o nome do compacto Onix chegou a ser citado como um modelo que "não é concorrente"; já o Sonic, sabidamente um dos competidores do segmento de compactos premium, foi esquecido.

UOL Carros entende que a Ford prefere olhar para baixo e concentrar sua força em quem a incomoda neste momento a criar caso com quem está acima -- e numa posição distante de ser alcançada -- como é o caso da GM.




DEVAGAR
Na avaliação do presidente da Ford no Brasil, Steven Armstrong, o mercado automotivo iniciou o ano mais lento que o esperado.

O executivo não citou números nesta segunda, durante o evento na fábrica do ABC, mas afirmou a jornalistas que, se a previsão do governo federal para o crescimento da economia for cumprida, o mercado brasileiro deve ter vendas cerca de 4% maiores em 2013 ante o ano passado.


Com Reuters

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