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Testado no Marrocos, Duster chega em 2011 produzido pela Renault

Divulgação
"SUV mais barato do mundo" na Europa, Duster terá de encarar o EcoSport aqui Imagem: Divulgação

Da AutoPress

Especial para o UOL

25/04/2010 10h00

Apesar das vendas recordes registradas nos últimos tempos, o mercado brasileiro de automóveis ainda apresenta certos espaços. Um deles diz respeito ao segmento de utilitários esportivos compactos, onde o Ford EcoSport praticamente não tem concorrentes, exceção para o chinês Chery Tiggo (há ainda a promessa do Hyundai Tucson "made in Brazil"). Pensando justamente neste mercado, a Renault vai produzir no Brasil em 2011 o Duster, desenvolvido por sua subsidiária romena Dacia.

Na Europa, onde já é comercializado, o Duster ganhou o título de "SUV mais barato do mundo", dado pela World Records Academy, organização americana que certifica recordes mundiais. Os preços confirmam: por lá, a versão de entrada do utilitário compacto tem preço inicial de 10.500 euros, algo em torno de R$ 25.600, já com airbags frontal e lateral, ABS, vidros dianteiros elétricos, direção hidráulica, entre outros. A versão intermediária, chamada Ambiance, custa 12.300 euros, o equivalente a R$ 30 mil, e apresenta tração 4x4, ar-condicionado, ajuste de altura do volante, retrovisores elétricos, computador de bordo e outros itens de conforto. Já a versão topo de linha Laureate custa 15.600 euros, cerca de R$ 38 mil, e soma ainda rádio/CD/MP3, controle de estabilidade ESP e banco do motorista com regulagem de altura.

No Brasil, o modelo ainda não tem previsão de preço. Ele será produzido na fábrica da Renault em São José dos Pinhais (PR), de onde saem Logan, Sandero, Mégane, Scénic e Master e mais a família Nissan Livina. O Duster utiliza a mesma plataforma do Logan, o que abriu caminho para a produção do utilitário na fábrica paranaense. Seu rival EcoSport também aproveita a plataforma de um modelo menor, a do Ford Fiesta.

O exterior do Duster apresenta linhas familiares, misturando alguns conceitos utilizados em outros modelos Renault com design agressivo. A caixa de rodas é protuberante, e dela parte uma linha que corta a lateral, na altura da maçaneta, até a traseira do veículo. Seu para-choque é bojudo, garantindo a robustez atribuída aos modelos fora-de-estrada. O conjunto óptico apresenta elementos arredondados, enquanto as lanternas traseiras posicionadas na vertical são simples, sem comprometer o conjunto estético do veículo.

Lançado oficialmente no último Salão de Genebra, em março, o Duster apresenta três opções de motorização. Duas a diesel, 1.5 litro dCi de 85 cv e 100 cv, e uma a gasolina 1.6 litro 16V capaz de desenvolver 110 cv -- este propulsor também é feito no Brasil e utilizado aqui em modelos como o Sandero e o Mégane. (por Marcelo Cosentino)

  • Eugênio Augusto Brito/UOL

    Acima, o Duster em sua apresentação no Salão de Genebra; no Brasil, terá emblema da Renault

PRIMEIRAS IMPRESSÕES: Pra lá de Marrakech
Finalmente foi testado o primeiro SUV da história da romena Dacia, o Duster. O utilitário apresenta um bom desempenho no asfalto, mas em terrenos acidentados são perceptíveis alguns inconvenientes. O teste foi realizado em 120 quilômetros no deserto marroquino utilizando duas das motorizações disponíveis: 1.6 16V a gasolina com 110 cv, e 1.5 litro a diesel com 85 cavalos.

A versão a diesel convence: como o carro pesa menos de 1.200 kg, a impressão é de aceleração rápida, como em um Sandero. As curvas não são um problema para o Duster, que se sai bem na trajetória. O espaço interno também é bom, como no Logan e a elevada posição de condução agrada.

Já o motor a gasolina de 110 cv parece mais lento do que o diesel de 85 cv. Isso porque a versão movida a gasolina precisa estar em marcha mais alta para alcançar desempenho semelhante ao do diesel, sendo consequentemente mais ruidoso. Uma característica comum de ambas as versões é o sistema de direção. No asfalto, seu funcionamento é firme e preciso, mas nas estradas acidentadas é possível sentir a vibração das rodas. A explicação é que a direção é a mesma de outros modelos da Dacia para asfalto, sem alterações significativas, para não aumentar os custos do utilitário compacto. Os pedais macios demais e a suspensão muito rígida também aumentam esta impressão.

O Duster conta com caixa de marcha de cinco velocidades bastante precisa. A primeira marcha é curta, o que garante que subidas íngremes sejam vencidas sem acelerar demasiadamente. O interessante, eficaz e barato sistema 4x4 foi herdado do Nissan Murano, a partir de parceria entre as montadoras francesa e japonesa. O módulo de controle de tração oferece três opções: 2WD, Auto e Lock. Na primeira posição, o Duster 4x4 se transforma em um carro com tração dianteira, ideal para rodar em estradas. A opção Auto garante a tração do modelo de acordo com a necessidade, distribuindo torque automaticamente entre os eixos. Já a função Lock faz com que a força seja distribuída igualmente entre a traseira e a dianteira, operando todas as rodas ao mesmo tempo.

O Duster provou ser muito capaz no off-road e mostrou como ponto forte estabilidade nas curvas. Como pontos fracos, ele perde um pouco comunicação entre as rodas e o volante em velocidades mais elevadas. Além disso, o motorista sente demasiadamente as rochas em terreno acidentado. (por Adrian Mitrea, do StiriAuto/Romênia, de Marrakech/Marrocos, exclusivo para Auto Press)

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