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Renault Logan com maquiagem no rosto parte de R$ 28.690

Divulgação
Renault Logan traz novos faróis e barra cromada na dianteira para alinhar-se à Europa Imagem: Divulgação

Eugênio Augusto Brito

Do UOL, em Mata de São João (BA)

13/04/2010 15h03

A Renault apresentou nesta terça-feira (13), na Bahia, o sedã Logan renovado. Pouco menos de três anos após seu lançamento no Brasil, o carro de origem romena ganhou novos faróis e nova grade, esta mais alinhada a sedãs orientais (como Nissan Sentra e Honda Civic), além de uma barra cromada no limite do capô. Assim, o Logan nacional ficou idêntico ao que é vendido hoje na Europa com a marca Dacia -- pertencente ao mesmo grupo que reúne Renault e Nissan.

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Apesar de a nova cara do modelo ser um pouco mais "sofisticada", a Renault não escondeu a pretensão de manter o Logan no limiar dos carros de entrada do mercado brasileiro. Por isso, a versão Authentique com motor 1.0 começa em R$ 28.690, mas completamente pelada (não tem nem calota). Por mais R$ 470, totalizando R$ 29.160, o pacote Plus acrescenta ao menos ar quente, desembaçador traseiro e calotas integrais, entre outros poucos itens, à versão de entrada.

A mais recheada versão Expression possui as duas opções de motorização, 1.0 e 1.6, e custa R$ 30.190 e R$ 32.690, respectivamente. Ambas possuem pacotes de opcionais que podem elevar esses valores significativamente (o carro 1.6 chega a R$ 41.240). A garantia é de três anos ou 100 mil km. 

RENAULT LOGAN 2011

Não houve qualquer alteração no conjunto mecânico do Logan. Os propulsores são os mesmos 1.0 16V Hi-Flex e 1.6 8V Hi-Torque, ambos bicombustíveis, oferecidos desde o ano de lançamento do modelo no país. A potência do motor de 1 litro é de 76/77 cavalos (gasolina/álcool), com torque de 9,9/10,1 kgfm; a unidade 1.6 entrega 92/95 cv de potência e 13,7/14,1 kgfm de torque, este bem mais cedo (a 2.850 rpm, contra 4.350 rpm) que o motor menor.

De acordo com a Renault, o Logan teve em 2009 participação de 5% no segmento de sedãs compactos. A meta pós-facelift é chegar a 7% em 2010, o que representaria um emplacamento de cerca de 35 mil unidades. O mix de vendas é de cerca de 60% para os Logan com motor de 1 litro, e 40% para o carro 1.6. Os principais rivais do modelo Renault são Volkswagen Voyage, Fiat Siena e Ford Fiesta.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Após a apresentação técnica, que ressaltou supostas melhorias de ergonomia e isolamento acústico do sedã, UOL Carros participou de um curto teste do Logan 2011, dividido em duas etapas. Primeiro, andamos a bordo da configuração mais vendida do modelo, a Expression 1.0, por cerca de 50 km (25 como motorista e outros 25 km como carona); depois, repetimos a dose com a Expression 1.6.

A rápida experiência mostrou que o facelift fez bem ao Logan, com ressalvas à irritante barra cromada dianteira. As montadoras dizem que ela significa status -- e a Renault, que já a utiliza no Symbol, não foge desse script --, mas percebemos apenas a quebra da harmonia visual, que por sinal melhorou no modelo (e isso já é uma vantagem do sedã compacto em relação ao "primo" mais caro). A decoração semelhante na traseira, no entanto, tem efeito postivo, e tira o peso do enorme terceiro volume (ela só existe na versão Expression). 

Por dentro, as alterações do Logan 2011 facilitaram a vida do motorista: os mostradores do painel estão mais legíveis, enquanto os acionadores dos vidros (nos modelos dotados de controle elétrico) finalmente foram alojados nos painéis das portas, e não perto do freio de estacionamento. Como nem tudo é perfeito, porém, o posicionamento ficou mais baixo e mais distante do que seria o ideal, resultando em esbarrões (algumas vezes doloridos) do pulso no puxador da porta a cada ação de subir ou descer o vidro. E o regulador elétrico dos retrovisores externos segue instalado, incomodamente, no já citado nicho logo após a alavanca de câmbio e abaixo do freio.

Em movimento, é possível notar que o ruído na cabine do Logan diminuiu pouco ou quase nada. Um estranho silvo metálico se fez ouvir claramente na versão 1.0, atrapalhando até mesmo a conversa com o jornalista colega de test-drive. O motor de 77 cv (com etanol) trabalha sempre numa faixa elevada de giros, o que é convertido em barulho no interior do veículo. Sem alterações, esse motor segue valente em saídas e retomadas, mas com pouco fôlego para embalar e desenvolver boas velocidades. A dica, para quem puder escolher, é ficar com o motor 1.6, que se mostrou mais desenvolto sem perder agilidade nas respostas. O computador de bordo (sim, o Logan tem um!) mostrou empate técnico no consumo dos dois blocos: 7,9 km/l do 1.0 contra 8,2 km/l do 1.6.

Viagem a convite da Renault do Brasil

 

 

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