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Com Q3, Audi oferece SUV premium a (muito) menos de R$ 200 mil

Divulgação
Audi Q3 chega ao Brasil em 2012 para encarar BMW X1 e outros rivais premium Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, na Alemanha e Suíça

08/07/2011 12h46Atualizada em 08/07/2011 19h44

No mercado de SUVs de luxo, a Audi tinha o mediano Q5 (a partir de R$ 205.840), o grandalhão Q7 (por nada módicos R$ 320 mil) e uma enorme lacuna habilmente ocupada pela concorrência. A alternativa para reaver o espaço abaixo dos R$ 200 mil tomou forma em abril, durante o Salão de Xangai, com a apresentação do compacto Q3, mais novo membro da família 3, que atualmente conta com um hatch (o A3) e no futuro terá também um três-volumes. O lançamento oficial do modelo foi feito esta semana em Zurique, na Suíça. A partir de agora, os compradores da Europa podem encomendar o Q3, embora a entrega só comece no último trimestre do ano, muito certamente após o Salão de Frankfurt. O Brasil só deverá ver o SUV em 2012, mas UOL Carros mostra os detalhes já.

O Q3 é uma espécie de "primo rico" do Volkswagen Tiguan: ambos são fabricados sobre a mesma plataforma, na unidade da Seat em Martorell, na Espanha. Não há, no entanto, qualquer outra comparação possível entre os dois modelos além desta. Na palavra dos engenheiros da Audi, o Q3 "divide a arquitetura, mas tem componentes mais bem desenvolvidos". Tanto é assim, que o modelo não virá para ser concorrente do SUV compacto da Volks: a mira está posta diretamente sobre o BMW X1, atual líder de vendas do segmento na Europa. Outros integrantes do clube premium -- Mercedes-Benz GLK, Volvo XC60 e modelos da Land Rover -- acabam sendo adversários também, embora sem tantas faíscas, por questão de preço ou especificação.

A Audi é clara com sua meta: com bastante conteúdo e preço competitivo em relação ao do principal rival, o Q3 deve vender 100 mil unidades num ano em todo o mundo e, assim, liderar o nicho de SUVs compactos premium. Na Europa, o Q3 terá ao menos cinco opções de acabamento/motorização, movidas a diesel ou a gasolina, com preços na faixa que vai dos 30 mil a pouco mais de 40 mil euros. No Brasil, onde apenas as versões a gasolina circularão, é certa a chegada do modelo com motor 2.0 TFSI (com turbo e injeção direta de combustível) de 213 cavalos, tração integral quattro e câmbio automatizado S tronic de sete marchas e dupla embreagem.

Lá fora, esta configuração tem preço de 42.470 euros, ligeiramente abaixo dos 42.600 euros pedidos pela BMW em seu X1 xDrive 28i. Considerando esta motorização, o nível habitual de equipamentos de um modelo Audi no país, o preço do X1 por aqui (R$ 120 mil pela configuração mais simples, R$ 199 mil na mais completa) e indicações de representantes da Audi, uma estimativa para o preço inicial do Q3 pode ser de R$ 140 mil. Repetindo, trata-se de um palpite, uma vez que o preço definitivo só deve ser divulgado no próximo ano. De toda forma, uma versão sem a tração quattro, com câmbio manual de seis marchas e com o mesmo motor de 2 litros gerando apenas 170 cv também pode ser distribuída por aqui, com valor mais competitivo, se a fabricante julgar necessário.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
O Q3 é uma curiosa, mas bem-sucedida, mistura de estilos: visualmente, lembra um Audi A1 que cresceu à base de fermento, com grade frontal, linha do teto e arremate das lanternas traseiras (peças únicas, de formato quase triangular, integradas à tampa do porta-malas) muito similares; o espaço interno e o nível de equipamentos são próximos aos encontrados no A3 (daí o fato de serem considerados da mesma família), mas com maior visibilidade e conforto para até cinco passageiros garantidos pelo corpo de SUV; a tecnologia embarcada, por fim, pega carona no patamar do A8 (o mais caro e opulento sedã da marca), com direito a tela de LCD no topo do painel, câmera de ré, quatro diferentes ajustes de ação do carro com o Audi Drive Select e um sofisticado sistema de navegação, baseado no Google Earth e sincronizado/atualizado através da rede de telefonia 3G (o sistema conta com uma entrada para o cartão SIM de sua operadora preferida, que faz o carro se portal como um smartphone gigantesco) -- o senão para o Brasil fica no fato do sistema não ter operação garantida por aqui.

As medidas mais restritas, em relação aos outros SUVs da Audi, dão uma clara vantagem de movimentação ao Q3, que se mostrou ágil como um hatch e tão equilibrado como um sedã com tração integral. Em retas, o SUV é mais ligeiro que o Q5; e o motorista fará curvas em maior velocidade com uma confiança nunca existente ao volante de um Q7; nas manobras, então, fica claro que menos (tamanho) é mais (facilidade). O Q3 ainda tem sistemas de auxílio que tendem a mimar o condutor: câmera de ré e sensores nos dois para-choques facilitam a vida em vagas apertadas, o sensor de ponto-cego evita que os retrovisores externos preguem peças desconfortáveis; e o sensor de mudança involuntária de faixa auxilia aos mais distraídos (e a quem vem atrás ou no sentido oposto da pista).

O ponto de economia, ao menos para a fabricante, fica na mescla de ajustes elétricos dos bancos (com direito a aquecimento) com alavancas e roldanas manuais. E a grande mancada, no posicionamento dos controles de vidros e retrovisores, que estão muito recuados e forçam o motorista a contorcer seu braço.

Após um extenso test-drive -- que, sob calor de 40ºC do verão do hemisfério norte, contemplou tanto o anda-e-para dentro da rígida lei e dos costumes suíços (que colocam um trânsito muitíssimo menos pesado quase na mesma condição de morosidade de nossas tumultuadas ruas), quanto a liberdade de estradas livres e bem projetadas --, o Q3 se mostrou também econômico, registrando cerca de 9 km/l após cerca de 160 quilômetros em sua configuração de 213 cv (em trajeto similar, o modelo com câmbio manual e apenas 170 cv obteve marca de 11 km/l). Fica agora a expectativa para saber se a vida do menor integrante da linha de SUVs da Audi no Brasil será tão quente e agitada.  

Viagem a convite da Audi Brasil

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