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Peugeot promete 208 no começo de 2013; 207 deve continuar

Divulgação
Peugeot 208, a ser feito no Brasil, vai conviver com o "primo pobre" 207 em 2013 Imagem: Divulgação

Claudio Luis de Souza

Do UOL, em Ouro Preto (MG)

15/02/2012 21h35

Atravessando uma séria crise na Europa, com fortes prejuízos financeiros e cortes de custos duríssimos, o grupo PSA Peugeot Citroën promete reagir no biênio 2012/2013 -- ao menos no Brasil. No caso da marca do leão, usando a arma mais interessante para o consumidor: a ampla oferta de produtos. O objetivo é vender cerca de 100 mil carros no país este ano, atingindo 3% de participação no mercado.

Em 2011, a Peugeot foi a 10ª colocada no ranking das montadoras no Brasil, com 2,51% de participação -- foram 85.820 veículos emplacados no país, segundo a Fenabrave (associação dos concessionários). 

Brasil não tapa rombo alheio

Faturamento no Brasil não serve para tapar buracos no balanço europeu da Peugeot. É o que garante Marc Bocqué, executivo da diretoria mundial de marketing e comunicação da fabricante. Francês, ele está no Brasil acompanhando o lançamento nacional do 308.

"O que a Peugeot ganha no Brasil é para investir no Brasil", disse Bocqué -- como prova, ele ressalta os investimentos totais de 1,5 bilhão de euros feitos pela marca do leão no país e região.

Para Bocqué, a grave situação do grupo PSA na Europa é reflexo da crise financeira no continente. "A boa notícia é que a situação por lá chegou ao fundo do poço, e de agora em diante só pode melhorar", disse.

Além da turbulência geral, há outra razão para que a Peugeot prove momentos amargos na Europa: o fim do ciclo de vida do 207. "O modelo está saindo de linha agora para dar lugar ao 208", lembra Bocqué.

No Brasil, as duas gerações vão conviver para a marca tente chegar a 100 mil unidades por ano. Já na Europa o reerguimento da Peugeot é tarefa para o 208 e o ainda inédito crossover 4008, feito sobre a base do Mitsubishi ASX. (CLS)

A ofensiva já começou. O hatch médio 308, que aposenta o 307, está sendo apresentado nesta quarta-feira (15), em Ouro Preto (MG). Por ora, chega com motores 1.6 e 2.0, ambos bicombustíveis e aspirados.

Até o meio do ano chega ao país uma variação premium do modelo: a CC (Coupé Cabriolet), conversível. Depois, no segundo semestre, chega o modelo de prestígio da Peugeot, o sedã grande 508, conforme antecipado por UOL Carros (embora com um ajuste na data). Importado da Europa, tem porte, e terá preço, para encarar o Volkswagen Passat, talvez seu principal inimigo.

ANHEMBI QUENTE
O Salão do Automóvel de São Paulo, a ser realizado em outubro, terá duas outras novidades: a primeira delas é para a versão Féline do 308 (topo da gama), que vai ganhar uma outra opção de motorização. Trata-se do propulsor THP de 165 cavalos, somente a gasolina, desenvolvido em conjunto com a BMW e já usado no crossover 3008 e no seda 408.

A segunda atração do evento em São Paulo é a mais importante de todas: será mostrado o compacto 208, substituto do 207 na Europa a partir de seu lançamento no Salão de Genebra (em março próximo), mas que aqui deverá conviver com o atual modelo de entrada da Peugeot por mais algum tempo -- do mesmo modo que o 207 que está nas lojas conviveu com o 206.

De acordo com o presidente da Peugeot do Brasil, Frédéric Drouin, o 208 começa a ser fabricado no Brasil no final de 2012, para ser comercializado no ano que vem. "Nossa gama na Peugeot ficará completa, de R$ 33 mil até R$ 140 mil", disse ele.

Atenção para estes valores, porque eles dão pistas de quanto custarão os carros ainda inéditos no Brasil. Eles se referem ao 207 e ao esportivo RCZ -- os dois extremos da atual gama da Peugeot no Brasil. Ou seja: nem 508 e muito menos o 308 CC custarão mais de R$ 140 mil. E o 208 deverá vir próximo dos R$ 40 mil.

Viagem a convite da Peugeot
 

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