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Fiat 500 mexicano parte do equivalente a R$ 26.800; Alfa nega volta ao Brasil

Claudio de Souza/UOL
Gosta da traseira do 159? Então conforme-se com o Fiat Siena, porque a Alfa não volta Imagem: Claudio de Souza/UOL

CLAUDIO DE SOUZA

Editor de UOL Carros
Enviado a Guadalajara (México)

01/07/2011 14h59

O Fiat 500 fabricado no México, mostrado nesta sexta-feira (1) durante o Salão do Automóvel de Guadalajara (Siag), custa no mercado local o equivalente a R$ 26.800 em sua versão de entrada, a Pop. O carrinho vendido hoje no Brasil é importado da Polônia e tem preço inicial sugerido pela fabricante de R$ 59.360 (as concessionárias oferecem descontos). O modelo ainda é o 2010.

OUTROS 500

  • Só para ficar no clima de negação: o simpático 500c, conversível, não será vendido no Brasil; lançamento nacional do retrô mexicano acontece no final de agosto

Os preços para o México vão até R$ 40.130 na variação topo da gama, a 500c, conversível. Antes dela há a Sport com transmissão manual (R$ 30.760) ou automática (R$ 33.440), e a Lounge (R$ 35.445). Para o Brasil, apenas a carroceria cabrio está descartada. Informações extraoficiais que circulam pela internet dão conta de que todas as demais versões serão importadas, sendo que a de entrada teria opção de câmbio Dualogic. Falta a Fiat confirmar, mas o preço básico do carrinho ficaria em torno de R$ 43 mil.

Não custa lembrar que o 500 chegou ao Brasil há dois anos com status de "carro de imagem", um carimbo em seu passaporte que lhe deu a permissão de custar mais de R$ 60 mil já na versão de entrada. O realinhamento de preços provocado pela futura importação do México, que tem taxa zero de aduana no comércio com nosso país, será uma espécie de relançamento brasileiro do carrinho -- que até hoje não vendeu nem perto do esperado pela Fiat. Colaboram para essa sensação de "recomeço" a estréia no modelo do motor 1.4 EVO bicombustível e do moderno MultiAir, também 1.4 e por ora apenas a gasolina.

O lançamento oficial do "novo" 500 para o Brasil acontece na última semana de agosto, nos Estados Unidos.

ALFA LONGE DO BRASIL
A Alfa Romeo anunciou no Siag a volta de sua operação mexicana, incialmente com três modelos à venda em três lojas nas maiores cidades do país (Cidade do México, Guadalajara e Monterrey). Os hatches Mito e Giulietta e o sedã 159 (com motores 2.2 e 3.2) serão importados da Europa e têm uma expectativa de vendas de 200 unidades anuais neste país. Na verdade, o México funcionará como porta de entrada para a Alfa nos Estados Unidos, onde vai tentar abocanhar uma fatia do nicho "premium europeu" dominado por BMW e Mercedes-Benz. Os preços traduzidos em reais vão de R$ 52.170 para o Mito a R$ 80 mil para o 159 de propulsor maior.

UOL Carros apurou junto à Fiat do Brasil que a Alfa não voltará ao nosso país a partir dessa reentrada no México. Aqui em Guadalajara um representante local da Fiat disse o mesmo. A Alfa Romeo pertence ao grupo italiano. Na Europa, há um ano, durante o Salão de Paris, constatamos uma dose maior de otimismo na Alfa em relação aos mercados das Américas.

Não há razões oficiais para explicar o que sequer foi oficializado, mas uma olhada nos preços citados acima, que cresceriam substancialmente em nosso país, deixa claro que a briga da Alfa no ringue brasileiro seria sangrenta. Audi, BMW e Mercedes estão anos à frente da marca nesse combate.

Viagem a convite da organização do Siag
 

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