Coluna

Alta Roda

Troca total de derivados de petróleo por etanol ainda é sonho distante

Folha Imagem
Imagem: Folha Imagem

FERNANDO CALMON

Colunista de UOL Carros

14/06/2011 16h29

Como se esperava, o grau de interesse de produtores, fornecedores, especialistas e do próprio governo saltou aos olhos durante a realização da Ethanol Summit (Cúpula do Etanol) 2011, semana passada em São Paulo. A cúpula internacional é organizada bienalmente desde 2007 pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) e este ano atraiu mais de 1.500 participantes. Sua importância cresce porque o etanol se transformou no principal biocombustível utilizado no mundo, especialmente, no Brasil.

Para constatar os benefícios da menor emissão de gás carbônico (CO2) -- uso do etanol e o crescimento da cana-de-açúcar no campo sequestram 80% das emissões deste gás no escapamento dos motores -- os visitantes viam um carbonômetro. Era só uma tela digital registrando o quanto de carbono estava deixando de ir para a atmosfera e colaborar para o efeito estufa, ao se consumir etanol em substituição aos combustíveis fósseis (gasolina, diesel e GNV).

No ano passado, os 22 bilhões de litros de etanol produzidos abasteceram 45% da frota brasileira de automóveis e comerciais leves. E se a preferência pelos motores flexíveis continuar a atrair quase 90% dos compradores de veículos novos, já em 2020 o combustível vegetal responderá pela movimentação de 60% da frota nacional. Para tanto serão necessários 60 bilhões de litros, volume que exigirá enorme esforço público e privado para ser alcançado.

Dinheiro, aparentemente, não faltará, pois três gigantes da indústria do petróleo tiveram participação ativa nos dois dias da conferência e já se associaram a usineiros brasileiros. Porém, nesse nível de produção os volumes de estocagem absorveriam grandes recursos financeiros, sem contar perdas por evaporação nos cinco a seis meses de entressafra e até riscos de incêndio. Por isso, fórmulas mais criativas teriam de ser desenvolvidas. A internacionalização do etanol e um planejamento efetivo de produção, exportação e até importação estão entre as prioridades.

AVANÇOS NECESSÁRIOS
Por outro lado é necessário evoluir tecnicamente os motores, além do que já se alcançou. A indústria se acomodou, deixando de aposentar o arcaico sistema de partida em dias frios com gasolina, só para citar um item. Nos corredores da Ethanol Summit voltou-se a ouvir rumores sobre a esperada mudança na estratégia fiscal do governo. Os impostos deverão ser calculados por emissões e não mais só pela cilindrada. Passaria a se valorizar carros de menor consumo de combustível, consequentemente menos poluentes.

No painel dedicado à tecnologia, se abordou o tema dos veículos híbridos, com motor elétrico e a combustão, só que flex, em substituição aos a gasolina ou diesel. Adaptação seria fácil, contudo o custo elevado se transforma em barreira, mesmo se houvesse incentivos fiscais.

A alternativa do downsizing revela-se muito mais interessante. Motor de cilindrada reduzida, porém despertado por turbocompressor (solução sob medida para um flex), injeção direta de combustível e gerenciamento eletrônico das válvulas para alcançar mesmo desempenho e diminuir consumo. Para tal, impostos menores -- e inteligentes -- precisariam ser adotados. Chegaremos lá em algum dia? Por enquanto, não passa de sonho.

Siga o colunista: www.twitter.com/fernandocalmon
...............................................................

GASOLINA
Apesar da expectativa de relançar o subcompacto Fiat 500
, em agosto, a preço mais baixo por vir do México sem imposto de importação de 35%, o motor flex exportado do Brasil (como faz a Ford em relação ao novo Fiesta) ainda não seria adotado agora. O 500 teria motor de 1,4 l/Multiair -- mais potente que o atual -- fabricado nos EUA, segundo fontes mineiras.

EFICIÊNCIA
Avanço das caixas de câmbio manuais automatizadas
(robotizadas) de duas embreagens será substancial em nível mundial. Segundo a TRW, uma das maiores fabricantes do equipamento, as vendas mais do que triplicarão até 2016. Trocas super-rápidas de marchas e economia de combustível são algumas das vantagens sobre as automáticas convencionais.

META
Inspeção
técnica veicular (segurança e ambiental unificadas) e cintos de segurança de três pontos no banco traseiro estão entre as ênfases da Associação Brasileira de Engenharia Automotiva, presidida por Franco Ciranni. A entidade também dará especial atenção a trânsito/transporte, apoiando, entre outros, o avançado projeto europeu Viajeo.

SEDÃ GRANDE
Surpreende no novo Passat a agilidade proporcionada pelo motor turbo
TFSI 2.0/211 cv. Aliado ao câmbio automatizado de seis marchas, bons freios e espaço interno, é fortíssimo competidor entre médios-grandes.  Dos opcionais, destacam-se frenagem de emergência em cidades e estacionamento guiado em vagas longitudinais e, agora, também transversais.

CORREÇÕES
No ano passado, 51% da produção mundial da GM foi de modelos Chevrolet
, que somaram 4,27 milhões de unidades. A marca voltará à Fórmula Indy, fornecendo motores, já em 2012. Quanto ao mexicano March, o compacto da Nissan está confirmado para chegar às concessionárias brasileiras somente em outubro, como previsto no último Salão de São Paulo.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Colunas - Alta Roda
Topo