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Honda Fit Twist compõe elenco com figurino cross

Murilo Góes/UOL
Honda Fit Twist: se for comprar um, fica a dica: o branco caiu bem nessa versão... Imagem: Murilo Góes/UOL

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

08/02/2013 14h41

Não é obrigatório, mas nunca é demais ter um carro "aventureiro" na gama. Custa pouco para fazer e pode conquistar clientes que não deram bola para um determinado modelo nas versões "civis". A Hyundai, por exemplo, lançou a variação cross do HB20, a X, antes mesmo do sedã. Outro exemplo é a pacata Nissan Livina, 100% família, vestindo roupa de trilha sob o nome X-Gear.

Também um carro tradicionalmente comportado, o Honda Fit ganhou a versão Twist, dotada de alguns complementos estéticos: "reforços" nos parachoques (peças de plástico que imitam metal), lentes escurecidas nos faróis, racks de alumínio no teto. Este também é o único Fit que possui faróis de neblina -- o que não é mérito da versão, e sim demérito das outras.

Disponível apenas com o motor maior da gama Fit, de 1,5 litro, bicombustível, de 115/116 cavalos de potência (gasolina/etanol), o Fit Twist pode ter câmbio manual ou automático, ambos de cinco velocidades.

Os preços são intermediários na gama Fit, que, como os demais carros da Honda, talvez custe um pouco mais do que deveria... Veja abaixo:

Fit Twist M/T -- R$ 57.900
Fit Twist A/T -- R$ 60.900


Em mecânica e construção, não há qualquer diferença entre o Twist e as versões EX e EXL do Fit, que usam o mesmo motor (DX e LX têm o propulsor de 1,4 litro). Suspensão (com barra de torção na traseira), rodas (de 16 polegadas, com desenho exclusivo no Twist) e pneus (185/55) são iguais. Devido aos itens visuais específicos da versão, o Twist ficou 3 cm mais longo (3,93 metros), sem alteração no entre-eixos (de bons 2,5 metros); 2 cm mais largo (1,71 m); e 3,5 cm mais alto (1,57 m).

Isso tudo significa que o Fit Twist tem a mesma capacidade off-road que o restante da gama. Ou seja, nenhuma.

SIMPLES ASSIM
A unidade de teste experimentada por UOL Carros, automática, tinha carroceria na cor branca (outras opções: azul, vermelho, preto, prata e cinza), realçando as gracinhas cross da versão, especialmente as lentes escuras no conjunto óptico e a peça em preto no parachoque dianteiro. Os faróis de neblina são oblongos e ficam meio esquisitos no conjunto -- já que são exclusivos dessa versão, poderiam ter migrado para os nichos verticais nas extremidades do parachoque, empregando LEDs. Mas aí já seria pedir demais de um carro que, no geral, é simples, quase austero.

A cabine abusa dos plásticos e têm parafusos à mostra, mas no geral é confortável e apresenta boas sacadas, como o porta-copos ao alcance da mão esquerda do motorista; e idiossincrasias, como os dois porta-luvas e os comandos da climatização dispostos quase verticalmente ao redor do sistema de áudio. No entanto, é difícil afastar a sensação de que por dentro o Fit não difere muito de carros até R$ 15 mil mais baratos. 

O modelo da Honda continua oferecendo conforto e espaço acima da média de concorrentes de mesmo porte, sensação incrementada pela impressionante visibilidade proporcionada pelo parabrisa generoso e pelas vigias laterais. O banco traseiro da versão Twist é dobrável e redobrável sobre si mesmo de diversas maneiras e em diversas proporções, podendo aumentar significativamente o porta-malas de 384 litros. 

O motor 1.5, de razoável torque em baixas rotações (pico de 14,8 kgfm a 4.800 rpm), trabalha de modo suave e em harmonia com o câmbio automático de cinco velocidades, este muito mais interessante que o antigo CVT. O sistema Shift Hold permite ao motorista limitar as trocas até no máximo a terceira marcha, evitando subidas desnecessárias à quarta e à quinta -- algo muito útil em descidas de serra e/ou estradas sinuosas. No entanto, não há opção de trocas sequenciais (e por isso não há aletas atrás do volante).

Abastecido com etanol e utilizado principalmente na cidade, o Fit Twist cravou 7,2 km/litro de consumo. É um número até melhor que os 6,8 km/l aferidos pelo Inmetro para o carro A/T com motor 1.5, que rendeu-lhe uma feia nota D (o 1.4 manual é nota A, a melhor possível).  

MOLEZINHA
A verdadeira moleza que é dirigir o Fit é coroada pela soberba assistência elétrica à direção. Sem usar o pé esquerdo na embreagem e a mão direita no câmbio, e fazendo "força zero" nos esterçamentos do volante, o perigo é o motorista "esquecer" que está dirigindo...

Entre os monovolumes, o único concorrente do Fit Twist é o Fiat Idea Adventure, que conta com ingredientes cross mais nítidos e chega a oferecer opção de bloqueio de roda (Locker) para sair de buracos. Entre as minivans, caso se queira definir o Fit assim, a rival é a já citada Livina X-Gear, muito maior, mas também sem sofisticações mecânicas.

A atual geração do Fit dura até 2015, e até lá a versão Twist serve para "compor elenco", como se diz no futebol. Mas ela também expõe o quanto é cara a versão top do modelo, a EXL A/T, que custa R$ 65.790.
 

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