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Impressões: Chevrolet Malibu privilegia conforto e espaço

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Chevrolet Malibu: sedã oferece espaço, visual avantajado e performance "suave" Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, na Califórnia (EUA)

19/05/2010 13h55

Logo após a apresentação técnica e de mercado, a General Motors promoveu nesta terça-feira (18) um test-drive do sedã Chevrolet Malibu ao longo da Pacific Coast Highway, a bela rodovia que liga as praias californianas de Santa Monica e Malibu, à beira do Oceano Pacífico -- palco escolhido pela empresa para a apresentação do sétimo sedã (conte conosco: Classic, Prisma, Corsa, Astra, Vectra, Malibu e Omega) de seu portfólio no Brasil.

Diferentemente de outras avaliações de lançamento, esta foi marcada pela estratégia da montadora de misturar a imprensa especializada com representantes da rede de concessionárias Chevrolet no Brasil. A parceria -- inesperada -- serviu de treinamento para os lojistas, que tiveram como tarefa descrever aos colegas de teste as caracteristicas do Malibu ao longo dos mais de 70 km (45 milhas) do trajeto. 

ÁLBUM DE FOTOS
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DETALHES DO MALIBU

Explica-se: a partir de 15 de junho, são esses profissionais que terão de convencer potenciais compradores do Malibu na base do corpo-a-corpo: devido à Copa do Mundo, que começa no dia 11 do próximo mês, a GM decidiu substituir a campanha publicitária tradicional pelo atendimento personalizado, já que -- diz a empresa -- comerciais em TV e rádio tendem a passar despercebidos ante os jogos do escrete verde-amarelo. 

Com ficha técnica e lista de equipamentos bem escalados, o Malibu -- assim como se espera da Seleção -- também tem boa presença em campo. De visual e porte imponentes, ele se destaca pela frente proeminente, com a grade "DNA Chevrolet" ressaltada (mas sem a agressividade do rival Ford Fusion, por exemplo); pela lateral limpa, que aumenta a impressão de amplitude do entre-eixos (que já tem generosos 2,85 metros); e pela inusual traseira, oficialmente inspirada no esportivo Corvette, principalmente nos recortes do porta-malas e do para-choque e na disposição do triângulo e do trapézio que formam os dois conjuntos de lanternas (com LEDs).

Por dentro do Malibu, o cuidado com o acabamento e as dimensões ampliadas aumentam a sensação de se estar num veículo de nível superior. Os painéis são feitos em plásticos de duas densidades, mas devido à boa qualidade deles mesmo o mais rígido (utilizado na porção inferior do conjunto e ao longo do console central) é agradável ao toque. O encaixe entre as portas e a dianteira da cabine é realçado por um aplique que imita madeira e que se prolonga num duplo arco sobre o painel dianteiro, garantindo a sensação de envolvimento para motorista e carona.
 


O mesmo padrão amadeirado faz a divisão do segmento prateado que abriga os sistemas de som e do ar-condicionado. O ar digital, aliás, destoa do restante dos equipamentos por fazer apenas o trivial, não contando nem ao menos com duas zonas de resfriamento. E o volante, grande demais, deve fazer mais sucesso com os americanos do que fará com os brasileiros. Já os mostradores de iluminação azulada estão de acordo com a nova linguagem da Chevrolet -- na versão que desembarca no Brasil em junho, terá escala norte-americana, notada em milhas, trocada pela canadense, que segue o nosso padrão métrico.

Mas a principal característica do Malibu é mesmo o espaço oferecido aos seus ocupantes. À frente, tem-se a impressão de que os bancos sobram na acomodação dos passageiros. Já quem vai atrás conta com espaço suficiente para acomodar as pernas sem, em contrapartida, roçar cabeça ou ombros em algum lugar; e a ausência de descansa-braço no banco traseiro, que pode até ser vista como defeito, acaba possibilitando que um eventual quinto ocupante se posicione com razoável conforto para si e os demais passageiros -- algo raro mesmo no segmento dos sedãs grandes. A quantidade de porta-objetos no Malibu também surpreende, principalmente ao considerarmos a escassez do "primo júnior" Vectra: há compartimentos com tampa sobre o painel, logo acima do console central, na base do câmbio, sob o apoio de braço do motorista e na base do túnel (para os passageiros do banco traseiro), além das bolsas laterais nas portas.

MODELO MUDA EM 2011

O Chevrolet Malibu de sétima geração foi apresentado no Salão de Detroit de 2008 e acabou eleito Carro do Ano pela mídia dos Estados Unidos. É provável que, no evento do ano que vem, seja mostrada a nova geração do sedã -- cerca de oito meses depois de os brasileiros receberem o carro da Chevrolet em suas ruas.

Quem já viu o modelo atualizado, o qual iria para as lojas no final de 2011, afirma que ele ficará um pouco mais largo e alto que o atual -- em compensação, talvez perca um pouco do generosíssimo entre-eixos de 2,85 metros.

A plataforma do Malibu é compartilhada com os Buick LaCrosse e Regal, este último a versão ianque do Opel Insignia.

Ainda não há fotos do novo Malibu, mas documentos ligados à patente do modelo vazaram e foram divulgados por sites dos EUA. Clique aqui para um aperitivo do que deve ser o Malibu 2012.
(por Claudio de Souza)
 

SILÊNCIO A BORDO
Em movimento, o motor quatro-cilindros Ecotec 2.4 (conhecido no Brasil por seu uso no Captiva Sport) justifica sua escalação com uma tocada suave, que garante conforto acústico e economia de combustível. No modo automático (Drive), o câmbio de seis velocidades mantém as trocas de marcha num regime baixo, entre 2.300 e 2.500 rotações. Escolhido o modo manual, todas as trocas ficam obrigatoriamente a cargo do motorista, que usará para isso as aletas atrás do volante. Esse equipamento traz uma configuração não muito usual (pelo menos para quem não tem um Porsche), na qual ambas as peças (da esquerda e da direita) podem ascender ou reduzir as marchas quando empurradas ou puxadas, respectivamente.

Em qualquer um dos modos do câmbio, o Malibu tende a rodar tranquilo, sem trancos e com muito silêncio a bordo. Isso acaba passando a impressão de que o sedã tem um comportamento algo moroso. É fato que o público a que o carro se destina não espera por arrancadas esportivas, mas ainda assim o modelo demonstrou bom fôlego quando solicitado em retomadas e acelerações mais vigorosas. Mas atenção: sempre que for exigido demais, o Malibu "reclamará", elevando o nível de ruído interno da cabine e descartando um de seus trunfos. 

O asfalto quase perfeito da via californiana e o relevo do trajeto impediram uma melhor avaliação do trabalho de suspensão, que com certeza será mais exigida no Brasil. De toda forma, o sedã se mostrou muito estável em algumas curvas feitas propositadamente com maior ímpeto; poderíamos quase afirmar que o motorista do Malibu tem controle total da carroceria em todos os momentos, não fosse uma certa imprecisão do volante com assistente elétrica, que por vezes se mostrou mais solto do que apreciamos. Além disso, as rodas de aro 18 calçadas com pneus de perfil relativamente baixo (225/50) tendem a filtrar menos algumas saliências do solo.

Ao final, o consumo apontado pelo computador de bordo ficou em 24,4 mpg (miles per gallon), o que, traduzindo para o português, resulta em pouco mais de 10 quilômetros rodados por litro de gasolina -- abaixo dos dados de fábrica, que prometem uma média urbana de 9,4 km/l e rodoviária de 14,5 km/l.

Viagem a convite da General Motors do Brasil

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