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Renault lança Fluence para atropelar Vectra e incomodar sedãs japoneses

Divulgação
Renault Fluence: preços começam em R$ 59.990, estratégia para encarar veteranos Imagem: Divulgação

CLAUDIO DE SOUZA

Editor de UOL Carros

02/12/2010 18h42

A Renault anunciou nesta quinta-feira (2), em São Paulo, os preços do sedã médio Fluence, modelo exibido no Salão do Automóvel e primeiro lançamento da marca francesa em 2011 -- a pré-venda começa agora, mas os carros chegarão aos compradores em fevereiro próximo. Anote os preços e veja o conteúdo de série de cada versão, todas elas animadas pelo propulsor 2.0 16V bicombustível produzido pela Renault-Nissan, capaz de gerar 140/146 cavalos de potência:

Fluence Dynamique M/T - R$ 59.990
Sai de fábrica com itens como: seis airbags; freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição de frenagem) e AFU (assistência em emergências); ar-condicionado digital dual zone com saída para o banco de trás; chave-cartão com sistema presencial; quatro vidros elétricos; sistema de som com conectividade total; sensores de chuva e luminosidade; piloto automático; e rodas de liga de 16 polegadas. O câmbio manual é de seis marchas. Opcionais: bancos de couro e teto solar.

Fluence Dynamique CVT - R$ 64.990 
O mesmo conteúdo da versão manual, mas com transmissão automática CVT X-Tronic dotada de trocas manuais com seis velocidades.

Fluence Privilège CVT - R$ 75.990
Disponível apenas com o câmbio automático, a versão topo da gama acrescenta ao conteúdo da Dynamique: ESP (controle de estabilidade) e ASR (controle de tração); bancos de couro em tom de cinza; sensor de estacionamento traseiro; retrovisores rebatíveis eletricamente; sistema de navegação (GPS) com tela de 5"; rodas de liga aro 17 com pneus 205/55; e sistema de som de 140 watts dotado de "efeito 3-D". Os opcionais são faróis de xênon e teto solar.

A Renault oferece garantia total de três anos e um plano de revisões amigo do proprietário, mas ainda não anunciou os valores.

POSICIONAMENTO
O Fluence aposenta o Mégane, sedã médio da Renault que agonizava nas concessionárias (ou melhor, longe delas, porque era difícil encontrar um em exposição) havia pelo menos três anos. No entanto, a perua Grand Tour, derivada dele, continua em linha, agora apenas com motor 1.6 16V e preço inicial de R$ 48.490. Apesar de seu porte maior, virou rival de carros como Volkswagen SpaceFox e Fiat Palio Weekend.

O novo sedã médio da Renault, chega para disputar o topo do segmento -- mais especificamente, para arrebatar o terceiro lugar, desbancando o Chevrolet Vectra e incomodando os japoneses Toyota Corolla e Honda Civic, atuais campeão e vice. Para cumprir essa meta, a fabricante estipulou uma meta de 20 mil unidades do Fluence emplacadas em 2011.

Essa seria uma pretensão ridícula caso a Renault não tivesse decidido praticar preços tão agressivos (na Argentina, então, ele custa barato mesmo). O Fluence sai mais em conta que as versões correspondentes de Corolla e Civic -- carros que devem, ambos, sofrer reformas de estilo e conteúdo no ano que vem. Sedãs menores, como City, Ford New Fiesta, Kia Cerato e Volkswagen Polo, podem ficar mais caros do que ele, a depender dos opcionais. Quanto ao Vectra, que até o final de novembro emplacou pouco mais de 18 mil unidades, a única coisa que pode ser dita é que, talvez, sua substituição pelo Cruze no Brasil seja acelerada pela chegada do Fluence e pela renovação dos japoneses.

Lançado originalmente na Turquia como um fruto da associação da Renault com a Samsung (dona do SM3, modelo que serviu de base ao novo sedã), o Fluence é tipicamente um produto global do século 21, com vendas previstas ou em andamento em mais de 80 países. Tem estilo sóbrio, uma exigência de certos mercados emergentes, e dimensões que quase o colocam num segmento superior: 4,62 metros de comprimento, 2,7 metros de entre-eixos e 1,81 metro de largura.

As unidades que abastecerão o Brasil serão feitas na Argentina. O Fluence é peça importante na estratégia de transformar a aliança Renault-Nissan numa ameaça à hegemonia das "quatro grandes" no Brasil -- para isso, as vendas combinadas precisam atingir por volta de 10% do nosso mercado.

Essa fatia, hoje, pertence à Ford, a quarta no ranking das montadoras. A Renault é a quinta colocada (4,79%), e a Nissan, a 13ª (1.03%), considerando carros de passeio e comerciais leves (como picapes e SUVs).

UOL Carros participa de test-drive do Renault Fluence nesta sexta-feira (3), publicando suas impressões ao dirigir em seguida.

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