Carros

Ministério da Justiça determina recall do Toyota Corolla no Brasil

Da Redação

Em São Paulo

23/04/2010 19h52Atualizada em 26/04/2010 13h12

Atualizado em 26/4, às 10h07

A Toyota do Brasil acertou na sexta-feira (23), após reunião feita em Brasília (DF) entre representantes técnicos e da área legal da montadora com membros do DPDC (Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor), órgão ligado ao Ministério da Justiça, o recall do sedã Corolla, por problemas com o tapete que podem levar ao travamento do pedal do acelerador e à consequente aceleração ininterrupta do veículo. A montadora, no entanto, classificou que o procedimento foi uma imposição do departamento à empresa. As unidades do sedã fabricadas a partir de abril de 2008 deverão ser  verificadas.

A Toyota, que até a quinta-feira negava qualquer defeito envolvendo modelos fabricados no Brasil e equipados com produtos originais, afirmou em contato telefônico com a reportagem de UOL Carros que ainda terá de definir quantas unidades serão afetados e quais peças deverão ser reparadas antes de anunciar a convocação dos proprietários. Atualmente, o Corolla é o carro médio mais vendido do país, ocupando a 15ª colocação geral.

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"A Toyota confirma sua participação na reunião com o DPDC, em Brasília, e a conclusão de imposição do recall. A empresa, no entanto, mantém o posicionamento anterior [de contestação das falhas atribuídas ao deslocamento de tapetes e de sua possível interferência no funcionamento correto do acelerador] e afirma que só irá se posicionar oficialmente após o levantamento do número de carros envolvidos e de todas as condições necessárias", afirmou a fabricante, através de sua assessoria de imprensa.

Assim, a Toyota se prontificou a avisar a cada um dos proprietários do Corolla e a veicular os detalhes da campanha de verificação do modelo, o que deve ser feito na próxima semana. "É uma operação complexa, teremos de verificar todos os detalhes antes de anunciar", conclui a assessoria da fabricante.

VENDA PROIBIDA EM MG
A decisão do recall do Corolla foi determinada dois dias após o Ministério Público Estadual e o Procon de Minas Gerais terem proibido a venda do sedã no Estado. A medida foi tomada após ações de consumidores relatarem nove casos de veículos que apresentaram problemas de aceleração contínua, colocando em risco a vida de pessoas, de acordo com o Procon.

A Toyota, no entanto, discordou da decisão tomada em Minas Gerais e afirmou, por meio de comunicado oficial enviado à imprensa na quinta-feira (22), que o modelo 2009 do Corolla, lançado em abril de 2008 e citado nas ações movidas no Estado, não tinha qualquer defeito que provocasse aceleração involuntária, bem como descartou o risco de travamento do pedal de aceleração com o uso de tapetes originais instalados corretamente.

Com a decisão tomada em Brasília e que levará ao recall do modelo, o Brasil entra na lista de países afetados por problemas ligados ao mau-funcionamento de um dos pedais, do acelerador ou do freio, de modelos da Toyota em todo o mundo. Recentemente, um problema semelhante, envolvendo o posicionamento do tapete e o pedal do acelerador levou à convocação de recall para dezenas de milhares de unidades fabricadas pela Toyota na Coreia do Sul. Problemas com os pedais de acelerador e freio também ocasionaram o recall gigantesco, com mais de 8 milhões de unidades de oito modelos, e a posterior paralisação da produção, em diversos pontos do mundo, incluindo Estados Unidos, Europa (onde o modelo será reestilizado em maio), China e Japão. No último mês, a maior montadora de carros do planeta ainda teve de anunciar o reparo e a paralisação de produção de modelos SUV (utilitários esportivos) de sua divisão de luxo Lexus, por risco de capotamento em manobras de frenagem após perda da direção.

FIAT TAMBÉM FOI FORÇADA A CONVOCAR RECALL
O caso da Toyota repete a situação da Fiat, que foi forçada pelo DPDC a convocar um recall mesmo alegando não ter encontrado falhas em seus veículos. Em março, o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor multou a montadora em R$ 3 milhões e ordenou o recall do hatch médio Stilo, após constatar falhas na fabricação dos cubos das rodas traseiras do veículo, falha que poderia provocar a soltura das rodas. Na ocasião, o presidente da Fiat contestou a decisão.

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