Carros

Kia mexe no Cadenza e sedã fica mais parecido com um BMW

André Deliberato

Do UOL, em Detroit (EUA)

17/01/2013 13h15

A Kia revelou no Salão de Detroit (EUA) a intensiva reestilização do Cadenza, que surge como modelo 2014. Antes, porém, tentou fazer uma graça: Peter Schreyer, chefe de design recém-promovido a presidente-executivo da marca, fez seu discurso por meio de uma vídeo-conferência nerd, na qual sua imagem foi projetada em telas instaladas numa caixa usada na cabeça por um modelo. Estranho e sem eficácia. 

Instantes depois, o executivo apareceu pessoalmente no estande para falar mais sobre o sedã. O Cadenza 2014 traz mudanças nos para-choques, grade frontal (troca os frisos horizontais sobrepostos a aletas verticais por tela estilo colmeia), faróis (com disposição de LEDs e guias de luz alteradas) e lanternas (saem os ressaltos e muda a disposição de luzes).

A reestilização já havia sido implantada no modelo vendido na Coreia do Sul e com ela o sedã fica cada vez mais parecido com modelos europeus -- sobretudo com um BMW. Essa que parece ser a obsessão da Kia: o luxuoso Quoris (K9 na Coreia, ao passo em que o Cadenza é o K7), lançado recentemente, também se inspira demais na marca alemã.

Curiosamente, a principal peça de divulgação do novo Cadenza é um curta-metragem de ação no qual o sedã é protagonista de uma cena de perseguição e tiros envolvendo uma espécie de máfia coreana e... um BMW Série 5. É um mote muito parecido com o que a BMW utilizou, há alguns anos, ao chamar diretores famosos para fazer vídeos cinematográficos com os carros da marca. 

MECÂNICA
Para os Estados Unidos, o Cadenza terá o novo motor V6, de 3,3 litros, capaz de render 294 cavalos e 35,3 kgfm de torque máximos. O câmbio é automático de seis marchas com mudanças sequenciais por meio de borboletas atrás do volante. 

A alteração do trem-de-força evidencia que o antigo propulsor -- o V6 de 3,5 litros e 290 cv, que ainda equipa o modelo vendido no Brasil -- não satisfazia às leis de emissão e consumo de alguns países europeus e dos EUA.

O modelo começa a ser vendido no mercado norte-americano no segundo semestre deste ano. No Brasil, o carro deve chegar importado da Coreia só em 2014.

RECHEADO
Considerado carro de entrada da categoria premium no país norte-americano, o Cadenza ficou mais jovem e esportivo, e agora traz pacote reforçado: GPS, sistema de câmeras que mostram o entorno do carro (360º) no momento de estacionar -- de novo, como em alguns carros da BMW --, tela de oito polegadas sensível ao toque no painel, teto solar panorâmico, ignição por botão e faróis bi-xenônio, oito airbags (frontais duplos, laterais frontais, laterais traseiros e de cortina) e sensor de ponto cego, entre outros itens.

Schreyer afirma que o sedã mudou para melhor e vai atrair mais clientes. "A frente com nova identidade e a traseira marcada por vincos de forte personalidade vão fazer o consumidor de sedãs médios [grandes no Brasil] olharem com outros olhos para o Cadenza", afirmou o alemão à reportagem de UOL Carros.

A Kia também expôs na mostra a nova geração do Cerato (conhecida nos EUA como Forte), já apresentado ao brasileiro durante o Salão de São Paulo, o Optima do Batman (personalizado para arrecadar fundos às vitimas da fome na África) e um Soul personalizado com emblemas do Lanterna Verde (para a mesma campanha).

Viagem a convite da Anfavea

Tradutor: Kia deixa Cadenza mais esperto e cada vez mais parecido com um BMW

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