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'Não tememos a concorrência, o novo EcoSport é muito forte', diz executivo

Murilo Góes/UOL
Novo Ford EcoSport Freestyle 1.6: versão estratégica para o sucesso do modelo Imagem: Murilo Góes/UOL

Claudio Luis de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

03/08/2012 18h48

Com 23 anos de Ford, Oswaldo Ramos ocupa hoje o cargo de gerente-geral de marketing da empresa no Brasil. No final do século passado, acompanhou de perto concepção, gestação e nascimento do EcoSport, pioneiro no segmento dos SUVs compactos.

Numa conversa exclusiva com UOL Carros, o executivo mostrou entusiasmo e muita confiança ao falar da segunda geração do jipinho, que chega às lojas nove anos depois de o primeiro Eco sair da linha de montagem de Camaçari (BA). Ramos, 45 anos, também falou do "Ciclo Global" da Ford.

Leia trechos da entrevista:

UOL CARROS - Como surgiu o EcoSport, velho e novo?
OSWALDO RAMOS - Em 2003 a Ford criou com ele o segmento dos SUVs compactos, que não existia no Brasil. Alguns anos antes, um funcionário americano comentou que nós fazíamos no Brasil uma picape pequena, a Courier. Por que não um "jipinho"? Parte dos consumidores, ao buscar um carro maior e mais caro, apelava para as station wagons, mas queria mesmo um SUV, só que não tinha dinheiro para isso. O EcoSport surgiu daí.

O que o cliente queria?
Um carro com posição mais alta de dirigir, suspensão mais alta, que durante a semana levasse ao trabalho e, no fim de semana, servisse para o lazer. Aliás, a ideia nunca foi fazer off-road com o EcoSport. O modelo atraiu os clientes de segmentos mais baratos e também gente com mais dinheiro, que tinham SUVs maiores, mas inadequados para o dia-a-dia -- por exemplo, por causa do tamanho da vaga de garagem.

  • Murilo Góes/UOL

    Oswaldo Ramos, da Ford: rindo à toa (e antecipadamente) por causa do novo EcoSport

Mas hoje há outras opções. Carros como Renault Duster, Citroën Aircross, Honda Fit e até o Fiat Palio Weekend são citados como concorrentes do EcoSport.
Na verdade, cada versão do novo EcoSport atende a um público específico. A versão S, de entrada, é a "aspiracional": vai ser o primeiro SUV do cliente. Mais completa e "aventureira", a SE é a que vai buscar clientes de carros tipo "cross" e de SUVs mais simples. Na verdade, essa briga com o Duster, se fôssemos comparar, teria de ser com o EcoSport antigo, não com o novo... A Freestyle, que deve deter a maior fatia do mix de vendas, cerca de 50%, é para o cliente atualizado, que quer a ultima moda, a ultima tendência. É o cara que tem o smartphone mais recente e que tem o Freestyle antigo. Por fim, a Titanium busca o cliente que já teve um EcoSport e foi para um SUV mais caro, mas agora pode voltar para um carro de tamanho adequado, mas com conteúdo superior. É por isso que não temos medo da concorrência: nosso produto é muito forte.

O novo EcoSport é o carro para dar uma "virada" na situação da Ford no Brasil? Foi isso que ele fez no lançamento, mas hoje a fabricante parece estagnada outra vez, com entre 9% e 10% do mercado nacional e ameaçada por Renault e as coreanas.
Das quatro grandes [Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford], fomos a única fabricante que não perdeu participação na última década. O que fez a virada da Ford a que você se refere não foi o EcoSport apenas, e sim o "ciclo Camaçari", com a inauguração da nova fábrica na Bahia [antes havia apenas a do ABC Paulista]. Agora a Ford já entrou no "ciclo Global", do qual o EcoSport é o terceiro produto [depois de New Fiesta e Ranger] e o primeiro de grande volume. Posso afirmar que a Ford terá carros fortes em todos os segmentos de expressão do mercado brasileiro. Até 2015 serão 15 novidades.

Vocês não temem que o visual do novo EcoSport, que pode ser descrito como "ousado até demais", possa cansar o dono depois de um certo tempo?
Na verdade, daqui dois anos o EcoSport vai ser considerado o normal, e os outros carros é que serão considerados velhos. E pode ter a certeza de que a Ford vai continuar ousando.

O EcoSport é "carro de mulher"? O volante é fino, tem empunhadura boa para mãos menores, e a direção elétrica é bastante leve...
Hoje o comprador de EcoSport é 50% homem, 50% mulher. Quanto à direção elétrica, ela é consequência da nova plataforma global; não poderíamos usar um componente desse tipo na plataforma anterior. Ela segue essa evolução tecnológica e está calibrada para a melhor  dirigibilidade.

Qual é a meta de vendas do novo EcoSport?
Isso é estratégico. Não conto isso a você nem por 1 milhão de dólares.
 

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