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Fiat lança Punto com novos motores 1.6 e 1.8

Divulgação
Fiat Punto 1.6 Essence, porta de entrada da gama para um dos novos motores E-torq Imagem: Divulgação

RICARDO PANESSA

Colaboração para UOL Carros
Em Campo Largo (PR)*

30/06/2010 16h55

A Fiat apresentou nesta quarta-feira (30) em Campo Largo, no Paraná, a nova gama do hatch médio Punto, cuja principal novidade é a motorização E-torq de 1,6 e 1,8 litro. A partir de agora o modelo conta com sete versões, quatro motorizações e dois tipos de transmissões (manual ou automatizada Dualogic). Veja nomes e preços:

Attractive 1.4 -- R$ 39.290
Essence 1.6 16V -- R$ 44.190
Essence 1.8 16V -- R$ 46.250
Essence 1.8 16V Dualogic -- R$ 48.780
Sporting 1.8 16V -- R$ 51.200
Sporting 1.8 16V Dualogic -- R$ 53.730
T-Jet 1.4 turbo -- R$ 64.670

HATCH DA FIAT MANTÉM O VISUAL

  • Punto mudou sob o capô e no interior, mas manteve inalterado o design de Giugiaro

Lançado no Brasil em 2007, o Punto 2011 continua com o mesmo (e ainda moderno) visual criado pelo designer Giorgetto Giugiaro, com forte inspiração no esportivo Maserati, mas agora traz algumas novidades internas. As novas versões têm quadro de instrumentos iluminado por LEDs na cor branca e as forrações contam com novos padrões de tecidos. O Punto 1.6 ganhou ainda painel interno na cor cinza, enquanto o Punto 1.8 ficou com a cor marrom. Há ainda novas rodas e calotas, com desenhos exclusivos e diferentes entre elas.

A Fiat incluiu no Punto 2011 um novo sistema de rádio, agora integrado ao painel. Ele inclui rádio e CD player com MP3/WMA e RDS, oferecendo como opcional o recurso Blue&Me com comandos no volante e conexão USB, além de antena curta esportiva em todas as versões.

PROMESSA DE FORÇA

O E-torq 1.6 16V flex tem 117 cavalos de potência máxima a 5.500 giros e torque máximo de 16,8 kgfm a 4.500 rpm com etanol, e 115 cv com torque de 16,2 kgfm quando alimentado com gasolina. Já o E-torq 1.8 16V chega aos 132 cv a 5.250 rpm e torque de 18,9 kgfm a 4.500 giros com etanol (130 cv com 18,4 kgfm quando alimentado com gasolina).

Esses números são interessantes, mas os mais importantes são os que se seguem, divulgados pela Fiat: o E-torq 1.6 16V da versão Essence gera 13,55 kgfm -- ou seja, 81% de sua força máxima -- já a 1.500 giros, com etanol. Logo acima disso, em 2.500 giros, já atinge 92% de sua força total.

Já o propulsor E-torq 1.8 16V, usado nas versões Essence e Sporting, gera logo acima dos 2.500 giros 17,5 kgfm de força, ou 93% do torque máximo (com 100% de etanol). Como se sabe, motor 'torcudo' em baixas rotações deixa o carro mais disposto e agradável de conduzir, especialmente no tráfego urbano.

AS VERSÕES
A versão de entrada do novo Punto 2011 continua sendo a Attractive, com o antigo motor 1.4 flex de 85 cv de potência (gasolina) e 86 cv (com etanol), mas traz entre seus itens de série computador de bordo com seis funções, direção hidráulica, alertas de limite de velocidade e manutenção programada, comando interno de abertura do porta-malas e da tampa de combustível, limpador/desembaçador do vidro traseiro, maçanetas externas, retrovisores e para-choques na cor do veículo, mais travas elétricas das portas e vidros dianteiros elétricos com função one touch e antiesmagamento. Segundo a Fiat, mesmo utilizando a motorização menos moderna, essa versão deverá ser responsável por cerca de 40% das vendas do modelo.

A partir da versão Essence 1.6, o Punto utiliza o novo motor E-torq (que a Fiat grafa como E.tor.Q -- leia mais em quadro nesta página) 1.6 de 16 válvulas e 115/117 cv de potência (gasolina/etanol), que, além dos equipamentos da Attractive, conta de série com ar-condicionado, volante com regulagem de altura e profundidade, faróis de neblina e computador de bordo com dez funções. Já a versão Essence 1.8 16V, fora a maior potência (130/132 cv), oferece ainda, de série, apóia-braço central no banco do motorista, retrovisores externos elétricos e chave tipo canivete com telecomando para a abertura e fechamento das portas e vidros, além do câmbio automatizado Dualogic.

