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Aventureiro do asfalto, VW Space Cross chega por altos R$ 57.990

Divulgação
Suspensão elevada, visual aventureiro e boa lista de equipamentos fecham o pacote do Volkswagen Space Cross; alto preço pode ser obstáculo para superar a concorrência Imagem: Divulgação

Rodrigo Lara

Do UOL, em Campinas (SP)*

31/08/2011 09h00

A Volkswagen apresentou nesta terça-feira (30) a versão aventureira da station wagon SpaceFox. Chamada de Space Cross, ela é inédita no no mercado nacional, embora não seja exatamente uma novidade: o carro já tinha sido mostrado ao público durante o Salão de Buenos Aires, sob a alcunha de Suran Cross.

A ideia é bater de frente com o Fiat Palio Weekend Adventure, líder isolado do segmento. Para isso, o Space Cross vem recheado de equipamentos, o que faz com que existam apenas duas versões do carro. São elas -- com seus respectivos preços:

-- Volkswagen Space Cross 1.6 -- R$ 57.990
-- Volkswagen Space Cross 1.6 I-Motion -- R$ 60.690


Ainda assim, há opcionais. No caso da versão manual, o carro pode receber volante multifuncional de couro (R$ 285), coluna de direção com ajuste de altura e profundidade (R$ 390), rádio com entrada USB, SD-Card e Bluetooth (R$ 460), CD-Player com MP3, Bluetooth, entradas SD-Card e USB e interface para iPod (R$ 735), bancos de couro (R$ 1.720) e pintura metálica (R$ 1.040) ou perolizada (R$ 1.550). No caso da versão I-Motion, os opcionais são os mesmos da versão manual, com o acréscimo do volante multifuncional com paddle shifters (R$ 495). Se adquiridos todos os opcionais, cada versão terá seu preço acrescido em quase R$ 5 mil, valor um tanto alto se considerarmos o segmento do carro.

ALÉM DA ROUPA
O Space Cross não pode ser chamado de "aventureiro de butique", uma vez que conta com alterações mecânicas e não apenas visuais. Entram no pacote suspensão com amortecedores mais rígidos e altura elevada em 33 mm na dianteira e 35 mm na traseira. Discos de freio cresceram em 24 mm e, para compensar a altura elevada em relação a SpaceFox, as bitolas do carro foram alargadas em 33 mm na dianteira e 23 mm na traseira.

Por fora, o carro conta com apliques de plástico em seus quatro lados. Na frente, o para-choque tem desenho distinto e abriga luzes de neblina. Nas laterais, frisos na cor preta com a inscrição "Space Cross" combinam com apliques de plástico negro nos arcos dos para lamas. Na traseira, mais apliques em preto na base da entrada do porta-malas. Completam o visual rodas de 15 polegadas com pneus na medida  205/55.

A lista de equipamentos de série é farta. Direção hidráulica, freios ABS (antitravamento), airbag  duplo, computador de bordo, sensor de chuva e crepuscular entre outros. A relação completa pode ser conferida aqui. O motor é o velho conhecido 1.6 VHT, que rende 104 cavalos de potência com etanol e 101 cv com gasolina a 5.250 rpm e tem torque de 15,6 kgfm com etanol e de 15,4 kgfm com gasolina a 2.500 rpm.

Na briga do mercado, o Space Cross encontra dois rivais imediatos: o Fiat Palio Weekend Adventure Locker e o Peugeot 207 SW Escapade. O VW leva vantagem na lista de equipamentos, mas perde na potência do motor para ambos os concorrentes (132 cv no caso do Fiat, 113 no do Peugeot). E, quando falamos do Palio Weekend Adventure, devemos lembrar que a perua da Fiat conta com diferencial blocante, recurso ausente na da Volks. Mas a maior vantagem da concorrência está no preço: R$ 54.850 no caso do Fiat e R$ 48.400 no do Peugeot.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
UOL Carros fez um breve test drive com ambas as versões do Space Cross (manual e I-Motion) nesta terça-feira (30), em um trajeto que mesclou rodovias pavimentadas e estradas de terra. A primeira característica notada no carro -- e que fica clara já ao entrar no habitáculo -- é o seu aumento de altura. No interior, o carro segue o padrão já visto no SpaceFox, com posição de dirigir similar ao de minivans, o que agrada quem gosta de uma visão superior do trânsito, mas pode incomodar quem prefere uma posição de pilotagem mais esportiva.

Rodando, o carro mostra que não se ressente da sua altura elevada em relação à versão sem apelo off-road. Ainda que oscile um pouco mais nas curvas, não é nada preocupante. O piso se faz notar melhor com o enrijecimento da suspensão, mas isso não gera solavancos ou faz a station quicar em desníveis. De qualquer maneira, convém lembrar que não se trata de um carro com pretensões esportivas.

Em um curto trecho de terra o Space Cross mostrou seu lado mais divertido. A suspensão elevada e reforçada torna a tarefa de encarar a buraqueira típica das estradas de cascalho mais fácil. Além de filtrar bem essas irregularidades do piso, foi possível realizar manobras como derrapagens controladas -- o famoso "drift" -- com total segurança, provando que trata-se de um veículo estável.

O lado ruim fica por conta do motor 1.6, visivelmente sobrecarregado pelos 1.200 quilos da perua. Na versão manual, a falta de fôlego do motor pode ser compensada pelo motorista de maneira mais rápida do que no carro movido com o câmbio automatizado I-Motion, cujas trocas, mesmo no modo manual, tendem a demorar. Outro efeito colateral disso está no consumo que, com o motor girando alto a maior parte do tempo, tende a ser sacrificado. No trecho percorrido no test drive de cerca de 100 km -- majoritariamente em rodovias --, o computador de bordo do Space Cross marcou a média de 6,5 km/l com etanol.

Ao final do test drive ficou a sensação de que a Volks fez um bom trabalho no acréscimo da grife Cross à sua station wagon SpaceFox. Tecnicamente falando, o carro ganhou características condizentes com a sua proposta de ser um aventureiro do asfalto que, nas horas vagas, topa encarar uma boa estrada de terra batida -- nem pense em lama ou trilhas. Resta agora medir a recepção do mercado. Com um preço alto e concorrentes já estabelecidos, a tarefa de vender bem pode ser um obstáculo excessivamente desafiador para o Space Cross.

* Viagem a convite da Volkswagen

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