Carros

Com jeito familiar, Citröen C3 Picasso é Aircross sem adereços por R$ 47.990

Divulgação
C3 Picasso: sem adereços do Aircross e com suspensão 3 cm mais baixa, vocação é familiar Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em São Paulo (SP)

24/05/2011 18h09Atualizada em 15/08/2012 13h53

A Citroën apresentou à imprensa nesta terça-feira (24) o C3 Picasso, versão abrasileirada do monovolume compacto de mesmo nome lançado em 2009 na Europa ou, como fatalmente ficará conhecido por aqui, um Aircross sem adereços aventureiros. Com viés claramente familiar (enquanto o irmão aventureiro atende ao público jovem), chega com três níveis de acabamento e duas opções de câmbio -- manual de cinco marchas ou automático de quatro -- com preço inicial de R$ 47.990.

A marca francesa acredita que seu novo produto vai disputar mercado, principalmente, com outros quatro monovolumes e uma station wagon (perua) listados a seguir em ordem crescente de relevância: Nissan Livina, Chevrolet Meriva, Kia Soul, Fiat Idea e Volkswagen SpaceFox. Mas duas anotações devem ser feitas à lista. Primeiramente, a Citröen enxerga uma concorrência mais direta com o Kia Soul, rival intrínseco do C3 Picasso na Europa, e que vem aumentado consideravelmente suas vendas no Brasil desde a adoção do motor flexível, no começo deste ano. A segunda observação está na ausência (ou exclusão, se preferir) do líder do segmento, Honda Fit, o que pode ter sido deliberadamente motivada pelo abismo entre as vendas do modelo japonês e o restante, ou pelo fato do japonês ser considerado um hatch por algumas vertentes automotivas.

De qualquer forma, o C3 Picasso tem como meta inicial vender cerca de 1.000 unidades por mês, o que o colocaria como terceira força da Citröen, atrás apenas do hatch C3 (pouco mais de 12 mil unidades vendidas até abril, ou em torno de 3 mil carros/mês) e do Aircross (que vendeu praticamente a metade do volume do C3 -- 6.152 unidades -- nos quatro primeiros meses do ano). Para isso, a marca deve praticar os seguintes preços:

- C3 Picasso GL (apenas manual): R$ 47.990
Traz de série direção hidráulica, rodas de aço aro 16, ar-condicionado, computador de bordo, vidros elétricos, bancos traseiros rebatíveis e porta-luvas refrigerado com iluminação, entre outros itens.

- C3 Picasso GLX manual: R$ 50.400
Acrescenta rodas de liga leve aro 16, vidros traseiros elétricos e do motorista com sistema um toque/antiesmagamento, faróis de neblina, banco do motorista com regulagem de altura, mesinhas e porta-revistas no encosto dos bancos dianteiros, rádio/CD Player com entrada auxiliar MP3/iPod e controles na coluna de direção.  

- C3 Picasso GLX automático: R$ 53.900
O conteúdo da versão manual, mais freios com ABS (antitravamento) e EBD (distribuição eletrônica), e acendimento automático do pisca-alerta em frenagens de emergência.

- C3 Picasso Exclusive manual: R$ 57.400
Pacote do GLX automático e mais ar digital, bancos com revestimento parcial de couro, volante revestido com couro e detalhes cromados, retrovisores externos cromados, manopla do câmbio cromada, airbag duplo frontal, sensor traseiro de estacionamento, sensor de chuva, sensor de luminosidade, limitador de velocidade/piloto automático com acionamento na coluna de direção e rádio com Bluetooth e entrada MP3/iPod e USB, entre outros.

-  C3 Picasso Exclusive automático: R$ 60.400

Como opcionais, estão listados o airbag duplo frontal para o C3 Picasso GLX (mais R$ 1.300) e os airbags laterais dianteiros mais o sistema de navegação por GPS com tela de 7 polegadas e integração ao sistema de áudio e telefonia para o C3 Picasso Exclusive (por R$ 2.600 extras). Qualquer uma das seis cores metálicas -- Gris Aluminium (prata), Rouge (vermelha), Perla Nera (preta), Gris Cendré (champanhe), Grafito (grafite) e Bleu Bourrasque (azul) -- custa R$ 1.000, enquanto a Blanc Banquise (branca) é gratuita.

