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Perto do fim, Peugeot 307 oferece custo/benefício com design ainda atual

Carta Z Notícias
No fim da linha, Peugeot 307 na versão Presence Pack com motor 1.6 é proposta atraente Imagem: Carta Z Notícias

Da AutoPress

Especial para o UOL

02/06/2010 19h06

ÁLBUM DE FOTOS
Carta Z Notícias
MAIS DETALHES DO 307

O Peugeot 307 é um daqueles carros que atingiram a maturidade no mercado brasileiro. Produzido na Argentina desde 2004, o hatch médio da marca francesa já recebeu todos os aprimoramentos e equipamentos possíveis.

E agora, prestes a ser substituído pela linha 308, ainda ostenta um visual razoavelmente contemporâneo, bom pacote tecnológico e atinge o seu melhor custo/benefício, com os preços atraentes típicos de um modelo em fim de carreira.  

FICHA TÉCNICA
Peugeot 307 Presence Pack 1.6

Motor: Gasolina ou etanol, dianteiro, transversal, 1.587 cm³, quatro cilindros em linha, quatro válvulas por cilindro e comando duplo de válvulas no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio manual com cinco marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Não oferece controle de tração.
Potência máxima: 110 cv com gasolina e 113 cv com etanol a 5.600 rpm.
Torque máximo: 14,2 kgfm com gasolina e 15,4 kgfm com etanol a 4 mil rpm.
Diâmetro e curso: 78,5 mm X 82,0 mm. Taxa de compressão: 10,5:1.
Suspensão: Dianteira independente pseudo-McPherson invertido, com barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos pressurizados. Traseira independente, com barra de dois braços deformável, barra estabilizadora, molas helicoidais e amortecedores hidráulicos pressurizados. Não oferece controle de estabilidade.
Pneus: 205/55 R16 na frente e atrás em rodas de liga leve.
Freios: Discos ventilados na frente e discos sólidos atrás. ABS, EBD e assistente de frenagem de emergência.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 4,21 metros de comprimento, 1,76 metro de largura, 1,52 m de altura e 2,61 m de distância de entre-eixos. Oferece airbag duplo frontal.
Peso: 1.302 kg em ordem de marcha.
Porta-malas: 420 litros.
Tanque: 60 litros.
Produção: El Palomar, Argentina.
Lançamento mundial: 2001
Lançamento no Brasil: 2002 importado da França, 2004 importado da Argentina.

Uma relação que fica ainda mais interessante na versão Presence Pack 1.6, a mais comercializada, que responde sozinha por quase 60% das vendas do dois-volumes. Por R$ 52.800, ela é quase R$ 3.000 mais cara que a inicial Presence (R$ 49.900), mas oferece vários itens extras.

É verdade que as diferenças são majoritariamente estéticas. A configuração Presence Pack recebe a mais que a "de entrada" teto-solar elétrico, rodas de liga leve aro 16, faróis de neblina, frisos laterais na cor do veículo e grade frontal com friso cromado. Na parte de equipamentos, apenas rádio/CD/MP3 com comando satélite na coluna de direção.

No mais, o modelo sai de fábrica com airbag duplo, freios com ABS, regulagem de altura dos faróis, avisos de portas abertas e de não afivelamento do cinto do motorista e lanterna de neblina. Os itens de conforto são previsíveis para o segmento: ar-condicionado, direção eletro-hidráulica, trio, vidros com sistema um toque e com fechamento automático no telecomando da chave, ajustes de altura e de profundidade do volante e do banco do motorista, computador de bordo, entre outros.

Para não comprometer esse custo/benefício, muitos equipamentos ficam no rol de opcionais. O 307 Presence Pack pode receber alarme, sensor de obstáculos traseiro, bluetooth e disqueteira para cinco CDs, o que faz o preço passar dos R$ 55 mil. Um pacote interessante ao considerar que o hatch da Peugeot não está tão datado. Sua frente com a grade em forma de "bocão" e os faróis angulosos, aliada à traseira com saliências e lanternas em forma de folha, ainda emprestam um ar moderninho ao carro. Outro ponto interessante é o competente motor 1.6 16V com 110/113 cv a 5.600 rpm e torque máximo de 14,2/15,4 kgfm a 4.000 giros.

Dessa forma, o 307 Presence Pack permanece bem situado para brigar no segmento de hatches médios. Por R$ 52.800, fica próximo do Fiat Stilo 1.8 (R$ 52.280) e do Volkswagen Golf 1.6 (R$ 52.350), mas nenhum dos dois oferece airbag duplo, o ABS e o teto-solar. Já o Ford Focus GL 1.6 16V (R$ 52.600) não tem teto-solar, só vidros elétricos na frente, e não conta com ABS. O mais próximo da versão da Peugeot é o companheiro de plataforma Citroën C4 GLX 1.6 16V (R$ 52.380), que também não tem teto-solar.

A grande -- e gritante diferença -- é que os rivais do 307 ainda não têm a chegada de seus substitutos tão definida quanto o 307. (por Fernando Miragaya)

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Conduzir o 307 é reencontrar um velho conhecido

O Peugeot 307 sempre foi um carro elogiável, em diversos sentidos. Oferece boa dirigibilidade, desempenho correto, comportamento dinâmico exemplar e uma boa relação custo/benefício. O bem-estar a bordo é garantido logo de cara pelos bancos largos e confortáveis, a boa visibilidade frontal e traseira e pela elevada posição de dirigir.

Ao virar a chave, o motor de 113 cv (com etanol no tanque) prova mais uma vez que combina muito bem com a faceta urbana do hatch médio argentino. As respostas ao acelerador são ágeis, o que assegura arrancadas bastante honestas para um propulsor 1.6 num carro de pouco mais de 1,3 tonelada.

Na hora das retomadas é preciso mais paciência. O motor demora a encher e o torque de 15,5 kgfm só está plenamente disponível perto dos 4.000 giros. Ou seja, em trechos de serra, por exemplo, as reduções de marcha têm de ser constantes. Nessas situações, porém, o 307 mostra seu equilíbrio dinâmico. Mesmo um pouco mais agressivo nas curvas, a carroceria torce dentro da normalidade e o carro não faz menção de desgarrar. Nas retas, a comunicação entre rodas e volante só vacila a partir dos 160 km/h, próximo da máxima alcançada de 180 km/h.

No trânsito cotidiano, o 307 faz valer seu conforto. É verdade que a suspensão, principalmente a traseira, merecia uma calibragem melhor para absorver as irregularidades do piso. Em terrenos muitos esburacados, os ocupantes sofrem com os sacolejos. O isolamento acústico, em contrapartida, é bastante eficiente. E nem mesmo o consumo incomoda, com uma média de 7,5 km/l com etanol em percurso 2/3 na cidade e 1/3 na estrada.
(FM)

 

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