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Kia Picanto cresce e se fortalece para brigar com líderes do mercado

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Antes intimidado, Picanto traz conteúdo e preço para intimidar rivais; pode, porém, esbarrar na baixa oferta de carros no Brasil -- até o final do ano devem chegar apenas seis mil unidades Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Indaiatuba (SP)

25/08/2011 21h05Atualizada em 15/08/2012 13h22

A Kia Motors decidiu entrar de vez na briga pelo filão mais rentável do mercado de automóveis brasileiro, dominado pelas quatro grandes marcas (Fiat, Volks, Chevrolet e Ford), almejado por francesas (Renault, Peugeot e Citroën) e, agora, sob olhar ávido das chinesas. Para isso, a marca coreana tratou de amadurecer e masculinizar seu compacto Kia Picanto, que tinha visual infantil e/ou feminino demais, e reforçar ainda mais seus predicados, que já eram bons na primeira geração.

Lançada no Salão de Genebra, em março, a segunda geração do Picanto está desde o último dia 22 nas principais lojas da Kia, mas apenas na versão com câmbio automático de quatro marchas, para começar a chamar a atenção do público. A carga, porém, se inicia agora: a apresentação para a imprensa especializada ocorre neste quinta (25) e sexta-feira; na segunda-feira, é a vez das unidades com câmbio manual de cinco marchas, mais baratas, serem entregues.

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A primeira geração do compacto chegou em 2006, mudou frente e traseira em 2008 e foi atualizado em 2009. Este antigo Picanto era pacato, terminando seus dias com visual sempre sorridente. O novo tem cara de poucos amigos desenhada pelo alemão Peter Schreyer, responsável pelo design automotivo mais interessante da atualidade.

Mas, como o objetivo é atrair e não assustar o comprador, o Picanto 2012 se vale de um novo motor flex (como o brasileiro gosta) de 1 litro (998 cm³), com configuração corajosa: são três cilindros (e não quatro, como estamos acostumados) e 12 válvulas com comando variável na admissão e bloco de alumínio, capaz de gerar potência máxima de 80 cavalos com etanol e 77 cv com gasolina a 6.200 rpm (16 cv mais potente que o motor anterior, movido apenas a gasolina) e torque de 10,2 kgfm com etanol 9,6 com gasolina, alcançados a 4.500 giros. A Kia ressalta ainda seu comportamento econômico e com baixo nível de emissão de poluentes -- o consumo divulgado é de 12 a 15 km/l (câmbio manual e automático, respectivamente, com gasolina) ou 8 a 9 km/l (novamente para manual e automático, mas com etanol).

  
O principal, porém, está no pacote de itens e preços. Serão quatro versões com os seguintes valores:
 
- Kia Picanto código J.318 manual (M/T): traz de série airbag duplo; direção elétrica; ar condicionado; vidros elétricos; retrovisores elétricos com seta integrada, rebatimento e desembaçador; sistema keyless (dispensa a chave para abrir as portas); rádio/CD/MP3/iPod com comandos no volante, que é revestido de couro; banco do motorista com regulagem de altura; cintos com pré-tensionadores e limitador de carga; faróis de neblina; rodas de liga leve aro 14, entre outros -  R$ 34.900
- Kia Picanto código J.368 (A/T): mesma configuração do J.318, com câmbio automático - R$ 39.900
- Kia Picanto código J.320 (M/T):  adiciona airbags laterais e de cortina, faróis e lanternas com LED, freios com ABS e teto solar - R$ 39.900
- Kia Picanto código J.370 (A/T): a configuração anterior com câmbio automático - R$ 44.900
 
OBSTÁCULO INTERNO
UOL Carros entrou em contato com duas concessionárias da Kia. A versão mais simples com câmbio manual chega na próxima segunda-feira (29). Já as versões mais completas, com mais airbags, teto solar e ABS, só devem estar disponíveis no mercado nacional em dezembro, embora os executivos da Kia tenham prometido entrega para outubro. Outra curiosidade é que o carro já está sendo vendido com ágio: R$ 36 mil o manual mais barato (código 318) e R$ 41 mil o automático mais barato (código 368).

Além disso, o presidente da marca no Brasil, José Luiz Gandini, admitiu que sua rede só tem condições de oferecer 1.500 unidades do carro por mês, o que é pouco para a demanda do segmento. A oferta escassa pode ser ainda mais prejudicial se for estendida à itens como peças de reposição, fundamentais no pós-venda e, consequentemente, na fama futura que o modelo terá.  

  • Antes com cara de brinquedo, Picanto aumentou de tamanho e ganhou visual mais arrojado


Com tudo isso, a Kia pretende vender 18 mil unidades do novo Picanto em 2012, sendo que a relação entre modelos manuais e automáticos deverá ficar em 60% e 40% do mix de vendas, respectivamente. A marca coreana coloca na mira do Picanto os VW Gol e Fox, os Fiat Palio e Uno, o Chevrolet Celta, o Renault Clio e, para as versões mais caras, a dupla francesa Citroën C3 e Peugeot 207 -- os rivais são menos equipados e chamativos, mas contam com fabricação local e ampla rede em todo o país, algo que a Kia não sonha em ter.

O CRASH-TEST DO PICANTO

CRESCEU
Além de recheado e com preços interessantes frente à concorrência, o novo Picanto está mais espaçoso e seguro que o da geração anterior. O carro cresceu em tamanho e agora tem 3,6 metros de comprimento (60 milímetros a mais que o antigo), 2,4 metros de entre-eixos (15 milímetros a mais) e 1,6 metros de largura, com porta-malas de 292 litros, chegando a 918 litros com o rebatimento dos bancos. A frente com faróis angulosos do tipo "olhos de tigre" (mas não tão bonitos e úteis quanto os do modelo europeu), grandes entradas de ar no para-choque dianteiro e grade ao estilo "rugido de tigre", assinatura visual da Kia, também confere autoridade que o carrinho precisava para enfrentar as agruras do trânsito.

Quanto à segurança, o Picanto sai de fábrica sempre com airbag frontal duplo, mas opcionalmente pode ter o complemento de airbags laterais e de cortina e freios com antiblocante (ABS). Em testes de colisão feitos na Europa, o novo Picanto obteve quatro de cinco estrelas, apenas por não contar com controle de estabilidade, algo que será cobrado de todo modelo 2012 por lá, mas que ainda é luxo aqui no Brasil.

UOL Carros trará, em breve, todas as impressões sobre o teste de direção com o novo modelo da Kia.
 
Viagem a convite da Kia Motors do Brasil

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