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Vendas do Fiat 500 nos EUA decepcionam e já provocam até demissões

Murilo Góes/UOL
Ruim para os EUA, bom para o Brasil: por aqui, Fiat 500 vende bem e chama atenção Imagem: Murilo Góes/UOL

Da Redação

14/11/2011 22h50

As vendas do Fiat 500 nos Estados Unidos estão muito abaixo do esperado e já forçaram a interrupção da fabricação dos motores 1.4 que equipam o modelo na América do Norte, informa o boletim Automotive News, citando fontes do mega-sindicato UAW, que reúne trabalhadores do setor automotivo. Na fábrica de Dundee (Estado do Michigan), cerca de 100 trabalhadores, de um total de 400, foram dispensados no começo deste mês.

Este número é do UAW (United Auto Workers). A Chrysler usa eufemismos (como "moderação no ritmo da produção") e admite apenas 30 demissões e 35 recolocações em outros setores da planta de Dundee.

Segundo um documento interno da Chrysler (hoje parte da Fiat) obtido pela Automotive News, que pode ter sido repassado por membros do UAW, o estoque de unidades do 500 disponível para os concessionários, no dia 1º deste mês, era suficiente para 184 dias de vendas. A Chrysler admite que no final de outubro havia 140 dias de estoque. No Brasil, as montadoras começam a se preocupar quando o estoque dá para 40 dias.

Como lembrou o Automotive News, o chefão da Fiat, Sérgio Marchionne, havia previsto um total de 50 mil unidades do Cinquecento vendidas este ano na América do Norte. No entanto, até o final de outubro foram emplacadas 15.826 unidades do compacto retrô nos Estados Unidos, maior mercado do continente.

A Fiat tem cerca de 130 revendas nos Estados Unidos, todas elas abertas depois de março último, e por ora oferecendo apenas o 500 -- o carrinho está disponível nas variações cupê e cabriolet; esta semana, será lançada por lá a versão esportiva Abarth. Parte desses concessionários deverá, no futuro, vender também carros da Alfa Romeo. 

A campanha publicitária do Fiat 500 nos EUA começou recentemente, e aposta até na cantora Jennifer Lopez para popularizar o modelo.

O RETORNO
A marca italiana voltou a operar nos EUA este ano após 30 anos de ausência. Sua porta de reentrada no país foi a incorporação da Chrysler, quando esta quase faliu após a crise financeira de 2008. A Fiat luta contra a imagem negativa deixada por seus antigos modelos naquele país, e também contra a predileção local por sedãs e SUVs.

No lançamento do 500 nos EUA, realizado em Miami, UOL Carros perguntou aos executivos da Fiat brasileira presentes no evento se eles realmente achavam que um carro tão pequeno faria sucesso nos EUA, onde Honda Civic e Toyota Corolla são considerados compactos. Não houve resposta que merecesse registro.

O Brasil recebe desde agosto o mesmo Fiat 500 destinado à América do Norte. Ele é fabricado no México, e o acordo comercial do Brasil com este país exclui a sobretaxa de importação de 35%. Isso derrubou o preço do modelo, que antes vinha da Polônia e pagava a sobretaxa. Começando em cerca de R$ 40 mil e com opção bicombustível, o Cinquecento finalmente embalou nas vendas no país, batendo em 1.035 unidades em outubro, de acordo com dados da Fenabrave (associação dos revendedores).

É um desempenho melhor que o do hatch médio Bravo, da própria Fiat (960 unidades no mesmo período), e suficiente para colocar o carrinho na 46ª posição entre os mais vendidos no Brasil. E já começam a pipocar relatos de longas esperas pelo Cinquecento nas revendas no país.

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