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Grupo Caoa quer lugar da Ford já em 2012 e admite que coreanos vão comandar fábrica da Hyundai no país

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Avesso a entrevistas, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente do Grupo Caoa, afirmou
em programa de TV que vendas da Hyundai devem chegar a 250 mil unidades em 2012 Imagem: Reprodução

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO

Da Redação

15/08/2011 20h43

O empresário Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente-fundador do Grupo Caoa e representante no Brasil de Hyundai e Subaru, afirmou que as vendas da Hyundai no país devem beirar as 300 mil unidades até o fim de 2012, o que colocaria a marca sul-coreana em rota de colisão com a Ford, atual quarta colocada entre fabricantes.

"O plano para o próximo ano [2012] é que, com a fábrica de Piracicaba que a Hyundai está montando, pretendemos entregar de 250 a 300 mil veículos", disse o empresário durante entrevista a João Doria Jr., veiculada no programa "Show Business", da Band, no último final de semana. "

COMO FICA A SUBARU

  • Divulgação

    O Grupo Caoa também é responsável pelas importações da japonesa Subaru no Brasil, mas Carlos Alberto de Oliveira Andrade falou quase nada sobre a marca:

    "Nossos planos para Subaru para 2010 foram prejudicado pelo tsunami no Japão, a fábrica teve problemas de produção, mas pretendemos crescer muito no próximo ano", afirmou.

A expectativa de vendas da marca para o próximo ano é composta da seguinte forma: de 100 mil a 120 mil unidades (carros de passeio e veículos comerciais) viriam da soma de modelos fabricados no Brasil pela atual instalação do Grupo Caoa em Anápolis (GO) e de importações da Coreia do Sul; 150 mil unidades seriam fruto da nova linha de produção que a Hyundai constrói em Piracicaba, no interior paulista, e que deve entregar as primeiras unidades no segundo semestre de 2012 (relembre o assunto aqui).

Historicamente avesso a entrevistas, o presidente do Grupo Caoa falou pouco, mas deu detalhes sobre os próximos passos da marca coreana no Brasil. Oliveira Andrade admitiu não ter participação na fábrica de Piracicaba, que ficará totalmente na mão da liderança coreana da Hyundai, mas disse que manterá à frente da distribuição e da importação de outros modelos da marca para o Brasil.

"Não sou sócio [da Hyundai], essa [nova fábrica de Piracicaba] é só dos coreanos, mas somos parceiros, estamos unidos para crescer e continuo sendo distribuidor da marca no país e importando com exclusividade", afirmou Oliveira Andrade.

EM ALTA
A representação brasileira da Hyundai fechou o ano de 2010 como sétima marca do mercado brasileiro de automóveis, com 105% de crescimento: entregou pouco mais de 106 mil veículos -- 44 mil carros de passeio e outros 62 mil veículos comerciais leves. Em 2011, já é a sexta colocada, com 63.712 unidades vendidas de janeiro a julho, segundo a Fenabrave. Está atrás apenas das quatro grandes fabricantes -- Fiat, Volkswagen, Chevrolet e Ford -- e da Renault, todas com instalações no Brasil, e espera fechar o ano com 30% de alta.

No país, o Grupo Caoa fabrica desde 2007, em Goiás, o caminhão HR em suas variações (chassi e baú) e a van H1, além de montar desde o último ano o SUV Tucson com peças trazidas da Coreia do Sul. Os líderes de venda da marca, no entanto, são os carros i30 e i30CW (hatch e perua médios), Azera e Sonata (sedãs médio-grandes), importados, assim como os utilitários esportivos ix35, Santa Fe e Veracruz. Em setembro, deve chegar o cupê de três portas Veloster.    

A partir de 2012, a Hyundai Motor da Coreia do Sul deve assumir as rédeas do negócio e abordar o principal filão do mercado com a fabricação de ao menos um modelo pequeno em Piracicaba (SP). O primeiro carro, um hatch compacto para disputar mercado com Fiat Uno, VW Gol e similares, é visto rodando sob disfarce com alguma frequência. O investimento chega aos US$ 600 milhões (quase R$ 1 bilhão) e a ordem é desbancar a Ford.

MARKETING COMO ARMA
Investimento maior que o da nova fábrica, no entanto, é o praticado pelo Grupo Caoa com marketing. Deliberadamente distanciada da imprensa especializada automotiva, a empresa prefere apostar suas fichas na propaganda para conquistar o consumidor, a ponto de já ter gasto mais de R$ 1 bilhão com mídias apenas no começo deste ano.

"[Nosso gasto com mídia e marketing] estimado passa de R$ 1 bilhão no ano", afirmou Carlos Alberto de Oliveira Andrade, que revela cuidar pessoalmente do marketing da empresa para não deixar passar nada que não tenha retorno em vendas. "Filtro bastante, olho bastante. Enquanto eles [profissionais de publicidade] olham tecnicamente e plasticamente, eu vejo se aquilo que estão fazendo vende. Se você investir errado perde dinheiro e, no marketing, tudo o que você não pode é perder dinheiro", concluiu.

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