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Fiat aposta na versão Essence 1.6 16V para dar vigor às vendas do novo Idea

Murilo Góes/UOL
Versão intermediária da minivan da Fiat apela para o custo-benefício e começa aos R$ 45.610 Imagem: Murilo Góes/UOL

Da Auto Press

25/09/2010 10h00

A Fiat esperou o momento oportuno. Reestilizou o Idea logo após a FPT -- Fiat Powertrain Technologies -- ter entregue os novos motores E-torq 1.6 e 1.8. Mas não foi só isso. Com a chegada das unidades de força, a marca italiana introduziu a versão Essence, com motor 1.6 16V, como seu novo carro-chefe. É que, antes disso, o Idea só era comercializado com motores 1.4 8V e 1.8 8V, o que resultava em um abismo entre os dois propulsores. Resultado: a nova configuração já corresponde por 60% das vendas. E a explicação para que a Essence ganhe da básica Attractive 1.4 está no preço -- a diferença entre ambas é de R$ 2.020, R$ 45.610 contra R$ 43.590. A briga fica justamente entre os 80/81 cv com gasolina e etanol e relação peso/potência de 15,5 kg/cv da versão básica contra os muito mais interessantes 115/117 cv e 10,7 kg/cv da configuração mais forte.

O novo motor 1.6 16V E-torq, que começa a invadir a gama da marca italiana, tem torque máximo de 16,2/16,8 kgfm aos 4.500 giros. A Fiat também utiliza o motor 1.8 16V na configuração Sporting, que surge por R$ 56.390, e na Adventure, por R$ 56.900. E a receita que mistura um motor mais potente a um custo/benefício mais atraente resulta em 1.534 unidades emplacadas da configuração Essence em agosto. O que ajudou significativamente na reação do Idea no mercado, que teve 2.557 unidades vendidas no mês passado contra uma média mensal até julho de 1.994 carros. O principal rival do modelo da Fiat é o Chevrolet Meriva, que conseguiu acumular 1.917 veículos comercializados em agosto.

FICHA TÉCNICA
Fiat Idea Essence 1.6 16V

Motor: A gasolina e etanol, dianteiro, transversal, 1.598 cm³, com quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Acelerador eletrônico e injeção eletrônica multiponto sequencial.
Transmissão: Câmbio manual de cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira.
Potência máxima: 115 cv com gasolina e 117 cv com etanol a 5.500 rpm.
Torque máximo: 16,2 kgfm com gasolina e 16,8 kgfm com etanol a 4.500 rpm.
Diâmetro e curso: 77 mm X 85,8 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores, braços oscilantes inferiores transversais e barra estabilizadora. Traseira semi-independente, com molas helicoidais, amortecedores telescópicos verticais e barra estabilizadora.
Freios: Discos ventilados na frente e tambores atrás. ABS como opcional.
Carroceria: Monovolume em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,95 metros de comprimento, 1,69 m de largura, 1,70 m de altura e 2,51 m de distância entre-eixos.
Peso: 1.260 kg.
Porta-malas: 380 litros.
Tanque: 48 litros.

A minivan feita em Betim, Minas Gerais, tem a seu favor inegáveis atributos. Tem 1,70 m de altura e 2,51 m de entre-eixos -- ganha em 8 cm na altura da concorrente Meriva, mas perde por 12 cm no entre-eixos. O recheio de série é também um aspecto favorável à versão Essence 1.6. Vem com direção hidráulica, trio elétrico, computador de bordo, ajuste de altura no banco do motorista, barras longitudinais no teto, grade e frisos laterais cromados, volante com regulagem de altura, relógio digital e tomada 12V. No quesito segurança, o modelo é carente. Para ter freios com ABS e airbags frontais é preciso desembolsar R$ 2.547.

Mas o Fiat Idea, independentemente da versão, tem desenho robusto, com formas inusitadamente musculosas para uma minivan -- que assumem a atual identidade da marca, criada com o Punto. O destaque são os faróis de dupla parábola de desenho mais anguloso, que acompanham os vincos em “V” do novo capô. Com cortes mais definidos, reforçados pelos frisos e pelas molduras cromadas, o Idea tem aparência mais imponente. Na traseira, o destaque principal está para as lanternas com elementos em led. O para-choque também é novo e carrega agora a placa do veículo. A tampa da mala não abriga nada além de um friso. Por dentro do Idea, no entanto, as modificações são poucas. A Fiat introduziu apenas um novo volante, com aparência mais esportiva. O quadro de instrumentos tem nova grafia, também mais moderna, e molduras metalizadas. Estão lá, ainda, uma grande quantidade de porta-objetos espalhados pelas portas e no console localizado acima da cabeça do motorista e nos simpáticos compartimentos com pequenas tampas no teto. Um conjunto que se renovou para tentar dar fôlego às vendas, principalmente em um mercado que sempre gosta de uma novidade. Ainda mais se ela estiver ligada à aparência -- e com uma boa relação custo/benefício. (por Karina Craveiro)

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Fiat Idea Essence 1.6 16V

A Fiat trabalhou na reestilização da minivan para tentar conquistar um público maior e ir além do nicho familiar que o modelo já atinge. O resultado foram linhas mais harmoniosas somadas à boa relação custo/benefício e a um bom nível de conforto e de dirigibilidade da versão Essence 1.6 16V. Nesta configuração intermediária, o monovolume tem quase tudo o que se costuma exigir de um minivan com preço até R$ 50.000. Há boa quantidade de equipamentos de conforto e um motor moderno, capaz de empurrar o modelo com boa virilidade.

No trânsito pesado da cidade, a unidade de força 1.6 16V é quase sempre solícita. Na estrada, seus 16,8 kgfm com etanol disponíveis aos 4.500 giros mostraram-se capazes nas acelerações, quando o Idea respondeu de forma satisfatória, indo de zero a 100 km/h em 11,1 segundos. Mas a performance é comprometida pelo motor, que não trabalha bem abaixo de 2.000 giros. Nas primeiras relações, é preciso esticar bastante para evitar que o Idea perca fôlego.

Nas retomadas, porém, o monovolume esbanjou mais disposição: recuperou o fôlego dos 60 km/h aos 100 km/h em bons 6,8 segundos, em quarta marcha. A postura do modelo nas retas, aliás, agrada pelo comportamento dinâmico. Só que com 1,69 metro de largura e 1,70 m de altura, o Idea não faz curvas com a segurança desejável. Em velocidades mais elevadas, a carroceria torce, deixando o modelo pouco firme e sem muito equilíbrio. No caso da versão Essence, os freios ABS proporcionam frenagens mais seguras, mas são opcionais, assim como os airbags frontais.

Quanto ao conforto, o Idea Essence vem de fábrica com direção hidráulica, trio, computador de bordo, desembaçador de vidro traseiros, volante e banco do motorista com regulagem de altura e alerta de velocidade. A versão testada veio com todos opcionais possíveis, que, juntos, somam R$ 13.677 ao preço do carro, chegando a exagerados R$ 59.287. Na ampla lista estão faróis de neblina, rodas de liga leve de 15 polegadas, ar-condicionado, sensor de chuva, retrovisor eletrocrômico, quadro de instrumentos com visor em cristal líquido, sensor de estacionamento, vidros elétricos traseiros e CD Player com MP3, viva-voz, Bluetooth e entrada USB, ABS e airbags frontais e laterais dianteiros. De qualquer forma, o custo/benefício é um dos atrativos no modelo. O Idea tem melhor acabamento, desenho mais atualizado que a Chevrolet Meriva, além de contar com um motor mais moderno e potente.(por Karina Craveiro)

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