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Land Rover adota desempenho e conforto do câmbio de oito marchas

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Range Rover Sport e Land Rover Discovery 4 recebem upgrade de potência e novo câmbio Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

07/06/2012 08h00Atualizada em 07/06/2012 17h22

A Land Rover apresentou no último mês a atualização praticamente anual para os SUVs de luxo, agora inseridos na linha 2012. Discovery 4 e Range Rover Sport foram os escolhidos para simbolizar a atualização do catálogo e, como é praxe, receber aumento de potência e melhorias na percepção de conforto e tecnologia a bordo.

Como novidades mecânicas pedem novos preços -- e lembrando que importados luxuosos e com motores grandes não tiveram redução de IPI (seguem pagando os 35% habituais, mais os 30 pontos adicionais) -- a tabela é salgada, embora o público habitual não costume reclamar:

- Discovery 4 S 3.0 SDV6 Diesel com câmbio de oito marchas: R$ 241.000
- Discovery 4 SE 3.0 SDV6 Diesel com câmbio de oito marchas: R$ 264.000
- Discovery 4 HSE 3.0 SDV6 Diesel com câmbio de oito marchas: R$ 315.000

- Range Rover Sport SE 3.0 SDV6 Diesel com câmbio de oito marchas: R$ 324.500
- Range Rover Sport HSE 3.0 SDV6 Diesel com câmbio de oito marchas: R$ 368.000

O QUE MUDA
O cerne da modificação está no trem-de-força, formado pelo motor SDV6 biturbo diesel e pelo câmbio automático, que conta agora com oito marchas. O propulsor de 3 litros passou dos 248 cv anteriores para 256 cavalos (a 4.000 rpm), com torque máximo superior a 61 kgfm (disponível por inteiro a baixos 2.000 giros). De quebra, o nível de emissões foi revisto (dados oficiais falam em redução de 244g/km para 230g/km) e agora atende aos padrões estabelecidos pela fase L6 do Proconve.

O grande artífice da mudança que elevou a potência e reduziu a sujeira emitida é o novo câmbio de oito marchas, que passa a comandar os SUVs da Land Rover. A caixa de marchas é produzida pela alemã ZF e é bastante similar à utilizada pelos sedãs de alto luxo da BMW ou, ainda, pela Volkswagen na picape Amarok automática. Sua caracteristica é manter o motor em regime de baixas rotações, reduzindo não apenas o consumo, como também o ruído emitido -- ou seja, aumentando o conforto (auditivo) dos ocupantes.

Na prática, o motorista percebe passagens rápidas por segunda, terceira e quarta marchas e, na sequência, o prolongamento das relações de quinta, sexta, sétima e oitava marchas, mesmo em altas velocidades.

Vale frisar: o foco é o conforto e, de quebra, menor consumo e emissão -- e não o contrário. Assim, não espere grandes ganhos na tela do computador de bordo que indica o consumo. Durante nosso teste inicial, feito quase que primordialmente em trecho rodoviário entre a tumultuada São Paulo e a tranquila Monte Mor, a média não foi além dos 10 km/litro de diesel. Mas pode ter certeza de que o comprador habitual do Discovery ou do Range Rover Sport no Brasil não vai ligar para isso.

Vai preferir, com certeza, mostrar que dirige um carro renovado. Assim, o principal indicador da renovação mecânica está na cabine, bem à vista: um seletor de marchas rotativo, também presente no Evoque e nos sedãs da Jaguar (que é do mesmo grupo). No meio do console central, o grande botão platinado permite que o motorista alterne entre os modos D (de Drive), R (ré), N (neutro), S (modo esportivo, com rotações ligeiramente elevadas) e P (para estacionamento) de modo intuitivo, como no "dial" de um rádio.

Apesar da analogia com um instrumento bastante antigo, o seletor é, da fato, uma peça bastante tecnológica, que se escamoteia no painel quando o carro é desligado, aumentando a sensação de exclusividade apenas por sua existência. Para o raro motorista que faz questão de trocar marchas manualmente, ou precisa do recurso por ser amante de trilhas, existem borboletas atrás do grande volante, que permitem a mudança sequencial. A tela de LCD central também foi renovada, apresentando novos gráficos para as funções tradicionais.

É o tradicional espírito de um Land Rover, só que atualizado com toques de tecnologia e muita exclusividade. Ou seja, o de sempre.  

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