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Volkswagen Jetta Variant fica mais bonito e menos caro: R$ 83.990

Murilo Góes/UOL
Volkswagen Jetta Variant ganhou a frente do Golf 6 e ficou mais elegante Imagem: Murilo Góes/UOL

Claudio de Souza

Do UOL, em Indaiatuba (SP)

22/03/2010 22h19

Atualizado às 19h38 de 24/3

A Volkswagen acabade apresentar a station wagon Jetta Variant remodelada. A principal mudança estética foi na dianteira, que ficou igual à do Golf de sexta geração, hoje à venda apenas na Europa -- onde o Jetta Variant é chamado de Golf Variant. Dotado do já conhecido motor 2.5 de cinco cilindros e 170 cavalos de potência, a gasolina, gerenciado pelo câmbio automático Tiptronic de seis velocidades, o novo carro tem preço sugerido de R$ 83.990.  

Esse valor é uma boa notícia para os fãs do Jetta Variant, segundo degrau na escada da linha premium da Volkswagen (que inclui, entre outros, Passat, Eos e Touareg). Isso porque o preço do modelo anterior chegava a cerca de R$ 89 mil, de acordo com a Tabela Fipe (a Volkswagen já "zerou" seu site oficial à espera do novo modelo). O desconto é de cerca de R$ 5 mil. Entre os importados da Volks, apenas o Jetta sedã (que tem data para "morrer" -- leia aqui) é mais barato, com preço oficial de R$ 79.890. O New Beetle, carro de nicho, não faz parte dessa turma.

Importado do México, o Jetta Variant vende pouco: em fevereiro foram apenas oito unidades, mas esse número baixíssimo certamente se deve à limitação do estoque. Ao longo de 2009 foram 1.083 emplacamentos, atrás do o Renault Mégane GT (2.428 vendas), praticamente seu único concorrente no segmento das SW de médio-grande porte. Os dados são da Fenabrave, a federação nacional dos revendedores. Vale lembrar que no lançamento do carro, em 2008, a Volks falava em vender 3.000 unidades por ano. Agora, parece se contentar com cerca de 1.400 unidades até o final de 2010.

Por fora, a principal mudança no Jetta Variant foi mesmo a adoção dos novos conjunto óptico e grade frontal, menores, mais limpos e elegantes (e menos agressivos) que as peças anteriores (iguais às do Golf 5, que jamais foi lançado no Brasil -- a sexta geração deve chegar em 2012). Os dois ressaltos no capô do motor acompanhando a curva dos faróis também causam um bonito efeito visual. As lanternas traseiras ficaram quase inalteradas, ganhando apenas um elemento quadrilátero ao centro. O escape com dois canos e as rodas de 17 polegadas calçadas por pneus relativamente baixos dão um toque de esportividade ao modelo. 

  • Murilo Góes/UOL

    A traseira do Volkswagen Jetta Variant permanece a mesma do modelo anterior

COURO E TELA SENSÍVEL
No interior, o revestimento dos bancos em couro é de série, assim como os ajustes elétricos do apoio lombar para motorista e passageiro; no entanto, as demais regulagens são manuais. O volante multifuncional é o mesmo do Passat CC, que pode ser adquirido como opcional até em modelos da gama nacional da Volks. O painel foi reformulado e traz os dois mostradores maiores (conta-giros e velocímetros) recebendo dentro de si os menores (indicadores de combustível e de temperatura). O display do computador de bordo apresenta as informações com caracteres em branco. O sistema de som possui tela touch-screen (sensível ao toque) de 6,5 polegadas e mantém os dez alto-falantes do Jetta Variant anterior. Há entrada para iPod e cartões SD.

O ar-condicionado digital tem duas zonas de climatização e seus dados são exibidos na tela touch-screen. O sistema tem a interessante capacidade de acionar automaticamente a recirculação do ar (ou seja, "fechar" a entrada do ar externo) quando detecta impurezas (como a fumaça de um caminhão). Os ajustes de temperatura são feitos com um seletor giratório, que mostra a temperatura desejada a cada volta. No quesito "uso familiar", o Jetta Variant entrega amplo porta-malas de 505 litros, que pode chegar a 1.550 litros com o rebatimento dos bancos. As barras longitudinais no teto podem ser usadas como rack. Já o teto solar Skyview, que dá transparência a praticamente toda extensão da capota da SW, é opcional -- custa R$ 5.845. Outros itens que podem ser acrescentados ao pacote de equipamentos do Jetta Variant são faróis de xênon direcionais (com lavador), por R$ 4.190; e sensores de chuva, luminosidade e retrovisor interno eletrocrômico, por R$ 990.

