Carros

Volkswagen Gol Rallye veste roupa de aventura por R$ 40.370

Divulgação
Com volta da versão Rallye, Novo Gol adere ao estilo pseudo-aventureiro,
e busca mais fôlego para corrida contra o rival Fiat Novo Uno
Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Campinas (SP)

21/09/2010 21h38

A Volkswagen apresentou nesta terça-feira (21), em Campinas (SP), mais uma versão do líder de vendas Gol. Com a quinta geração do hatch lançada em julho de 2008, e a versão com câmbio automatizada (I-Motion) revelada em outubro de 2009, a marca mostra agora a roupagem aventureira para, como novo marco anual, manter o modelo atualizado e com fôlego para sustentar a primeira colocação.

Para quem preferia uma versão esportiva, vale lembrar que a Volks considera o filão "off-road leve" (mais visual que prático) mais importante no atual momento: é relativamente mais barato de desenvolver e tem aceitação de público. Assim, esta nova edição do Gol Rallye (a versão surgiu pela primeira vez na geração 3 do Gol, sendo remodelada na geração 4) chega às lojas com receita similar à adotada pela picape compacta Saveiro Cross, que por sua vez se inspirou no renovado CrossFox, e preços de R$ 40.370 (com câmbio manual) ou R$ 43.030 (I-Motion, com câmbio automatizado).

Com estes valores iniciais, o Gol Rallye desfila com para-choques diferenciados (o frontal, todo em plástico preto, tem abertura invertida e mais larga em relação ao da peça original), moldura para rodas, adesivos exclusivos, spoilers pretos, faróis e lanternas com máscara negra e faróis de neblina que acumulam a função de luz de longo alcance. Rodas e pneus de 15 polegadas e perfil mais alto (205/55 contra o habitual 170/55 aro 14) e suspensão retrabalhada (com molas, amortecedores, barra estabilizadora e eixo traseiro mais rígidos) aumentam a distância para o solo em 28 mm, em relação a um Gol "civil" (no total, o vão livre chega a quase 15 cm). Há ainda cores diferenciadas para o hatch, como o amarelo Solaris da imagem acima, que tentam dar mais ânimo ao modelo em seus dois anos de vida.

A oferta de equipamentos, no entanto, é similar à de qualquer Gol, incluindo a vasta lista de opcionais. De fábrica, o Gol Rallye traz interior escuro com detalhes cromados e brilhantes, direção hidráulica, trio elétrico e porta-malas com abertura elétrica, entre outros. Ar-condicionado, airbags, freios com ABS, volante multifuncional (com aletas de troca de marcha para o I-Motion), computador de bordo I-System e sistema de som multifunção são comprados a parte.

A fábrica fala em quatro rivais para o Gol Rallye, embora não nomeie nenhum. Um detalhe, sintomaticamente, dá pista de qual é o principal adversário (embora a dica nem fosse necessária): os bancos com decoração em alto-relevo (embossed) trazem o nome Rallye estampado sublinhados por uma série de pequenos quadrados de cantos arrendondados... impossível não lembrar imediatamente dos motivos "round-square" (o literal quadrado redondo) do Fiat Novo Uno, que tem sua versão aventureira Way, e vem mordendo o calcanhar do Novo Gol há algum tempo.

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    Gol ganha certa robustez com adereços "mateiros" da versão Rallye, mas seu
    habitat segue sendo o asfalto, preferencialmente de boa qualidade

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Da pista, em teste que envolveu longos trechos rodoviários e de terra batida, veio a certeza: assim como a maioria de seus companheiros "aventureiros", o Gol Rallye prefere buracos, valetas e poças d'água do asfalto. Em terreno mais atribulado, o motorista terá praticamente o mesmo desempenho que teria a bordo de um Gol tradicional, com a ressalva da maior altura livre para o solo, que pode livrar o assoalho de raspadas perigosas.

Ainda assim, é mais recomendável colocar os atributos do Gol Rallye para impressionar seus amigos na ida à balada: o interior escuro com detalhes brilhantes nos painéis das portas vai ficar melhor nestas condições do que sujo de terra, por exemplo. O mesmo pode ser dito das rodas aro 15 pintadas de cinza e dos pneus de uso urbano (de acordo com a ficha técnica, nem de uso misto são), embora o conjunto de suspensão mais alto e duro salte mais em lombadas e afins.

Com o pé no acelerador, o desempenho do motor VHT de 1,6 litro é o mesmo de sempre, inclusive quando gerenciado pela caixa automatizada ASG, como no modelo I-Motion testado. Os trancos foram menos sentidos, mas isso não quer dizer que tenham desaparecido (já que a Volkswagen afirma não ter feito qualquer alteração neste sentido). Os números, aliás, seguem o padrão: aceleração de 0 a 100 km/h em 11,1/10,8 s com gasolina e álcool, respectivamente (o manual é ligeiramente mais rápido), velocidade máxima de 182 km/h (180 km/h no manual) e consumo médio estimado de 13,85 km/l com gasolina e 9,64 km/l com etanol (14,16/9,71 km/l no manual).

Viagem a convite da Volkswagen do Brasil

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