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Importadoras 'genuínas' têm queda de 41,2% e temem IPI até 2016

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Rapide: vendeu zero em setembro e um em outubro, e elevou Aston Martin em 50% Imagem: Divulgação

Da Redação

09/11/2011 13h40

A Abeiva (Associação Brasileira das Empresas importadoras de Veículos Automotores) anunciou nesta quarta-feira (9) que somente duas de suas 27 associadas tiveram alta nos emplacamentos em outubro último, na comparação com setembro. As importadoras filiadas à entidade fecharam o mês passado com 13.264 unidades emplacadas, 41,2% menos que em setembro, quando venderam 22.569 unidades.

O mercado automotivo em geral recuou cerca de 10% em outubro, mas mantendo boa média diária de emplacamentos e o otimismo para novembro e dezembro.

As marcas que avançaram nas vendas foram Aston Martin, que cresceu 50% -- vendeu dois carros em setembro e três em outubro -- e a Changan (ex-Chana), que saltou de 216 unidades para 242, crescendo 12%. Clique aqui para ver o relatório completo, e aqui para as vendas divididas por modelos.

Em seu comunicado à imprensa, a Abeiva passou a chamar os carros de suas filiadas de "importados genuínos", numa referência ao fato de que uma parte dos carros das marcas com fábrica no Brasil vem de países do Mercosul e do México, sem penalização no IPI (Imposto Sobre Produtos Industrializados) e sem taxa de importação.

De acordo com a avaliação de José Luiz Gandini, presidente da Abeiva e da Kia Motors (que viu suas vendas despencarem 51,5%), nem mesmo a decisão judicial de que o aumento do IPI passaria a valer apenas a partir de 15 de dezembro ajudou as vendas das importadoras. "Obviamente o consumidor brasileiro se retraiu. No primeiro momento após o anúncio do decreto houve uma corrida às concessionárias de importadoras, mas logo no início de outubro o setor sentiu duro golpe", disse Gandini.

"Estamos satisfeitos com a decisão do Supremo Tribunal Federal, mas nossas associadas não tiveram tempo de se programar" ressalvou, referindo-se à logística da importação "genuína" -- no caso dele, originada na Coreia do Sul.

"O ciclo de importação, de pedido, confirmação do pedido, produção e período de transporte, é de no mínimo 90 dias", explica o executivo. "Assim, mesmo com a suspensão do IPI no dia 20 de outubro o setor ficou impossibilitado de trazer mais unidades para o Brasil, já que os próximos pedidos passam a desembarcar somente na segunda quinzena de janeiro de 2012. Ou seja, já estarão em vigor as novas alíquotas do IPI", lamentou Gandini.

No cômputo anual das vendas ainda há folgada vantagem neste ano: em outubro de 2010 foram emplacados 10.562 "importados genuínos", e ante este número as 13.264 unidades do mês passado ainda significam dianteira de 25,6%. O resultado é ainda mais espetacular ao se considerar o acumulado de janeiro a outubro, quando as associadas à Abeiva emplacaram 165.114 carros, 98,3% mais (sim, praticamente o dobro) que no mesmo período de 2010 (83.254 veículos). Assim, as associadas têm agora 5,03% do mercado brasileiro (no mês) e 5,92% no ano.

RUMOR E TEMOR
A Abeiva acredita que a tendência das vendas em novembro e dezembro é de retomar a média mensal de 2011, chegando a 200 mil unidades neste ano. Nos próximos 14 meses, todas as 27 associadas prometem manter as operações no Brasil e reajustar os preços de seus produtos pela menor taxa possível, com vistas a 2013 -- ano em que, segundo o decreto, a alíquota do IPI volta aos níveis normais.

Ou não. Segundo Gandini, a Abeiva está preocupada com os rumores de que o IPI especial seja estendido até 2016. "As manifestações do ministro Guido Mantega [Fazenda], de ampliar os índices de nacionalização e de localização regional para acima de 65%, sinalizam endurecimento com o setor de importação", disse o executivo.

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