O propulsor de 2,5 litros, alimentado somente por gasolina e com bom torque de 24 kgfm a 4.250 rotações, leva o o Jetta à velocidade máxima de 205 km/h, e da imobilidade aos 100 km/h em 8,9 segundos, sempre de acordo com os dados da Volks. 

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
Jetta Variant oferece espaço, diversão e segurança

UOL Carros experimentou nesta terça-feira (24) o Jetta Variant num autódromo particular em Indaiatuba, no interior de São Paulo. Foi uma boa oportunidade para colocar à prova a esportividade que a Volks afirma estar contida na sua station wagon -- e que, garante a montadora, não diminuiu em nada com a adoção da dianteira mais refinada e elegante do Golf 6, em vez da grade e do conjunto óptico mais brutos do modelo anterior.
Antes, uma palavra sobre o interior do Jetta Variant: ele é um carro que trata bem seus ocupantes (de preferência quatro, mas cinco ainda serão acomodados com razoável conforto). Há muito espaço na cabine e o ambiente exibe bom gosto nos materiais, além do sempre bem-vindo revestimento de couro nos bancos (que pode ser preto ou bege -- escolha o primeiro, porque o tom claro logo ficará sujo). Verdade que é meio decepcionante ajustar o banco do motorista com alavancas manuais, mas a peça abraça bem o corpo -- primeiro indício de esportividade -- e tem o simpático mimo do apoio lombar, esse sim regulável eletricamente. O painel de instrumentos oferece boa visualização, e a tela de 6,5 polegadas com informações do rádio e do ar-condicionado passa a impressão de se estar um carro de R$ 120 mil ou mais. Mas esqueça: não há GPS.
Ao adentrar a pista, o Jetta Variant nos convida a explorar os 170 cavalos do peculiar propulsor 2,5 litros de cinco cilindros, e principalmente a abordar as curvas com exagero -- algo que não se deve fazer com as minivans que estão erodindo o segmento das stations no Brasil.
Os sistemas de segurança ligados à dirigibilidade, como os controles de estabilidade (ESP) e de tração (ASR), dão uma espécie de "carta branca psicológica" para o motorista (tentar) agir como piloto -- a sopa de letrinhas do Jetta Variant é completada, nos freios, pelo ABS (antitravamento) e EBD (distribuição de frenagem). Há seis airbags, inclusive dois de cortina.
E o carro da Volks realmente mostrou-se seguro, apesar de uma certa tendência ao sobresterço -- cuja correção "no braço" é simplificada pela direção de assistência elétrica, rija na medida certa para esse tipo de condução. Sem dúvida, um motorista "jovem" (público-alvo do Jetta Variant; para os "tiozões" há o Passat Variant) terá com o que se divertir em estradas sinuosas, e sem precisar desrespeitar limites de velocidade.
O acerto da suspensão do Jetta Variant, que na traseira possui sistemas independentes de quatro braços, permite uma rodagem suave, sem solavancos -- vale notar que a pista tinha asfalto muito bom, mas ao "mordermos" as zebras nas curvas a trepidação foi mínima.
Só ficou uma certa decepção com as retomadas, nas quais o Jetta Variant se mostrou um tanto moroso, talvez por culpa do câmbio Tiptronic de seis velocidades (rodamos sempre em Drive ou no modo Sport): não conseguimos ir além dos 150 km/h no final da maior reta do circuito -- por falta de tempo para o carro embalar, e não de vontade de correr. Borboletas atrás do volante para a troca de marchas sequencial ajudariam numa performance mais nervosa -- a alavanca do câmbio é pouco convidativa para as mudanças manuais.
No geral, o Jetta Variant agradou, como costumam agradar os carros da linha premium (leia-se, os importados) da Volks. Eles são o diferencial da marca em relação a Fiat, GM e Ford, e estão mais próximos da Audi do que de seus "primos" (pobres?) brasileiros da própria Volks. Sorte de quem pode gastar mais de R$ 80 mil num carro.

 Viagem a convite da Volkswagen Brasil

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