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Ágil, Fiat mostra novo Siena e guarda SUV e sedã médio na manga para seguir líder

Frank Polich/Reuters
Fiat acelera processos, e linha de montagem do Dodge Dart -- acima, na fábrica da Chrysler em Illinois (EUA) -- será replicada na China e também no Brasil, desta vez com a marca italiana Imagem: Frank Polich/Reuters

Fernando Calmon

Colunista do UOL

28/03/2012 00h01

Não é à toa que a Fiat consegue, em ambiente de alta concorrência entre marcas de todas as origens, sustentar liderança de vendas entre automóveis e comerciais leves no Brasil. O novo Grand Siena chegou, entre outros objetivos, para fortalecer posição no segmento específico de automóveis, em que a marca tem posição algo frágil em relação à GM e à Volkswagen. A empresa italiana, no Brasil, conta com a força da picape Strada para se manter no topo dos segmentos somados, mas isso poderia não ser suficiente no futuro.

Além do Grand Siena, também virou assunto a produção brasileira do sedã médio-compacto Dodge Dart, à venda nos EUA em meados do ano. A Fiat constrói uma fábrica nova em Goiana (PE) e, conforme a coluna antecipou, primeiro produto não será o subcompacto para suceder o Mille. Italianos optaram por um utilitário esporte pequeno para enfrentar EcoSport, Duster e outros futuros rivais. Já a necessária versão Fiat do Dart, escolhida para o Brasil, seguirá diretrizes (não iguais) do mesmo carro a se produzir na China, com apresentação em abril no Salão de Pequim, e nome de Viaggio (saiba mais sobre o modelo aqui).

COMPACTO BOMBADO
Um dos méritos do Grand Siena é ter-se desvinculado da imagem de versão de três volumes do Palio, que mantinha desde a primeira geração, de1997. O chassi se baseia no do novo Palio, mas com amplas modificações em dimensões externas, bitolas e até do eixo traseiro com elementos do Punto. Preços vão de R$ 38.710 a R$ 52.137, essa incluindo o câmbio robotizado.

Trata-se agora de um sedã compacto anabolizado (no bom sentido) da mesma cepa do Cobalt, do Versa e de certo modo do Logan, este investindo mais no fator preço. O modelo da Fiat cresceu 14 cm tanto no entre-eixos como no comprimento total, aproximadamente. Isso permitiu apor uma terceira janela na coluna traseira sem parecer algo forçado, além de obviamente melhorar o espaço para as pernas no banco traseiro. Nesse quesito, porém, ainda perde para o Cobalt.

O carro segue a tendência atual de vincos laterais alinhados às maçanetas. A grade dianteira não é muito inspirada (inclusive pelo exagerado aplique cromado na versão de topo Essence), mas o desenho do spoiler, sim. Traseira muito bem resolvida continua sem lanterna de neblina. Quando equipado com rodas de aro de 16 pol, o estepe tem limitação de uso a recomendados 80 km/h. Porta-malas cresceu de 500 para 520 litros.

Motores de 1,4 l/88 cv e 1,6l/117 cv não são novidades. O de 1,0 l ficou restrito ao Siena EL de carroceria antiga e preço agora reduzido em pouco mais de R$ 1.000, pois a direção assistida se tornou opcional. Destaques do Grand Siena: nítida evolução em dirigibilidade, comportamento em curvas e evolução do câmbio automatizado. Sem dúvida haverá influência negativa nas vendas do Linea que, na verdade, nunca decolaram pelo posicionamento errado de mercado.

Entre pontos fracos estão a regulagem de altura do banco só na versão mais cara, o que também ocorre no controle de cruzeiro restrito ao câmbio automatizado. Regulagem elétrica dos espelhos externos junto à coluna dianteira só não incomoda quem possui braços desproporcionalmente longos. Faltam luzes laterais repetidoras nas carcaças dos espelhos.

Siga o colunista: www.twitter.com/fernandocalmon
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+ Sedã médio-compacto da JAC, o J5 (mais sobre ele aqui) aposta na relação preço-benefício. Mas nesse segmento o apelo é relativo. O modelo chinês não oferece câmbio automático, previsto para 2013. Ao preço de R$ 53.880, exige adicionais para banco de couro e rodas de 17 polegadas. Aspecto externo é seu ponto alto, seguido por interior espaçoso e bom porta-malas de 460 litros.

+ Motor do J5, em alumínio, tem bons 125 cv. Porém, como a cilindrada é de apenas 1,5 l, torque se limita a 15,5 kgfm, desvantajoso em relação aos rivais. Assistência hidráulica deixa a direção algo imprecisa em estrada. Suspensão é firme e um pouco ruidosa. No interior fica nítido: um carro simples que recebeu toques artificiais de sofisticação.

+ Mini Roadster comprova a estratégia positiva de diversificar ao máximo a linha da marca inglesa do Grupo BMW. Apesar de conversíveis terem baixa atratividade no Brasil, o modelo destaca-se pela oferta de motor turbo de 184 cv, na versão Cooper S. Faixa de preço de R$ 132.900 a R$ 144.950, com capota de lona de abertura manual. Adiante, abertura elétrica.

+ Centro de Psicologia Aplicada ao Trânsito (Cepat), de Salomão Rabinovich, em São Paulo, lançou programa de prevenção de acidentes e mortes no trânsito. “É preciso muito respeito para convivência entre pedestres, bicicletas, motocicletas, automóveis e caminhões. Toda a sociedade é vítima, quadro agravado por consumo de álcool, drogas e doenças do sono.”

+ Segunda família de pneus Michelin, de alta eficiência na diminuição de consumo de combustível, demonstra que os fabricantes do setor estão engajados nesse objetivo. O Energy XM2 acrescentou mais uma característica, resistência a impactos, que no caso do Brasil é um verdadeiro flagelo com obstáculos físicos (buracos) e criados (lombadas) de toda ordem.

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