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Dodge Dart renasce menor e mais afiado; Brasil verá carro em outubro

Eduardo Bernasconi/UOL
Dodge Dart 2013, feito para agradar à nova geração, poderá ser visto no Brasil em outubro Imagem: Eduardo Bernasconi/UOL

Eduardo Bernasconi

Em Austin, Texas (EUA)
Especial para o UOL*

08/05/2012 13h44

O novo Dodge Dart, que chega às lojas americanas em junho de 2012 com diversas opções de motores e câmbios de seis marchas, em nada lembra o modelo dos anos 1970. O nome Dart ("dardo", em inglês) agora tem razão de ser. Não pela performance de antigamente, mas, sim, pela aerodinâmica: nos Estados Unidos, o Dart renasce menorzinho após parceria entre Fiat e Chrysler, que levaram a mais de 600 horas em túnel de vento para desenvolvimento de vôos precisos. Durantes os testes, uma cortina metálica acerta na mosca o alvo estabelecido. Localizada atrás do para-choque dianteiro, abre e fecha automaticamente e melhora o arrasto da carroceria. 

Chamado de AGS (Active Grill Shutters), o sistema reconhece a condução em rodovias ou em velocidades constantes, faz a leitura da temperatura do motor e permite que a ventilação direta para o radiador seja desviada em prol da aerodinâmica. Além disso, sob o motor, uma placa lisa blinda o compartimento, também para facilitar a passagem do ar. O resultado? Economia de combustível e coeficiente aerodinâmico final de 0,28. Ou seja, o velho e bom dardo quer rasgar o vento de verdade.

COM QUAL MARCA?

  • Eduardo Bernasconi/UOL

    O projeto Dart/Viaggio é o mais ambicioso, pelo menos até o momento, da parceria entre a italiana Fiat e a americana Chrysler.

    Os planos para o modelo americano são mais imediatos e simples. Os olhos se voltam, porém, para o Fiat Viaggio, que terá a dura missão de vingar num terreno onde os italianos nunca foram bem-sucedidos, o de carros médios.

    Mesmo antes de chegar ao mercado, o carro é observado por especialistas, críticos e consumidores da Ásia (onde estreia no segundo semestre), Europa (onde também terá uma configuração hatchback) e América (Brasil incluso), talvez o mercado mais ansioso para descobrir do que o modelo é (e se é) capaz. Do UOL

  • Eugênio Augusto Brito/UOL

No Brasil, veremos esse carro ao vivo no Salão do Automóvel de São Paulo, em outubro. Depois da mostra paulistana, o modelo deverá ser comercializado nos mesmos moldes do ocorrido com o Dodge Journey: primeiro, com o nome e marca americanos, depois rebatizado e com o emblema da Fiat, para tentar roubar uma fatia do mercado de sedãs médios, dividido entre Toyota Corolla, Honda Civic, Chevrolet Cruze, Volkswagen Jetta e tantos outros. (Esta contra-parte da Fiat já existe, foi apresentada na China com o nome internacional de Viaggio e começa a ser vendida no segundo semestre).

O DART NA PRÁTICA
A primeira avaliação foi feita em Austin, no Texas, com o modelo equipado com motor quatro-cilindros 1.4 Turbo e cabeçote Multiair, de acionamento eletrônico das válvulas de admissão, e câmbio manual -- há ainda o 2.0 aspirado de 162 cavalos, já disponível, e uma futura versão esportiva SRT, com motor 2.4 de 185 cv. O torque do turbinho surpreende ao sair do estacionamento, pois mesmo com pico de 25,4 kgfm na pressão máxima do compressor (1,6 kg de 2.500 a 4.000 rpm), antes mesmo de 1.500 giros já percebe-se disposição. As relações de marcha bem curtas fazem com que a tocada na cidade seja fácil e esperta, mesmo com 1.447 kg de peso mais os quase 160 kg da dupla de jornalistas na avaliação. Há um pequeno intercooler para refrigerar o ar a caminho do motor, que também visa otimização de funcionamento. Este motor 1.4, capaz de gerar os mesmos 162 cavalos do 2.0 aspirado, pode fazer até 16 km/litro com gasolina americana em um percurso misto de cidade e estrada.

O foco no público jovem fez com que a marca brincasse bastante e dotasse o interior de muita tecnologia. O tal do infotainment, ou entretenimento a bordo, começa nas linhas do painel ousado. Além de instrumentos analógicos e digitais de série na versão Rallye, há uma tela de 8,4 polegadas que traz de tudo: áudio, vídeo, navegação, controle de ar-condicionado, Bluetooth... tudo comandado por toques na tela.

Os bancos são no melhor estilo R/T (famosa versão dos Dodge), largos e envolventes, padrão americano. Caso desembarque por aqui, poderá sofrer mudanças sutis, assim como foram feitas no pequeno Fiat 500 quando invadiu os Estados Unidos com bancos mais largos, repetidores do pisca nos para-lamas e mais porta-copos.

A calibração de suspensão também lembra uma versão mais quente, como a R/T: McPherson na dianteira e independente na traseira, com braços múltiplos, faz com que o três-volumes fique firme no chão. No modelo avaliado, o conjunto rodas e pneus era de 17 polegadas, com pneus 225/45 e mostrou o típico temperamento de um Alfa Romeo, afinal a plataforma do Dart é a mesma do Giulietta, hatch consagrado na Europa. Porém, há uma diferença na distância entre-eixos, aumentada para 2,70 m para mais espaço interno e ainda mais estabilidade. Entre os opcionais, estão rodas aro 18” (ao todo são seis modelos diferentes para serem escolhidos), 14 cores de carroceria e cinco versões de acabamento (SE, SXT, Rallye, Limited e a esportiva R/T).

Por ora, nos Estados Unidos, os preços do novo Dodge Dart começam com a versão SE em US$ 16.790 (cerca de R$ 32.500 sem qualquer taxa, imposto ou tropicalização). A versão mais cara (a R/T com motor 2.4) se inicia em US$ 22.495 (R$ 43.500).

Ainda é cedo para se ter noção, mas até o primeiro contato com o carro em solo brasileiro, durante o nosso salão em outubro, já saberemos se o pequeno dardo vai seguir voando baixo, longe e com precisão. 

* Eduardo Bernasconi é editor da revista Fullpower

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