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Novo Clio reafirma opção preferencial da Renault pelos carros 'baratos'

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

22/10/2012 11h49

A Renault  assume de vez a postura de marca popular e veste a camisa do custo/benefício em sua apresentação no Salão do Automóvel de São Paulo, nesta-segunda-feira (22). O objetivo é manter o bom nível de crescimento obtido no ano: graças aos modelos da Dacia, a marca foi uma das que mais avançou e já assusta a Ford, quarta colocada em vendas no Brasil.

Se por um lado isso significa produtos mais acessíveis e atendimento melhor, como o reforço da garantia de três anos, também implica em  lançamentos mais simples. É o caso do novo Clio nacional, que traz nova frente e traseira ligeiramente mexida.

O resultado parece decepcionante para quem viu o Clio IV, com grade e faróis que apenas imitam o europeu (o facelift foi devidamente detonado aqui), mas a receita mais barata deve agradar ao público do segmento inicial.

O carro chega no começo de novembro por cerca de R$ 25 mil (nota do Editor: o preço oficial inicial, divulgado no lançamento dias após a coletiva do Salão, foi definido em R$ 23.290) para encarar Celta, Palio Fire e Ka com a receita mostrada nos atuais Logan e Sandero de entrada: motor 1.0 Hi-Power de 80 cv com etanol, com promessa de ser o mais econômico da categoria.

Para quem se frustrou e queria algo mais avançado, fica a oferta da tela sensível ao toque com sistema MediaNav, que agrega som, telefonia e navegação por GPS -- disponível também para Logan (versão Expression) e Sandero (Privilege e Stepway). Herdado do Duster Tech Road, o opcional custa R$ 500.

E há ainda a chegada do Fluence GT, versão 2.0 turbinada com 180 cv e 30,6 kgfm do sedã médio, que estreia até o fim do mês por R$ 79.270. Além do motor de alto desempenho e eficiência, a marca ressalta o trabalho da grife Renault Sport na versão, que traz rodas aro 17 e para-choques e saia esportivas.

Elétricos? Fluence Z.E. e Twizy, classificados pela marca como ideais para São Paulo, estão no Salão, mas com 55% de imposto de importação ficarão só como vitrine, mesmo.

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