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Nissan Frontier só fica mais segura no topo da versão especial

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Para celebrar 10 anos e mais de 80 mil carros vendidos desde então, a Nissan criou a versão "10 anos" Imagem: Divulgação

André Deliberato

Do UOL, em Itupeva (São Paulo)

23/11/2012 20h32

Uma das maiores mancadas da Nissan Frontier, que hoje representa cerca de 11% do mercado de picapes médias no Brasil, era não ter recursos eletrônicos como controles de tração e estabilidade. Os próprios compradores do modelo reclamavam -- e, convenhamos, era quase incompreensível uma picape que custa aproximadamente R$ 100 mil não ter equipamentos como estes.

Isso mudou. Para celebrar dez anos da produção nacional da Frontier e as mais de 80 mil unidades vendidas desde a estreia, a Nissan criou a versão 10 Anos, que dá um leve tapa no visual do modelo e finalmente incorpora os equipamentos mencionados -- mas somente no pacote mais caro. A ideia é testar o gosto do cliente para, depois, estender as novidades às outras versões.

Conheça os preços e o nível de equipamentos da gama:

+ Nissan Frontier SV Attack 10 Anos 4x2: R$ 95.990
Equipada com motor turbodiesel 2.5 de 163 cv, 41,1 kgfm de torque, e câmbio manual de cinco marchas, traz itens como direção hidráulica com coluna ajustável em altura, rodas de liga leve de 16 polegadas, faróis de neblina, computador de bordo e rádio com entrada auxiliar, além de alarme comandado pela chave e freios ABS (antitravamento) com EBD (distribuição da força de frenagem).

+ Nissan Frontier SV Attack 10 Anos 4x4: R$ 104.190
Traz exatamente os mesmos equipamentos da versão acima, mas ganha tração nas quatro rodas e o motor fica mais forte: potência sobe para 190 cv e torque para 45,8 kgfm.

+ Nissan Frontier SL Attack 10 Anos 4x4: R$ 124.990
Topo da configuração 10 Anos, a versão SL tem o mesmo motor da SV 4x4, mas deixa o câmbio manual de lado para adotar outro automático, também de cinco marchas. Fora isso, finalmente adiciona ao pacote o sistema VDC  (de Vehicle Dynamic Control, em inglês), que é composto por controles de tração e estabilidade, e um programa chamado de ABLS, que distribui a força de frenagem em trechos off-road; ar-condicionado digital automático de duas zonas, entrada USB no sistema de rádio e mais seis alto-falantes, câmera de ré com visualização no console central, rodas de liga leve de 18 polegadas, acabamentos cromados e controlador automático de velocidade.

Além da readequação de preço e equipamentos (as versões já existentes hoje em dia, como SE, LE e XE, continuam iguais), a Frontier ganha, por fora, nova grade e para-choque frontais, rodas redesenhadas e os emblemas da série especial. Por dentro, a versão SL apresenta novos desenhos do volante e do quadro de instrumentos e chave inteligente (chamada pela Nissan de I-Key, vinda da Livina).

IMPRESSÕES
Como dito, a gama 10 Anos foi a forma encontrada pela Nissan para incorporar à picape os equipamentos quase obrigatórios num carro desse porte -- todas as concorrentes (Chevrolet S10, Toyota Hilux, Ford Ranger, Mitsubishi L200 e Volkswagen Amarok) já contavam, no mínimo como opcional, com esses itens. UOL Carros avaliou por cerca de duas horas unidades com e sem os recursos, justamente para ver o quão importantes eles são.

E como são! A Frontier sem recurso eletrônico, como qualquer outra das mais de 80 mil já vendidas, fica facilmente de lado numa entrada mais forte em curva -- principalmente na terra. Em piso liso e escorregadio (como é o de qualquer rua no começo da chuva), não seria difícil vê-la rodopiar. Com os novos equipamentos, o modelo ganha o equilíbrio que faltava. 

Além disso, os controles eletrônicos dão ainda mais força à capacidade lameira da picape. Durante o test-drive, era nítido perceber como a versão "completaça" enfrentava os obstáculos propostos pela Nissan com mais facilidade do que a desprovida de recursos. 

Não foi possível checar o consumo instantâneo de combustível devido às fortes interferências da trilha off-road montada pela fabricante. A marca também não divulga os números de consumo, mas fala que "a Frontier é a picape mais econômica do mercado". Assim fica fácil, né?

O ar-condicionado de duas zonas ainda evita brigas entre motorista e passageiro, mas não oferece conforto ao pessoal do banco de trás. O espaço traseiro, aliás, merece ser lembrado: por não ter o "tubo" vindo do câmbio (que envolve o eixo cardã), consegue oferecer bom espaço para as pernas de duas pessoas. Uma terceira complica a situação.

A Nissan não estima a fatia que a nova versão quer ou pode conquistar no segmento das picapes médias. As vendas já começaram.

Viagem a convite da Nissan

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