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Após a Renault, é a vez da Peugeot, com o 408, tentar renascer entre sedãs médios

Divulgação
Peugeot 408 traz linhas típicas da marca, mas com mais harmonia que o 307 Imagem: Divulgação

CLAUDIO DE SOUZA

Editor de UOL Carros
Em São Paulo

15/02/2011 17h22Atualizada em 15/02/2011 17h40

Pouco tempo depois de a rival Renault lançar no Brasil o sedã Fluence, que substituiu o malsucedido Mégane, a Peugeot anuncia para o mesmo segmento o 408, que aposenta o 307 três-volumes. Além de brigarem entre si, ambos encaram na dura guerra dos médios os veteranos Toyota Corolla e Honda Civic.

O novo carro da Peugeot é um projeto global voltado a países emergentes -- é vendido desde o ano passado na China, cujos engenheiros são os principais responsáveis por ele.

O 408 chega inicialmente dotado de motor bicombustível de 2 litros, 16 válvulas, com potência de 151 cavalos (a 6.000 rpm) com etanol, e torque máximo de 22 kgfm (a 4.000 rpm). O câmbio manual está disponível apenas na versão de entrada, a Allure, que também pode receber a transmissão automática AT8 -- que, apesar do nome, tem quatro velocidades. As demais versões são apenas automáticas.

Os preços:

Allure (manual): R$ 59.500
Allure (A/T): R$ 64.500
Féline (A/T): R$ 74.900
Griffe (A/T): R$ 79.900

 

VÍDEO COM IDEOGRAMAS MOSTRA IDEOLOGIA E DETALHES DO SEDÃ 408

Certamente não por coincidência, a versão de entrada do 408 custa exatos R$ 490 menos que os R$ 59.990 do Fluence equivalente, já testado (e aprovado) por UOL Carros. Tomando os outros sedãs relevantes pela versão correspondente em conteúdo, temos o Corolla GLi manual começando em R$ 65.950 e o Civic LXL, também manual, partindo, de R$ 67.340.

A estratégia das duas fabricantes francesas para bombar no segmento dos sedãs médios é clara, portanto: oferecer carros maiores que os demais (o Fluence tem 4,62 metros, e o 408, longos 4,69 metros), mas com preços competitivos.

Mantendo o design característico da Peugeot, especialmente no conjunto óptico felino, e com uma traseira mais bem-resolvida que a do 307 Sedan, o 408 traz um pacote de equipamentos que inclui: dois airbags (seis na Féline e Griffe); freios com ABS (antitravamento), AFU (auxílio em frenagem de urgência) e REF (repartidor de frenagem, outro nome para o EBD); faróis de neblina; sensores de ré (menos na Allure) e dianteiro (apenas na Griffe); ar-condicionado manual (Allure) ou digital dual zone (nas demais); teto solar com controle na chave (menos na Allure); rodas de liga com aro 16" (Allure) ou 17" (nas demais).

O volante é sempre revestido em couro, material também dos bancos nas versões Féline e Griffe. Entre essas duas, as diferenças estão em itens de (suposto) luxo, como navegação por GPS e regulagem elétrica do banco do motorista.

A Peugeot já anunciou que, no segundo semestre, o 408 -- fabricado na Argentina -- passará a ser vendido também com o motor turbo 1.6 de 165 cavalos que hoje equipa o crossover 3008. Parece um erro de estratégia, já que este propulsor (desenvolvido em conjunto com a BMW) é mais interessante que o 2 litros ora lançado. No entanto, não é bicombustível.

UOL Carros experimenta o Peugeot 408 no Rio de Janeiro nesta quarta-feira (16), e em seguida publica suas impressões.

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