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Vendas de julho mostram que brasileiro quer sedã com espaço e preço baixo

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Sonic sedã contrariou as expectativas da GM e vendeu quase o dobro que o hatch em julho Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo (SP)

02/08/2012 14h51

Após um mês de junho voltado à recuperação das vendas de veículos, julho registrou números ainda melhores e deu um salto de 3,1% em relação ao mês anterior. A reabilitação se deve, em grande parte, à medida do governo em suspender a cobrança do IPI para veículos com motores entre 1 e 2 litros -- válida entre o período de 21 de maio a 31 de agosto.

O salto nas vendas continua sendo impulsionado por modelos compactos -- sedãs e hatches médios e monovolumes registraram queda --, principalmente pelos "sedãs premium", categoria criada para posicionar modelos não tão grandes (e caros) como os sedãs médios nem tão pequenos e baratos como sedãs populares. 

O aumento da categoria dos sedãs compactos "com algo a mais" ou sedãs "premium" (que a Fenabrave chama de sedãs compactos no relatório) teve um crescimento de 5,27% em julho. Os sedãs pequenos também cresceram (15,61%), junto com os modelos de entrada (34,18%). Note que hatch pequeno, sedãs e hatches médios, monocab (os monovolumes) e sedãs grandes caíram.

O carro que ilustra a segunda parte da "arrancada" iniciada em junho é o Chevrolet Sonic sedã, que em seus dois primeiros meses de vida já acumula 1.921 unidades vendidas (742 em junho e 1.143 em julho). O Sonic hatch, por exemplo, vendeu apenas 781 carros neste período (202 no primeiro mês e 540 no segundo), contrariando totalmente as expectativas da Chevrolet, que esperava vender mais hatches do que sedãs.

Na mesma turma do Sonic, Chevrolet Cobalt e Honda City vendem como pão quente. Enquanto o primeiro se aproveita da boa aceitação de taxistas e empresas com frotas grandes (foram 6.412 carros vendidos em julho), o segundo, ainda mais após a recente reestilização, prova que o número de fãs dos sedãs da Honda é grande: foram 3.332 unidades emplacadas. O Fiat Grand Siena também vendeu bem e fez a "linha Siena" (composta por ele pelo Siena EL de antiga geração) saltar do nono lugar do mês passado para sétimo em julho.

São todos prova de que o consumidor procura um carro com preço mais em conta que os sedãs médios, sem abrir mão de bom nível de equipamentos e espaço.

MÉDIOS
Procurados por um público mais conservador, carros médios venderam menos em julho, seja hatch, sedã ou monovolume.

Honda Civic e Toyota Corolla, os dois maiores representantes da categoria de sedãs, continuam travando bela batalha pela liderança anual. Desta vez, foi o Corolla que vendeu mais, contrariando os dois últimos meses, quando foi vice-colocado do segmento. A disputa foi acirrada: 5.635 Toyota vendidos contra 5.058 carros da Honda. No acumulado do ano, o Corolla continua à frente, com 31.832 unidades -- o Civic vendeu 26.800 carros de janeiro a julho.

POPULARES
Líder há 25 anos, o Gol continua firme e intocável na busca pelo 26º título de carro mais vendido. Desta vez, o hatch da Volkswagen emplacou 29.412 carros, seguido por Fiat Uno/Mille, prata novamente com 28.267 unidades, e por VW Fox e CrossFox, que levaram a medalha de bronze por venderem, juntos, 19.554 veículos (no acumulado do ano, o terceiro colocado é o Fiat Palio, que contabiliza 95.531 carros vendidos -- 4.964 unidades a mais que o total de Fox e CrossFox).

Confira abaixo a lista dos 15 modelos mais vendidos de julho (entre parênteses, o acumulado do ano). Aqui, o atalho para o relatório completo da Fenabrave.

1º) VW Gol G5/G4 -- 29.412 (155.965)
2º) Fiat Uno/Mille -- 28.267 (146.982)
3º) VW Fox/CrossFox -- 19.554 (90.567)
4º) Fiat Palio -- 18.266 (95.531)
5º) Chevrolet Celta -- 13.670 (73.761)
6º) Ford Fiesta/New Fiesta hatch -- 12.952 (70.140)
7º) Fiat Siena/Grand Siena -- 12.235 (45.265)
8º) Fiat Strada -- 10.400 (63.172)
9º) Renault Sandero -- 9.614 (54.129)
10º) VW Voyage -- 8.900 (51.688)
11º) Chevrolet Classic -- 8.422 (58.359)
12º) VW Saveiro -- 6.445 (37.194)
13º) Chevrolet Cobalt -- 6.412 (37.668)
14º) Toyota Corolla -- 5.635 (31.832)
15º) Honda Civic -- 5.058 (26.800)

EXPECTATIVA
A impulsão consecutiva mostra que a medida do governo em cortar o IPI foi certeira. Julho marcou novo recorde de vendas no ano e emplacou 351.556 carros e comerciais leves, 3,18% a mais que junho -- e 22% maior que julho do ano passado. O número de dias úteis do mês (22 no total) também influencia no resultado.

No acumulado do ano, o mercado também cresceu. São 3,05% a mais que o mesmo período (janeiro-julho) de 2011. Em números, 1.984.351 unidades vendidas este ano contra 1.925.768 do ano passado. A média de vendas diárias de julho foi de 15.980 unidades.

Os bons resultados parecem não estimular o governo. Segundo o Ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo não cogita prorrogar a redução do imposto sobre produtos industrializados (IPI) para automóveis por que, segundo o próprio ministro, o emprego nas montadoras cresceu. Apesar disso, a Fenabrave prevê vendas totais de 3.411.784 unidades até o final do ano. 

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