A nova linha Punto mantém a versão Sporting, com visual esportivo. Além dos equipamentos de série da Essence 1.8 16V, inclui faróis com máscara negra, cintos de segurança vermelhos, minissaias laterais e frisos no teto na cor do veículo, pedais esportivos e apoio para o pé esquerdo, ponteira de escapamento esportiva, spoiler na tampa traseira, airbag para motorista e passageiro e freios com ABS, rádio com CD/MP3 integrado, volante de couro com comandos de rádio e rodas de liga leve de 16 polegadas. Esta versão também pode receber o câmbio automatizado Dualogic e piloto automático.

A versão top de linha T-Jet continua utilizando motor turbinado de 1.4 litro a gasolina de 152 cv de potência, e traz vários componentes exclusivos de série, como freio a disco nas quatro rodas, bancos esportivos, minissaias laterais na cor preta, ponteira de escapamento esportiva com saída dupla cromada, piloto automático, sensor de estacionamento, vidros elétricos traseiros com one-touch e antiesmagamento, Blue&Me (inclui volante de couro com oito botões), som Hi-Fi com subwoofer e rodas de liga leve aro 17", com pneus 205/50.

MERCADO
Em 2009, o Fiat Punto ficou em segundo lugar no ranking de vendas entre os hatches médios, com 27.398 unidades emplacadas, ou 16,75% de participação no segmento -- que, no total, vendeu 163.584 unidades, segundo informativo da Fenabrave, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. O Chevrolet Astra hatch liderou o ranking, com 29.678 unidades vendidas, ou 18,14% de participação, seguido pelo Volkswagen Golf, com 20.959 unidades emplacadas (12,81%).

Este ano, segundo Lélio Ramos, diretor comercial da Fiat, a montadora italiana espera comercializar cerca de 36 mil unidades do Punto, sendo 40% da versão de entrada Attractive 1.4, 40% da versão 1.6 16V, e o restante dividido entre as demais versões.

A meta da Fiat parece modesta: em 2010, até o final de maio, o Punto já teve 14.477 unidades emplacadas (18,22% de participação), sendo o segundo modelo mais vendido do segmento dos hatches médios, superado apenas pelo Hyundai i30, que vendeu um pouco mais: 14.806 unidades (18,64%), no mesmo período. O Astra segue em terceiro lugar, com 12.384 unidades vendidas (15,59%), seguindo pelo Ford Focus com 7.889 unidades (9,93%) e pelo VW Golf, com 7.413 (9,33%).

*O jornalista viajou a convite da Fiat do Brasil

Motores saem de ex-fábrica da BMW e Chrysler

A nova geração de motores E-torq que vai equipar a linha 2011 do Punto (e provavelmente também de outros modelos Fiat) está sendo produzida na nova fábrica da FPT (Fiat Powertrain Technologies), inaugurada nesta quarta-feira em Campo Largo, no Paraná. A inauguração é o desfecho da aquisição pela marca italiana da Tritec Motors, joint-venture formada no final dos anos 1990 entre a alemã BMW e a norte-americana Chrysler, ex-fornecedora de motores para veículos como o PT Cruiser e o Mini Cooper. Agora ela será responsável pela fabricação da família de propulsores E-Torq nas versões 1.6l 16V e 1.8l 16V. A produção teve início em fevereiro, com capacidade inicial de 330 mil motores por ano, com previsão de chegar a 400 mil até o final de 2012.

Com investimentos de R$ 250 milhões para tornar a fábrica mais moderna, a multinacional FPT espera aumentar cerca de 20% sua capacidade instalada no Mercosul, atingindo um potencial produtivo de 2,5 milhões de motores por ano. "Antes da aquisição, a produção dessa unidade era voltada exclusivamente para a exportação, o que atesta o caráter global dos novos motores E-torq. Hoje estamos prontos para atender não só o mercado brasileiro e sul-americano, mas também clientes dos cinco continentes, pertencentes ou não ao Grupo Fiat", afirmou Franco Ciranni, superintendente da FPT para o mercosul.

Desenvolvida no Brasil por um grupo de cem engenheiros, a família de propulsores E-Torq tem 91% de componentes fabricados no Brasil, contra os 70% de nacionalização dos motores fabricados anteriormente pela Tritec. No ano que vem, esse índice deverá chegar a 95%. Atualmente a fábrica possui 350 funcionários, devendo chegar a 500 colaboradores diretos quando atingir capacidade plena de produção, além de gerar aproximadamente 1.500 empregos diretos, sempre de acordo com dados oficiais.
(RP)

 

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