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Mercedes-Benz ousa novamente com o CSC, um pequeno CLS

Eugênio Augusto Brito/UOL
Mercedes CSC recebe um trato de funcionário da marca, durante exibição no Salão de Pequim Imagem: Eugênio Augusto Brito/UOL

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Pequim (China)

26/04/2012 11h54

A alemã Mercedes-Benz trouxe a Pequim aquele que deve ser o projeto mais bonito de todo o salão, o Concept Style Coupé, ou CSC. Derivado da nova geração do Classe A (reveja as fotos do modelo, agora um hatchback de formas esportivas e extremamente arrojadas), o CSC dará origem a um cupê de quatro portas médio, que pode manter a sigla ou, segundo algumas fontes assumir outra, CLA, uma espécie de CLS do Classe A.

Inventada pela própria Mercedes com o lançamento do executivo CLS, em 2004, a classificação cupê de quatro portas ainda faz puristas engolirem em seco, mas o fato é que este tipo de carroceria ganhou a simpatia de consumidores e se alastrou pelo mercado automotivo de luxo. Aston Martin (com o Rapide), Audi (A5 Sportback e A7), BMW (com o futuro Série 6 Sport Coupé), Porsche (com o bem-nascido Panamera, sucesso aqui na China e em outros mercados) e Volkswagen (Passat CC, atualmente chamado apenas de CC), entre outras, sabem bem disso.

Um cupê de quatro portas sempre serviu para unir o espaço e conforto típicos de sedãs grandes de luxo a um estilo menos sisudo. O toque final ficava por conta do desempenho apimentado, perfeito para mostrar que o dono daquele modelo poderia ir além do passeio no banco traseiro, preferindo afrouxar o nó da gravata para assumir a direção e se divertir durante o trajeto entre os pontos A e B.

Agora, a Mercedes decide dar novo passo à frente e oferecer esta sensação a um segmento de maior volume de vendas e com alta capacidade de expansão, sobretudo em mercados emergentes. Não à toa, o lançamento feito em território chinês, ávido por novidades deste tipo.

Com 4,63 metros de comprimento, quase 1,90 m de largura e apenas 1,38 m de altura, o CSC é um convite ao devaneio. É preciso tirar o pé do freio da racionalidade e deixar a imaginação correr livre para entender todo o potencial do futuro modelo de rua.

A frente nariguda segue o padrão das novas criações da marca de Stuttgart, que parecem querer mais voar como aviões, que andar como carros. O recorte de faróis é ousado, como visto no novo Classe A. A grade frontal traz o estilo diamante, que muitos pensavam ser exclusivo de protótipos, mas que a Mercedes já mostrou poder colocar num carro de rua, com sucesso.

A partir daí, o CSC cresce em direção à traseira de modo intrigante. O arco do teto é típico de um cupê de quatro portas, mas não há um alargamento da carroceria na traseira. Pelo contrário, os volumes parecem se estreitar com a linha de cintura de dividindo e descendo dos faróis para as lanternas, quando o convencional seria um vinco bem pronunciado em elevação. As lanternas, aliás, lembram aquelas utilizadas no irmão maior CLS, mas são curtas e com maior tendência a apontar ao asfalto. As portas são ligeiras, com janelas sem molduras. E a traseira é tão precocemente encerrada quanto a do superesportivo SLS AMG.

O efeito faz com que a frente se destaque, resultando num carro de visual acelerado, com jeito de fera pronta para o ataque, apesar do tamanho menor. Rodas de 21 polegadas, que infelizmente devem ficar pelo caminho na estrada rumo à vida real, reforçam o ar intimidante. O toque final na ferocidade do conceito vem do conjunto óptico frontal, com iluminação de LEDs em forma de lâmina contrastando com o facho central em vermelho vivo, como um coração. Quem vê o sistema aceso pela primeira vez sente um arrepio percorrer a espinha.

O interior é uma grande brincadeira, com revestimento que mistura alcantara, suede em tons de roupa de surfista, alumínio e plástico black piano. Dele, restarão com certeza os quatro assentos individuais de formas esportivas. O resto ficará por conta da aceitação do público -- e para isto serve a apresentação em salão.

O termo esportivo, aliás, foi utilizado algumas vezes ao longo deste texto e agora tem sua justificativa: apesar da dupla saída de escape, o CSC tem um motor quatro-cilindros. Calma, tem mais. Um turbocompressor reforça o propulsor, que pode despejar 214 cavalos sobre as rodas, com controle integral da tração 4Matic e gerenciamento da caixa 7G DCT, de sete marchas e dupla embreagem. Resumindo, se mantido este trem-de-força, o CSC será capaz de gerar altas doses de emoção, deixando tudo ainda mais bonito. E aliar beleza de visual e de espírito traduz a perfeição.

SOB MEDIDA
O estande da Mercedes ainda trouxe o novo Classe G, com alterações que até olhos treinados têm dificuldade em enxergar, e versões refinadas e ampliadas da van Viano e do sedã Classe S. A primeira chega com teto panorâmico multicrômico, telão de 40 polegadas, acesso à internet e pintura externa em dois tons; o carro recebe a alcunha Grand, demarcando o entre-eixos maior e o uso de materiais de revestimento ainda mais classudos. Tudo com o consumidor da China gosta.

Viagem a convite da JAC Motors

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