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Com mais fábricas e modelos, 2012 surge como ano promissor para o setor automotivo

Divulgação
Em 2012, outros modelos de fora das grandes montadoras devem juntar-se ao Renault Sandero como "intrusos" na lista dos dez mais vendidos: façanha do hatch era inédita até este ano Imagem: Divulgação

JOEL LEITE

Colaboração para UOL Carros

21/12/2011 23h41

Vinte e quatro novas unidades de produção de veículos estão sendo instaladas no mundo neste momento. Nove delas no Brasil, de marcas que iniciam a sua operação no país ou a ampliação das linhas de montagens de empresas que já vendem aqui -- casos da General Motors no Rio Grande do Sul, PSA no Rio de Janeiro e Renault no Paraná, entre outras, somando um investimento de US$ 21 bilhões até 2015.

Só a China terá um aumento de unidades produtivas tão grande quanto o do Brasil: também nove fábricas será construídas naquele país no próximo período. Os outros projetos previstos estão na Índia (três fábricas), Rússia (duas), México, Japão e Estados Unidos (uma cada).

Por isso, a expectativa é de um 2012 promissor no setor automobilístico no Brasil. Em relação ao aumento das vendas, a maioria dos executivos fala em 5% sobre 2011. Eles acreditam que o Brasil tem boas condições sócioeconômicas e que, "com uma reserva de US$ 350 bilhões, tem plenas condições de superar eventuais crises internacionais", como disse um diretor da Anfavea, a associação dos fabricantes.

O governo quer fazer o setor aumentar as exportações e para isso é preciso melhorar a competitividade, aumentar o conteúdo nacional de peças nos carros produzidos aqui e adquirir a tecnologia. "O Brasil tem grande desenvolvimento em tecnologia de produção", diz um dirigente do setor, "mas não tem tecnologia de produto, e é isso que precisamos conquistar".

As grandes montadoras vão investir em novas unidades ou na ampliação das linhas atuais porque acreditam que o mercado brasileiro pode chegar a 6 milhões de unidades antes de 2020. Mas com o crescimento previsto, de 5% para o ano que vem, as grandes deverão -- quanto muito -- manter a participação atual. Ou então perder, como ocorreu em 2011.

Isso porque as novas montadoras estão crescendo e começando a oferecer carros no segmento de entrada, onde está o grosso do consumo. Com o crescimento do mercado, mesmo não aumentando a participação (às vezes até perdendo), elas têm condições de ampliar as vendas.

Não apenas Renault e Nissan vão disputar com as marcas tradicionais a participação no segmento dos carros pequenos. As chinesas vão fazer diferença a partir de 2014, quando produzirão no Brasil, mas já em 2012 pelo menos duas novas marcas começam a atuar no segmento de entrada: a Hyundai, com o hatch HB, que será produzido em Piracicaba (SP), e a Toyota, com o novo carro que será produzido em Sorocaba. Esses dois modelos podem mudar a cara do mercado.

OS INTRUSOS
Em 2011, pela primeira vez um carro sem ser das quatro marcas tradicionais (Fiat, Volkswagen, General Motors e Ford), o Renault Sandero, passou a figurara lista dos dez mais vendidos. Em 2012, esse número pode aumentar. Pelo menos 40 novos carros estão previstos para serem lançados no ano que vem, entre modelos inéditos e novas gerações de carros já existentes.

Os chineses terão muitas novidades. A JAC terá o J2 e a Chery o Fulwin e o S18. Além, delas, Brilliance, Lifan e Changhan vão trazer novidades. A Hyundai vai lançar o i30, alem do HB, que só vem no fim do ano, e a Kia vem com o Optima e o Cerato hatch.

Entre as grandes, a que vem mais forte em 2012 é a GM. Depois de perder mercado em 2011, por ter um catálogo ultrapassado, a empresa vai renovar toda a sua linha. Lançará o Cruze hatch, o Sonic, a nova Blazer e a nova S10 -- picape que, mesmo velha, é líder do segmento.

Joel Leite é jornalista, editor do blog O Mundo em Movimento e diretor da Agência AutoInforme. Ele escreveu também sobre o ano automotivo de 2011.
 

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