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Peugeot anuncia 301, sedã para mercados emergentes

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Peugeot 301 será fabricado em Vigo (Espanha) e estreia no Salão de Paris, em setembro Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito
Claudio Luis de Souza

Do UOL, em São Paulo (SP)

24/05/2012 13h16Atualizada em 24/05/2012 13h36

A francesa Peugeot apresentou nesta quinta-feira (24), pegando o mercado de surpresa, as primeiras imagens do sedã 301, modelo que tem 4,44 metros de comprimento, 2,65 m de espaço entre-eixos, porta-malas com capacidade de 506 litros e, com essas credenciais, vocação total para atuar no mercado de sedãs intermediários (nem compactos, nem médios) que toma volume em países considerados emergentes -- no Brasil, Chevrolet Cobalt e Nissan Versa, principalmente, mas também Fiat Grand Siena e Linea e Kia Cerato são exemplos desse nicho.

O brasileiro, no entanto, deve ir com calma ao pensar no modelo. A assessoria de comunicação da Peugeot no Brasil descarta que o 301 seja vendido por aqui. Se sua fabricação for limitada à Espanha (a informação oficial, por ora, é de que o carro será produzido apenas na cidade de Vigo), trazê-lo para o país como importado o encareceria demais.

A fábrica da PSA em Porto Real, destinada a carros compactos, terá como prioridade o hatchback 208 (veja o carro aqui), que chega ao país em 2013 para conviver com o atual 207, e a nova geração do Citroën C3, além de C3 Picasso/AirCross. Já a unidade da Argentina é voltada para carros médios -- 308 e 408, da Peugeot, e C4 da Citroën.

Uma hipótese seria o 301 ser produzido numa eventual nova fábrica no Brasil, bancada pela recém-formada aliança General Motors/PSA. Falar desse tema, no entanto, segue proibido nas duas companhias.

Voltemos, então, aos dados oficiais divulgados nesta quinta. O 301 será apresentado no Salão de Paris, em setembro, e fará sua estreia no mercado em novembro, primeiro na Turquia. Por lá, UOL Carros acredita, terá o Fiat Linea (remodelado) como concorrente primário. Depois, desembarca na Ucrânia, Rússia e demais países eslavos, Oriente Médio, África e em alguns mercados da América Latina (Chile e Uruguai, por exemplo, não têm entraves a carros importados e certamente receberão o sedã de braços abertos). Os valores não foram revelados.

Uma das linhas mais curiosas do comunicado da Peugeot francesa informa que o 301 foi desenvolvido para se adaptar a "condições extremas" de uso, como as encontradas em "países de clima quente ou clima frio e asfalto ruim".

Na Europa, o sedã terá três opções de motores e transmissões: 1,2 litro VTi (três cilindros, a gasolina, com controle variável do tempo de abertura das válvulas de admissão e exaustão, mais um propulsor desenvolvido em conjunto com a BMW), capaz de gerar 72 cavalos de potência, e gerenciado por câmbio manual ou automatizado; 1,6 litro HDi (quatro cilindros a diesel, com injeção direta e turbo) com 92 cv e câmbio manual; e, por fim, 1,6 litros VTi (quatro cilindros) de 115 cv e controle feito por câmbio manual ou automático.

O nível de equipamentos de conforto e segurança inclui freios com ABS (antiblocante) e EBD (distribuição eletrônica da força de frenagem), ESP (controle de estabilidade), até quatro airbags, ganchos Isofix para fixação de assentos infantis, auxílio a ré, abertura remota do porta-malas, ar-condicionado eletrônico, sistema de som com compatibilidade com MP3 e USB, além de Bluetooth para telefonia.

Um eventual anúncio -- nos próximos dias -- de uma fábrica conjunta de GM e PSA no Brasil poderá jogar mais luz sobre esse inesperado sedã. Que, ainda por cima, altera a lógica da nomenclatura dos carros da marca francesa, onde o primeiro algarismo descreve o tamanho, o segundo é neutro, e o terceiro designa a geração -- no caso do 308, por exemplo, a leitura é "carro médio/zero/8ª geração". Pelo jeito a Peugeot resolveu "resetar" sua contagem.

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