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Instigante, Citroën Hypnos virá ao Brasil e sugere linhas do futuro C4

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Hypnos, que desembarca este mês no Rio, possui linhas intrigantes e interior diferenciado Imagem: Divulgação

Da Auto Press

18/05/2010 14h04

A Citroën adora uma bossa. Principalmente no que diz respeito à estética. A marca francesa não se faz de rogada para abusar de linhas futuristas e exóticas. Mas com o Hypnos, a montadora estendeu essas excentricidades ao habitáculo. O conceito, que vai estar pela primeira vez no Brasil no Challenge Bibendum, evento que ocorre no Rio de Janeiro de 30 de maio a 3 de junho, promete experiências sensoriais ao ocupantes em seu interior, num mosaico de cores retorcidas -- o que explica o nome Hypnos e tenta estar em harmonia com o desenho externo do carro, bastante fluido. Apesar de ser tratado como um crossover, o conceito dá pistas de como será a segunda geração do C4, prevista para surgir entre 2011 e 2012.

Mostrado pela primeira vez no Salão de Paris de 2008, o Hypnos causa impacto de cara. Suas linhas fluidas e repletas de músculos, aletas e passagens de ar são distribuídas num carro com dimensões significativas: 4,90 metros de comprimento, 2,17 m de largura, 1,58 m de altura e 3 m de entre-eixos. E o modelo surpreende logo pelo capô esguio com duas protuberâncias nas extremidades. Nas pontas da tampa do compartimento do motor surgem os faróis com traços bem definidos e praticamente verticais. Na ponta inferior do conjunto óptico, um dos refletores redondos vaza para fora da "pálpebra". 

ÁLBUM DE FOTOS
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DETALHES DO HYPNOS

A entrada de ar frontal na ponta do capô acompanha o desenho das barras cromadas que, ao centro, formam o duplo chevron que é o logotipo da Citroën. Já os faróis de neblina em LEDs foram disponibilizados de forma vertical em compartimentos embutidos na ponta inferior do para-choque, o que confere certa robustez ao desenho. Visto de perfil, o Hypnos realmente sugere um crossover, com seu porte parrudo e musculoso. A linha de cintura alta é quebrada na altura da coluna traseira. O teto tem caimento acentuado e a carroceria é cortada por diversos vincos e saliências. Como de costume em conceitos, a coluna central não existe e as maçanetas são embutidas na altura da junção das duas janelas, com a porta de trás sendo de abertura inversa -- do tipo "suicida".

Na traseira, o vidro é bastante inclinado, enquanto a tampa do porta-malas é abaulada e parece se projetar para fora da carroceria. As lanternas são um capítulo à parte. Com cortes retos, elas começam horizontais na altura da tampa do bagageiro, mas invadem as laterais formando uma espécie de seta. Na parte inferior da traseira ainda há tempo para duas saídas de ar com molduras cromadas que formam, logo abaixo do porta-malas, e mais uma vez, o logo da Citroën.

CORAÇÃO PSICODÉLICO
É dentro do Hypnos, contudo, que os desenhistas da marca francesa levaram seus devaneios ao extremo. O habitáculo mistura e retorce as cores do arco-íris nos bancos, painéis e revestimentos. Visto de fora, mais parece um mosaico de tons fortes e vivos. É a tal "percepção sensorial" que o fabricante diz querer passar para os ocupantes do carro, um efeito de "pura magia", segundo a própria Citroën. Volante e pedais abusam de cores e formas que também fazem parte do universo psicodélico e pouco prático dos designers. E até mesmo o encosto de cabeça é inovador, já que sua sustentação parte do teto, e não do banco.

Para tanta ousadia, o conjunto mecânico do Hypnos também tinha de seguir a filosofia do protótipo. O modelo conta com a tecnologia Hybrid4, que vai ser aplicada em carros de produção da PSA Peugeot Citroën como as versões híbridas do Peugeot 3008 e o futuro Citroën DS5, ambos em 2011. O Hybrid4 combina um motor a combustão diesel 2.0 HDi FAP de 200 cv e 45 kgfm posicionado na frente, com um propulsor elétrico traseiro de 50 cv e 21,7 kgfm. O sistema inclui tração integral e um câmbio automatizado de seis marchas. Desta forma, o Hypnos promete um zero a 100 km/h em 9,4 s, retomadas de 30 km/h a 60 km/h em 2,6 s, máxima de 212 km/h, consumo de 22,2 km/l em ciclo misto e emissões de 120 g de CO2 por quilômetro. (por Fernando Miragaya)

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