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Toyota lança RAV4 com tração 4x2 para tentar triplicar vendas do modelo

Murilo Góes/UOL
Toyota RAV4, veterano SUV da marca japonesa, agora pode ter tração simples e preço menor Imagem: Murilo Góes/UOL

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Campos do Jordão (SP)

08/11/2010 14h15Atualizada em 30/11/2012 16h28

A Toyota apresentou nesta segunda-feira (8) a linha 2011 de seu SUV compacto RAV4, que não traz grandes alterações de visual (o modelo está em sua terceira geração, vendida no país desde 2006), mas que chega às lojas a partir desta terça-feira em duas configurações diferenciadas pela tração, com os seguintes preços iniciais:

Toyota RAV4 4x2: R$ 92.500
Toyota RAV4 4x4: R$ 106.800

Segundo a marca, a nova versão 4x4 passou por um ajuste de preços para ficar mais competitiva no mercado: o RAV4 4x4 2010 custava R$ 107.340, mas tinha cerca de R$ 5 mil a menos em equipamentos. Já a nova versão 4x2 deverá responder por 75% das vendas do modelo e triplicar o total de emplacamentos dos atuais 2.000 anuais (em média) para cerca de 6.000 ao ano (a fábrica fala especificamente em "cerca de 500 unidades mensais"). 

As versões com tração dianteira e integral do RAV4 devem brigar no segmento, segundo a fábrica, com modelos como o rival Honda CR-V, o europeu Volkswagen Tiguan e os coreanos Hyundai Tucson e ix35, assim como o Kia Sportage e o Chevrolet Captiva, que também possui versões com tração simples e integral. A aposta principal da Toyota no formato "SUV 4x2 para uso urbano", em alta no mercado nacional, dá-se sobretudo pela questão do preço mais acessível.

O RAV4 2011 está equipado, em qualquer configuração, com motor a gasolina DOHC de 2,4 litros VVT-i, de quatro cilindros e 16 válvulas, capaz de gerar 170 cavalos de potência a 6.000 rpm com torque máximo de 22,8 kgfm a 4.000 rpm. O câmbio automático de quatro velocidades com controle eletrônico também é padrão, assim como o sistema de suspensão independente nas quatro rodas. As cores disponíveis são as tradicionais preta sólida e prata, e as novas preta metálica e branca perolizada, mostradas no Salão do Automóvel de São Paulo.

Essa motorização de capacidade volumétrica maior que a de alguns do dos rivais, que trazem motores de 2 litros, representa para a Toyota um argumento de vendas mais incisivo que o novo visual. Na Europa, há um RAV4 com entre-eixos menor, sem estepe traseiro e visual renovado. O Brasil, no entanto, segue com o RAV4 de padrão americano, com estepe externo e maior espaço interno. Todos, entretanto, continuam sendo fabricados no Japão, e chegam ao país pagando 35% de imposto.

O QUE O 4x2 TEM
A nova versão com tração 4x2 do RAV4 traz de fábrica itens como vidros, travas e retovisores elétricos, ar digital de duas zonas, volante multifuncional, direção com assistência elétrica com coluna regulável em altura e profundidade, ajuste de altura para o banco do motorista, piloto automático, retrovisores externos com repetidores de seta integrados, faróis de neblina, rodas de liga-leve aro 17, porta-malas de 540 litros com cobertura retrátil, rede protetora e tomada de 12V.

No quesito segurança, são de série dois airbags frontais, freios com ABS (antitravamento), EBD (distribuição eletrônica de frenagem) e BAS (auxílio para frenagens de emergência), além de cintos de segurança com pré-tensionador e limitador de força.

O QUE O 4X4 TEM
O RAV4 4x4 2011 tem o pacote da versão 4x2 acrescido de airbags laterais e de cortina (perfazendo um total de oito dispositivos), aquecimento para os assentos dianteiros e regulagem elétrica para o banco do motorista e teto solar elétrico.

A tração mantém seu sistema de bloqueio a partir de comando elétrico no painel, que distribui o torque igualmente entre os eixos traseiro e dianteiro (50/50) em velocidades inferiores a 40 km/h. No restante do tempo, a distribuição é feita de automaticamente, de acordo com as condições do terreno.

RAV4 EM TRÊS MOMENTOS

  • Murilo Góes/UOL

    Interior do RAV4 (acima) segue padrão de sedã médio e mesmo com simplificação da versão 4x2 entrega acabamento de bom nível.

  • Murilo Góes/UOL

    Sistema de abertura lateral para o porta-malas foi mantido, assim como estepe externo traseiro.

  • Murilo Góes/UOL

    Motor a gasolina de 2,4 litros, 16 válvulas, VVT-i, que gera 170 cavalos tem força mais do que suficiente para o porte do RAV4, mas câmbio automático de quatro marchas interfere no ritmo necessário para boa condução urbana

NA PISTA
Após a apresentação do RAV4 2011, UOL Carros participou de test-drive a bordo de uma versão 4x2 conduzindo através de curto trecho urbano e, na sequência, por quase 80 quilômetros de rodovias com boa pavimentação no interior do Estado de São Paulo.

E a impressão geral é a de que o RAV 4 com tração dianteira, pensado para uma existência mais urbana, quase cumpre sua missão a contento.

O senão fica por conta da transmissão automática de quatro velocidades, de concepção já um tanto arcaica, que tira a desenvoltura que o SUV compacto poderia ter no truncado ambiente de grandes cidades.

Com primeira e segunda marchas rápidas e uma terceira extremamente longa, esta transmissão acaba vacilando em saídas rápidas de semáforo, retomadas e acelerações para ultrapassagem. Situações, aliás, em que se espera um desempenho ligeiro.

Com vias desimpedidas e liberdade para usar o acelerador, o que se tem é uma tocada suave, com giros baixos (sempre abaixo das 3 mil rotações), silêncio na cabine e boa disposição do motor de 2,4 litros e 170 cv.

Assim, pode-se curtir a boa posição de direção do RAV4, que não se ressente da ausência de ajustes elétricos em sua versão mais simples. O mesmo pode ser dito do acabamento em tecido (couro, só no 4x4), extremamente agradável e bem executado, do espaço para os passageiros, que podem encarar longas viagens sem aperto, e das boas condições de visibilidade.

A conectividade do sistema de som também é boa, com plugues AUX-IN e USB compatíveis com os principais tocadores de MP3 do mercado. O sistema de ar-condicionado digital, com duas zonas de resfriamento (condutor e carona), agrada, embora o visor de temperatura (que ainda abriga o relógio em uma única tela) seja pequeno e encoberto pelo nicho do rádio, o que dificulta sua visualização.

Dificuldade maior, só no ajuste dos retrovisores externos, com a chave posicionada no console central, atrás de câmbio e freio de mão, e no acionamento do pisca-alerta de emergência, cujo botão está muito à direita da cabine e exige certo contorcionismo do motorista. Ou na ausência de computador de bordo (há apenas odômetro total e parcial com duas medições), que impede a aferição do consumo no teste e torna mais complicado definir se a economia do momento da compra se estende ao restante da utilização do RAV4 4x2.   

Viagem a convite da Toyota do Brasil

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