A Citröen divulgou ainda a lista de preços fixos e válidos para todo o país das revisões programadas para o C3 Picasso, que tem três anos de garantia. Anote e cobre:

- 10.000 km: 3x R$ 199
- 20.000 km: 3x R$ 160
- 30.000 km: 3x R$ 175
- 40.000 km e 50.000 km: 3x R$ 160
- 60.000 km: 3x R$ 250

MELHOR QUE O AIRCROSS
A associação para o público brasileiro será inevitavelmente automática: lançado oito meses após o Aircross, o C3 Picasso será visto como uma derivação do primeiro sem adesivos e penduricalhos plásticos que segundo os marqueteiros denotam robustez e espírito de aventura: reforços de para-choques e caixas de roda, estribos laterais e, sobretudo, suporte do estepe fixado à tampa do porta-malas.

A Citröen, no entanto, afirma que os dois projetos foram desenvolvidos ao mesmo tempo, em 2009, assim que o C3 Picasso europeu foi lançado e se determinou que uma adaptação nacional seria feita -- mais simples e alinhada ao consumidor e ao asfalto brasileiros. Mais: o desenho da versão urbana ficou pronto antes e serviu de base para a aventureira, não o contrário.

Na prática, a ordem de lançamento invertida -- primeiro o Aircross e só agora o C3 Picasso -- serviu para que a Citroën posicionasse o primeiro carro num segmento diferente do esperado, tentando fisgar um público mais jovem e masculino. Os (bons) dados de venda comprovam que a estratégia funcionou. Agora, a marca volta à origem do projeto e mira, novamente, as famílias -- o sobrenome da versão indica a "irmandade" com os demais modelos da estirpe: C4 Picasso, C4 Grand Picasso e Xsara Picasso. Este último, aliás, não será aposentado no momento, mas a marca admite que seu ciclo (já com dez anos) se aproxima do fim. Frotistas também são alvo, neste caso, da versão GL básica.

Isto posto, vamos ao que interessa: na opinião de UOL Carros, o C3 Picasso marca uma ligeira evolução em relação ao Aircross, testado à exaustão (releia aqui). Ganha pontos de cara, apenas por abandonar a já cansada marca "de aventura", assumindo a urbanidade, e por apostar no visual limpo. A dirigibilidade, aliás, melhora com dois movimentos: troca os escorregadios pneus de uso misto, mais bojudos (205/60), por bons compostos Pirelli P7 aro 16 de medida 195/55, que seguram melhor o carro em curvas; e rebaixa a altura da suspensão em três centímetros, assentando melhor a carroceria -- que cai de 1,70 m (do Aircross) para 1,63 m, por perder também o suporte de teto. Sem o estepe, o comprimento total diminui 18 cm (4,09 m), e a vida melhora no momento de estacionar. As outras medidas não mudam (veja a ficha técnica completa).

Por dentro, tudo é idêntico à exceção do grafismo e da ausência dos inclinômetros (bússola e relógios de inclinação) -- quem comprar as versões mais baratas, sem a tela do navegador, vai conviver com uma tampa plástica no topo do painel. O diferencial está na opção do câmbio automático de quatro marchas, velho conhecido de quem já dirigiu os franceses da Citröen ou da Peugeot, o que não é um ponto necessariamente positivo: se melhora o conforto de quem guia, a concepção antiquada da caixa (que logo mais estará disponível também para o Aircross) acaba prejudicando a dirigibilidade e aumentando o gasto de combustível -- no curto test drive da apresentação (60 km, ida e volta), a média do computador de bordo foi de 4,5 km/l. E o motor 1.6 flex, que gera 113 cv com etanol, é apenas suficiente para movimentar os 1.390 quilos da versão Exclusive automática (apenas 14 quilos a menos em relação ao Aircross), o que obrigará a um ritmo mais sossegado mesmo, sem arroubos, bem típico de um carro familiar.

ID: {{comments.info.id}}
URL: {{comments.info.url}}

Ocorreu um erro ao carregar os comentários.

Por favor, tente novamente mais tarde.

{{comments.total}} Comentário

{{comments.total}} Comentários

Seja o primeiro a comentar

{{subtitle}}

Essa discussão está encerrada

Não é possivel enviar novos comentários.

{{ user.alternativeText }}
Avaliar:
 

* Ao comentar você concorda com os termos de uso. Os comentários não representam a opinião do portal, a responsabilidade é do autor da mensagem. Leia os termos de uso

Escolha do editor

{{ user.alternativeText }}
Escolha do editor

Mais Carros

Topo