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Jeep Grand Cherokee CRD mostra que diesel é sinônimo de força

Divulgação
Com aliança Fiat-Chrysler, SUV americano usa motor italiano, mas é caro: custa R$ 219.900 Imagem: Divulgação

André Deliberato

Do UOL, em Itu (SP)

Duas notícias para quem é fã de Jeep -- uma boa e outra não tão agradável. Aproveitando a estreia do Dodge Durango no Brasil, a Chrysler (dona das duas marcas e agora controlada pela Fiat) também lança o Grand Cherokee com motor a diesel no país. Essa é a boa notícia.

Equipado com o novo propulsor Multijet da Fiat,  de seis cilindros (em "V") e duplo comando de válvulas, o SUV 4x4 passa a oferecer mais uma opção aos adeptos do off-road, por necessidade ou simples afinidade. Nas lojas desde janeiro, o Grand Cherokee Limited CRD é vendido somente na versão Limited, topo de linha.

Más novas quanto ao preço: são R$ 219.900 -- exatos R$ 40.000 a mais que o pedido pela versão equipada com o motor V6 a gasolina.

PELO MENOS É COMPLETO
Se servir de consolo, quem pagar esta pequena fortuna leva para casa o máximo de conforto e tecnologia que a marca pode oferecer. O Grand Cherokee Limited CRD (sigla para Common Rail Diesel, alusiva à injeção eletrônica de duto único) traz de série ar-condicionado digital de duas zonas; nove airbags; freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição da força de frenagem) e suporte para frenagens de emergência (que aproxima as pastilhas de freio aos rotores em caso de levantamento súbito do pé do acelerador); Isofix para cadeirinhas de criança; controles eletrônicos de estabilidade e de tração e auxílio em descidas (HDC); controlador automático de velocidade (piloto automático); sensor de estacionamento com câmera de ré; sistema multimídia com tela de 10 polegadas para os bancos traseiros e outra, de 6,5 polegadas, no painel central, Bluetooth, USB, disco com 30 GB de memória para armazenamento de conteúdo multimídia e nove alto-falantes com subwoofer; faróis e lanternas de neblina; conjunto óptico dianteiro com LED e faróis bixenônio; retrovisores elétricos rebatíveis e aquecíveis; volante multifuncional; coluna de direção com ajustes elétricos; banco do motorista com aquecimento e oito posições memorizáveis e teto solar elétrico. São cinco lugares -- e não sete como no Durango -- e não há opcionais.

CORAÇÃO ITALIANO
Por dentro, o carro é tudo isso mesmo. Ele esbanja sofisticação e refino -- mais até que Dodge Durango, embora tenha plástico que imita madeira no painel. O espaço é ótimo para cinco pessoas e o porta-malas consegue levar 782 litros. Com os bancos traseiros rebatidos, o volume vai a 1.554 l.

A suspensão criada para o mercado norte-americano até combina com o piso brasileiro. Independente nas quatro rodas (do tipo duplo A na dianteira e multibraços na traseira), é macia e confortável, principalmente para quem está acostumado a conjuntos mais sólidos, típicos de carros mais baixos. É a mesma da Grand Cherokee a gasolina, já elogiada anteriormente por UOL Carros.

O novo motor V6 turbodiesel é fabricado na Itália, pela FPT (empresa que pertence ao Grupo Fiat), e substitui o anterior, da Mercedes-Benz (oferecido no mercado brasileiro pela antiga geração do utilitário).

Rende 241 cv e 56 kgfm de torque e, segundo a marca, é 10% mais eficiente e 20% mais econômico que o anterior. A fórmula para o sucesso foi a adoção de uma turbina Garrett (de geometria variável) e da nova injeção eletrônica, que trabalha com pressão de 1.800 bar, tecnologia desenvolvida e patenteada pela Fiat Powertrain.

Aliado a ele está um câmbio automático de cinco marchas (que, assim como no Durango, poderia ser mais eficiente, com uma sexta marcha em overdrive, por exemplo) e tração 4x4 permanente -- chamada pela fabricante de Quadra-Trac II -- com seletor de terrenos preparado para pedra, areia/lama, neve (pisos de baixa aderência), esportivo e automático (que detecta sozinho o tipo de piso).

De acordo com a Jeep, o novo conjunto leva o jipão de 0 a 100 km/h em 8,2 segundos e o faz atingir 202 km/h de velocidade máxima. O consumo anunciado é de 9,7 km/l na cidade e 13,9 km/l na estrada, o que gera autonomia de 1.122 quilômetros (o tanque tem os mesmos 93,1 litros de capacidade do Durango).

IMPRESSÕES
UOL Carros rodou por cerca de 100 quilômetros com o Grand Cherokee CRD e se surpreendeu com o que viu. O motor a diesel revigora o ânimo do SUV, que sempre foi luxuoso e confortável, mas era preguiçoso com o motor a gasolina.

Em saídas de semáforos, por exemplo, é possível fazer o jipão arrancar como carro esportivo, ainda que ele fique para trás instantes depois por conta do peso elevado (2.347 kg). Os 56 kgfm de torque, disponíveis bem cedo (entre 1.800 e 2.800 rpm), fazem as mais de duas toneladas parecerem nada nas saídas e retomadas. Ou quase nada, não se empolgue. Em curvas, a falta de vocação esportiva fica mais clara. Lembre-se: estamos falando de um SUV.

Parte do test-drive foi feito em trechos off-road, que variaram de leve para moderados. Foi nessa hora que o Jeep mostrou seu lado trilheiro. Seguindo um Wrangler Sport, o SUV fez todos os exercícios sem esforço, com técnica e precisão. Seus ângulos de ataque colaboram para tal apetite.

Rampas íngremes, valetas profundas, lama e grama molhada (piso de baixa aderência avaliado durante os exercícios) pareciam obstáculos simples para o Grand Cherokee. Claro que a versão a gasolina (também 4x4) faria o mesmo, só que com menos fôlego.

O que foi possível concluir após a apresentação do Grand Cherokee CRD é que esta versão demorou a chegar. O motor Fiat é surpreendente e poderia ser ainda melhor se tivesse uma transmissão mais acertada. Pena ser tão caro. O fã de Jeep sem problema com dinheiro já pode assinar o cheque.

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