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Operários da GM param novamente contra demissões em SJC

Nilton cardin/Sigmapress
Funcionários da GM protestam em frente à unidade de São José dos Campos (SP) Imagem: Nilton cardin/Sigmapress

Marli Moreira

Da Agência Brasil, em São Paulo (SP)

18/01/2013 11h57

Metalúrgicos de uma das oito fábricas do complexo da General Motors em São José dos Campos (SP) paralisaram as atividades nesta sexta-feira (18) por duas horas, das 5h30 às 7h40. A interrupção afetou a linha conhecida como MVA, que fabrica o sedã Chevrolet Classic e os utilitários S10 e Blazer, na segunda manifestação contra o risco de demissão de 1.500 funcionários da mesma unidade.

A parada antecede a segunda das três reuniões previstas para discutir o futuro da fábrica e a manutenção dos empregos. O encontro, com intermediação de um representante do Ministério do Trabalho, foi marcado para ocorrer ainda nesta sexta na sede regional do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Para influenciar o resultado, os empregados afastados temporariamente promoveram passeata em frente à Associação Comercial e Industrial na quinta-feira.

A estratégia já foi tentada em julho de 2012, quando a unidade foi paralisada e membros do sindicato se reuniram com o Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, numa tentativa de levar a questão à presidente Dilma Rousseff.

OS MOTIVOS
A mobilização dos empregados ocorre porque no próximo dia 26 expira o prazo do acordo que suspendeu as demissões. A questão se arrasta desde julho de 2012, quando a GM anunciou que deixaria de produzir  os modelos Meriva e Zafira (substituídos pela minivan Spin) e Celta hatch (aposentado pelo Onix) em São José dos Campos. 

A GM afirmou que manterá o Programa de Demissão Voluntária por conta da ociosidade da linha e que descarta demissão em massa, mas informou manter quadro excedente por ter deixado de produzir os modelos na fábrica.

O diretor de assuntos institucionais da GM, Luiz Moan Yabiku, rejeitou a possibilidade de transferência dos trabalhadores para outra unidade de produção e manifestou a expectativa de que empresa e empregados cheguem a um acordo até o final do mês.

Na opinião do presidente do sindicato dos metalúrgicos, Antonio Ferreira de Barros, o Macapá, a presença do governo pode colocar um fim no impasse. "Queremos que o governo federal proíba as demissões, porque além dos benefícios fiscais que a empresa recebeu com redução do IPI [Imposto Sobre Produtos Industrializados] e com o regime automotivo, ela não não vive crise financeira”, ponderou.

Para o líder sindical, a presidenta Dilma Rousseff tem a "obrigação de intervir" na questão.

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