Infiniti, marca de luxo da Nissan, deve anunciar vinda ao Brasil

Claudio Luís de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

  • Divulgação

    Modelos Infiniti: o M (esq,) já foi fotografado em SP; a gama G, que inclui um cupê (dir.), é a best-seller

    Modelos Infiniti: o M (esq,) já foi fotografado em SP; a gama G, que inclui um cupê (dir.), é a best-seller

Seis meses depois de a Lexus retomar as operações no Brasil, sua arquirrival Infiniti deve finalmente anunciar que venderá carros no país. As duas marcas japonesas são as divisões de luxo da Toyota e da Nissan, respectivamente.

A presença no Brasil do chefão da Infiniti, Johan de Nysschen, que assumiu o cargo este ano justamente para aproximar a marca dos mercados emergentes (e fascinados com o luxo), é uma boa pista de que a operação local da marca está prestes a ser confirmada.

  • Ernani Junior/UOL

    Infiniti M dá uma voltinha em São Paulo

Nysschen, ex-CEO da Audi nos Estados Unidos, estará em São Paulo no próximo fim de semana para acompanhar a última prova de F1 da temporada 2012, em Interlagos, na qual Sebastian Vettel, piloto da RBR (Red Bull Racing) e garoto-propaganda da Infiniti, pode conquistar o tricampeonato mundial. A japonesa firmou parceria tecnológica com a RBR, que já utiliza motores Renault. A marca francesa é a nave-mãe da aliança com a Nissan, controladora da Infiniti.

UOL Carros não pode confirmar os detalhes, mas um dos pontos da agenda de Nysschen em São Paulo é um pronunciamento sobre a Infiniti.

Seria o fim do suspense causado pelas aparições de carros da marca circulando disfarçados no Brasil, que a Nissan costumeiramente finge que estão apenas passando por "testes de suspensão". Um deles foi um exemplar do Infiniti M, que no Japão chama-se Fuga e usa o emblema da Nissan (a Infiniti não é vendida por lá).

BRASIL NA SÉRIE A
Caso se confirme a vinda da Infiniti, o Brasil deve ter até 2015 as três divisões "especiais" das principais fabricantes de veículos japonesas. A Honda prometeu trazer a Acura em cerca de dois anos. Ambas, mais a Lexus, têm como principal mercado os EUA, onde a maior parte dos modelos de Nissan, Toyota e Honda é tratada como banalidade.

Mas mercados automotivos ainda longe da maturidade, de países que têm sido atraentes para o dinheiro global no século 21, são a bola da vez -- e por isso a Infiniti começa a fabricar carros na China já em 2014; também por isso, não dá para imaginar que ela fique fora do Brasil, ainda mais devido ao posicionamento cada vez mais popular dos produtos Renault e Nissan. O grupo precisa vender carros com grande margem por aqui, além de formar gama para enfrentar Hyundai e a trinca alemã Audi, BMW e Mercedes-Benz.

Em tempo: em março último, quando surgiu o primeiro Infiniti M disfarçado em São Paulo, UOL Carros afirmou que, se esse carro viesse ao país, ainda faltaria à Nissan um sedã grande antes de a "escadinha" de modelos chegar ao andar de luxo da submarca. Pois deixou de faltar quando foi confirmada, no Salão de São Paulo, a importação do Altima.

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