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Dos grandes aos pequenos, Salão de Genebra oferece oportunidades para todos os fabricantes

Newspress
Democracia total: no Palexpo, as pequenas fabricantes também tem seu espaço para brilhar Imagem: Newspress

Fernando Calmon

Colunista do UOL*

14/03/2012 12h49

O Salão do Automóvel de Genebra, que segue até o dia 18, sobe em prestígio a cada ano. Em área equivalente à do Anhembi, onde se realiza o Salão de São Paulo (este ano de 24 de outubro a 4 de novembro), tem sempre espaços totalmente ocupados, arranjos dos estandes bem feitos e com identificação padronizada.

Marcas que passariam despercebidas, em outras grandes exposições, dispõem de oportunidades. Pode ser a espanhola GTA, com o Spano (842 cv) ou a Koenigsseg e o seu Agera R (1.140 cv). Os monstros sagrados também estão lá, a exemplo do impressionante conversível Bugatti Veyron Grand Sport Vitesse (1.215 cv) e do espetacular Ferrari F12 Berlinetta (740 cv), modelo de série mais potente já fabricado pelos italianos de Maranello. O F12, ao lado do estande da Fiat, ofuscava a estreia mundial do 500 L. Esse monovolume, aliás, nada tem a ver com o pequeno 500: estilo e arquitetura são outros, substituirá o Idea na Europa (inicialmente) e lembra mais o Mini Clubman.

Entre premières com especial interesse para o Brasil, três estão nos planos de fabricação. Peugeot 208, previsto para o início de 2013, ficou um pouco menor e mais leve, porém com evolução marcante de projeto e novos motores de três cilindros, 1,0 e 1,2 litro. O monovolume Lodgy, de origem romena Dacia, ocupará no próximo ano o espaço que já foi aqui do Renault Scénic. Versão de cinco portas do VW Up!, previsto para ser brasileiro em 2014, chega agora na Europa. Menos cotado, mas bem interessante, é o Ford B-Max, monovolume compacto derivado do Fiesta. Utiliza portas laterais corrediças, mas sem a coluna central para facilitar o acesso.

AVANÇOS IMPORTANTES
Quanto a avanços em economia de combustível, destaque para o inédito sistema de desligamento de dois cilindros em um motor de quatro cilindros, antes só disponível em unidades maiores, V8 ou V6. Apresentado pela Volkswagen, a ideia simples estava no Polo BlueGT, de 140 cv, capaz de expressivos 22,2 km/l, na média cidade-estrada, com gasolina. No campo da segurança, a Volvo mostrou a bolsa de ar externa, abaixo do para-brisa, para proteção do pedestre em caso de atropelamento. Pneu que mantém pressão de ar constante é inovação da Goodyear.

Audi A3 estreou a nova plataforma MQB, do Grupo VW, que dará origem a mais de 40 modelos e flexível para servir de base desde um compacto a um médio-grande, ou mesmo grande. A Mercedes-Benz respondeu com o novo Classe A, um hatch de linhas ousadas e primeiro integrante de nova família que incluirá sedã, perua, cupê e SUV. A marca alemã, agora, não descarta a produção aqui desse SUV, de olho em modelos bem aceitos como EcoSport e Duster. Afinal, a conveniência de produzir no México está por um fio.

A Porsche exibiu a nova geração do Boxster, ainda mais equilibrada, na dose certa. Entre modelos conceituais surgiram novidades simpáticas como o que seria a volta do carro esporte Honda NSX, o Nissan Hi-Cross (possível sucessor do X-Trail), o esportivo Hyundai i-oniq e o microcarro Tata Megapixel. A Land Rover sondou a versão conversível do Range Rover Evoque. Estranho mesmo foi o Bentley EXP 9 F, proposta para um grande SUV premium, visando a China, cheio de pormenores de pura afetação e gosto duvidoso.

Siga o colunista: www.twitter.com/fernandocalmon
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RODA VIVA

+ A formação de preços sempre depende de taxa de câmbio. Então, para variar, que tal comparar o Peugeot 308 vendido aqui e na Suíça? Carros iguais nos dois mercados, mas a carga tributária ainda é maior no Brasil. Preços das versões de entrada: R$ 53.990 e 29.650 francos suíços ou R$ 57.812. Franco mais valorizado que o real explica a diferença.

+ O presidente da Anfavea, Cledorvino Belini, reluta em responder sobre o ameaçado acordo comercial automobilístico Brasil e México. É a favor da continuidade. Contudo admitiu, pela primeira vez, que se lhe fosse dado escolher entre romper e estabelecer de cotas (em unidades ou valores) preferia a segunda opção. Mais pragmático, impossível.

+ A nova geração do BMW Série 1 acompanha a tendência de dimensões maiores: 3 cm no entre-eixos (mais espaço atrás para pernas) e 8 cm no comprimento (porta-malas agora com 360 litros). O ponto forte é prazer ao guiar, com espaço limitado a quatro passageiros -- o quinto, só criança. Estreiam câmbio automático de oito velocidades e direção eletromecânica.

+ Os preços do menor BMW atual vão de R$ 113.370 a R$ 122.900 pelo impacto do aumento do IPI para carros fora do Mercosul e México. Motor 1.6 turbo de 170 cv tem respostas imediatas. É possível quatro modos de utilização que se adaptam ao desejo do motorista, do comportamento em curvas, ao nível de consumo e às trocas de marchas.

+ A redução de teor de etanol na gasolina pode, de fato, fazer com que motores passem pelo fenômeno de detonação, conhecido como "batida de pinos". Diferente do passado, quando havia risco de detonação incontrolada e danos ao motor. Maneira fácil de lidar com o problema nos carros flex é misturar quatro a cinco litros de etanol, ao abastecer com gasolina.

* Por questões técnicas, a coluna desta semana foi publicada com um dia de atraso, nesta quarta-feira (14)

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