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Política do etanol no país deve mudar nos próximos dias

Gent Shkullaku/AFP
Imagem: Gent Shkullaku/AFP

Em São Paulo

07/04/2011 14h36

 

 
 

A política do etanol deve ser alterada nos próximos dias. O Ministério da Agricultura publicará medida provisória alterando o tratamento que o governo dá ao combustível com o objetivo de melhorar a regulação do setor.

De acordo com o ministro da pasta, Wagner Rossi, o governo está elaborando uma série de medidas para impedir a alta de preço do combustível no período de entressafra, como ocorre todos os anos. Com a mudança, o etanol passará a receber um tratamento diferente ao dado ao açúcar -- mesmo sendo ambos originários da cana-de-açúcar.

“A ideia é que, como combustível, o etanol precisa ter uma política de combustível, diferentemente do açúcar, que é um produto agroindustrial”, afirmou Rossi, de acordo com a Agência Brasil.

TAXAÇÃO
Como medida para ampliar a oferta de etanol na próxima safra, o governo estuda taxar a exportação de açúcar, fazendo com que os produtores optem pela produção do combustível.

Hoje, o preço do açúcar nos mercados internacionais está elevado, o que influencia os produtores a escolher o produto. Com a taxação, eles tenderiam a escolher o combustível.

Contudo, medidas como essa podem reduzir os investimentos externos no setor sucroalcooleiro. De acordo com o ministro, se a taxação for implantada, o governo apoiará a retomada dos investimentos, em troca da garantia de suprimento de etanol.

MAIS MEDIDAS
O secretário adjunto da Secretaria de Assuntos Econômicos do Ministério da Fazenda, Gilson Bittencourt, afirmou na quarta-feira (6), que o governo estuda uma série de medidas para amenizar o problema dos preços do etanol nos períodos de entressafra.

Uma delas é a possibilidade de tornar o etanol um combustível regulado pela ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombustíveis) -- o que poderia criar mecanismos para garantir o abastecimento e evitar distorções nos preços.

Outra medida seria a criação de uma linha de crédito temporária para financiar a renovação de canaviais com recursos de instituições do Governo, como o Banco do Brasil e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).

A eficiência dos motores dos carros também deve ser discutida com as montadoras para tornar o etanol mais eficiente, diminuindo a relação que indica que o derivado de cana-de-açúcar é mais vantajoso que a gasolina -- e que hoje está em 70% do preço do derivado de petróleo.

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