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Chevrolet Malibu chega em junho por R$ 89.900

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Malibu chega para encorpar portfólio da Chevrolet, que passa a contar com sete sedãs Imagem: Divulgação

EUGÊNIO AUGUSTO BRITO

Enviado especial à Califórnia (EUA)*

18/05/2010 18h07

Atualizada às 11h40 de 19/05

A General Motors começa a vender no Brasil em junho o Chevrolet Malibu, sedã que ficará posicionado entre o Vectra e o Omega no portfólio da marca. O preço pedido pela versão única, a LTZ, em uma das três cores possíveis (prata, preto e um cinza que muda de tom conforme a luz ambiente), é de R$ 89.900.. À venda nos Estados Unidos há 46 anos e atualmente na sétima geração (escolhida Carro do Ano nos EUA em 2008), o Malibu enfrentará por aqui rivais como Ford Fusion, Toyota Camry, Honda Accord e Hyundai Azera.

O Omega, que é importado da Australia, custa R$ 122.400 e ainda é trazido no modelo 2009; o Vectra começa em 58 mil. Este último deve ser substituído em algum momento dos próximos dois anos pelo Cruze. Dessa forma, a linha Chevrolet vendida no Brasil passa a contar com nada menos que sete opções de sedãs: Classic (o piso), Prisma, Corsa, Astra, Vectra, Malibu e Omega (o teto).

A GM quer emplacar cerca de 200 unidades do Malibu por mês no Brasil. Caso atinja esse objetivo, baterá com folga os dois concorrentes de origem nipônica, que na verdade vendem muito pouco -- o Camry (a partir de R$ 131 mil com motor V6) emplacou 263 unidades até o final de abril, e o Accord (R$ 99.800 na versão EX, de 4 cilindros) não passou de 72 no mesmo período.

ÁLBUM DE FOTOS
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O MALIBU EM DETALHES

Mais difícil será brigar com o Fusion, que no fundo é muito mais rival do Malibu do que a dupla japonesa (embora tenha uma pegada esportiva ausente no sedã da Chevrolet). O carro da Ford começa em R$ 80.920 na versão com 4 cilindros, e por R$ 99.900 é oferecido com motor V6 de 3 litros e tração integral. O Fusion emplaca cerca de 700 unidades por mês. Já o Azera está na casa das 500 unidades mensais, e parte de R$ 84.300 com motor 3.3 V6. Vale notar que a GM não citou nem Fusion nem Azera no material de divulgação. 

O Malibu foi o modelo responsável por inaugurar globalmente a atual identidade visual da Chevrolet, definida pela grade do radiador em forma de escudo e seccionada por uma barra horizontal na cor do veículo, que leva a "gravatinha" dourada da marca. No Brasil, o pioneiro desse estilo foi o Agile.

A alongada silhueta do Malibu (são 4,87 metros, 5 cm a mais que o Fusion, com 2,85 metros de entre-eixos) é sustentada por rodas de alumíno de 18 polegadas, que são de série no carro a ser vendido no Brasil, e por um reacerto de suspensão e amortecedores, que elevam o vão livre do sedã em 2,5 cm em relação ao carro vendido nos EUA e podem evitar raspar o assoalho em lombadas e entradas de garagem. Um detalhe interessante: ao contrário da maioria dos três-volumes médios e grandes, as lanternas traseiras do modelo não invadem o para-lamas: são invisíveis para quem olha o carro de lado. Aliás, tais lanternas -- que a GM descreve como inspiradas no esportivo Corvette -- têm desenho inusitado, unindo dois pares de peças de formatos bem diferentes.

SOB O CAPÔ E DENTRO DO CARRO
O motor do Malibu é o Ecotec 2.4, de quatro cilindros, a gasolina, o mesmo que equipa a versão de entrada do Captiva, mas calibrado para oferecer mais força em rotações menores. Assim, o propulsor entrega 171 cavalos de potência a 6.400 rpm, e torque de 22,1 kgfm a 4.500 rpm. Números suficientes para levar o sedã da imobilidade aos 100 km/h em 10,9 segundos, e a uma velocidade máxima de 194 km/h. O gerenciamento é feito por um câmbio automático e sequencial de seis velocidades, escalonado para deixar a sexta como overdrive. Há aletas atrás do volante para as trocas manuais.

A opção V6 de 252 cv existente no mercado americano não ganhará as ruas brasileiras por opção da GM do Brasil, que segue apostando no Omega para o patamar superior. Assim, o Malibu promete um consumo de 9,4 km/l na cidade e de até 14,5 km/l na estrada. São números bastante otimistas, a serem comprovados em situações práticas.

Entre os itens de série que formam o recheado conteúdo do Malibu, destacam-se ar-condicionado digital, computador de bordo (com monitor de pressão dos pneus), direção elétrica, piloto automático, bancos dianteiros com regulagens elétricas (oito para o motorista e seis para o passageiro) e aquecimento, sensor crepuscular, espelhos retrovisores eletrocrômicos (interno e do motorista), sistema de som com rádio MP3, CD Player, entrada USB (compatível com iPod) e oito alto-falantes Bose, tomada de plugue chato (110 V) para o assento traseiro, seis airbags (dois dianteiros, dois laterais e dois de cortina), ancoragem Isofix para cadeirinha de bebê, freios com ABS, EDB (antitravamento e distribuição de força) e assistência à frenagem de emergência, além de controles eletrônicos de estabilidade e de tração.

Os opcionais também compõem uma lista diferenciada e interessante, que pode incluir sistema de DVD com telas e entradas A/V nos dois encostos de cabeça dianteiros, sensores de estacionamento (que poderiam ser de série) e uma chave com display digital que reproduz informações do computador de bordo (pressão dos pneus, hodômetro, relógio e nível de combustível) e que pode ligar o motor a distância (partida remota). O sistema Bluetooth para telefones, porém, é uma ausência que a GM promete corrigir no futuro.

O atual Malibu segue sendo vendido nos Estados Unidos, onde é fabricado, como modelo 2010, a um preço incial próximo dos US$ 22 mil (cerca de R$ 40 mil). Como não há acordo tarifário entre Brasil e EUA, chega para os brasileiros custando mais que o dobro disso. E já surgem os primeiros rumores de uma reestilização do carro, que mudaria para o ano/modelo 2012. 

UOL Carros está em Santa Mônica, na Califórnia, onde testa o Malibu ainda nesta terça-feira (18). Logo mais, publica as impressões ao dirigir o modelo.

*Viagem a convite da General Motors do Brasil

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