Carros

Kia Picanto chega em versão top para abrir espaço entre compactos

Da AutoPress

Especial para o UOL

16/10/2009 20h09

Brigar com um modelo importado em um segmento que representa mais de 70% do mercado brasileiro é uma tarefa inglória. Com um subcompacto, ou seja, um modelo menor, então, é quase uma missão impossível. A maneira encontrada pela Kia Motors para que o Picanto tentasse a sorte no Brasil foi colocá-lo para concorrer com os compactos nacionais. E, para tal, o modelo tinha de vir recheado para ter evidenciado o bom custo/benefício, aspecto bastante explorado pela marca sul-coreana no Brasil. E foi o que a montadora fez com o hatch, importado da Coreia do Sul numa única versão EX 1.0, com opções de transmissão manual ou automática.

  • Luiza Dantas/Carta Z Notícias

    Hatch sulcoreano é bem resolvido por dentro e tem motor satisfatório para proposta urbana

Os itens de série ajudam a justificar os R$ 33.900 pedidos pela versão manual e R$ 38.900 no modelo automático, avaliado nesta reportagem. Ele chega com airbag duplo frontal, ar-condicionado, direção elétrica, trio, regulagem de altura do volante, rádio/CD/MP3 com entrada auxiliar e para iPod, para-sóis com espelhos, sistema de abertura e fechamento das portas Keyless, revestimento em couro da manopla do câmbio e do volante, limpador, lavador e desembaçador do vidro traseiro, banco traseiro bipartido, entre outros. Há até itens inusitados para o segmento, como retrovisores externos com desembaçador.
 

Por fora, rodas de liga leve aro 14, para-choques, maçanetas e carcaças dos retrovisores na cor da carroceria, spoiler traseiro e faróis de neblina. A versão mais cara conta também com setas integradas aos retrovisores, alarme, detalhes cromados no interior, além da transmissão automática de quatro velocidades. Ela trabalha com um motor 1.0, outra forma de ter um preço competitivo ao se beneficiar do IPI menor para os carros até mil cilindradas e amenizar o impacto dos 35% do Imposto de Importação. O propulsor de quatro cilindros em linha tem 64 cv a 5.600 rpm e torque de 8,9 kgfm a 3 mil giros. Tudo para empurrar um carrinho com 910 kg distribuídos por 3,53 metros de comprimento, 1,59 m de largura, 1,48 m de altura e 2,37 m de entre-eixos.

Apesar de oferecer alguns itens encontrados apenas nos chamados compactos premium, o modelo atraiu apenas 1.539 compradores no ano. O que confere uma média de 171 unidades mensais, divididas de forma equilibrada com 55% para a versão mecânica e 45% para o modelo automático. O que não foi suficiente nem mesmo para o Picanto sustentar o título de veículo de passeio da marca mais vendido no país. Foi ultrapassado pelo crossover Soul, recém-lançado, que já tem média de 347 unidades/mês.

 

FICHA TÉCNICA

Kia Picanto EX 1.0 automático
Motor: Gasolina, transversal, 999 cm³, quatro cilindros em linha, três válvulas por cilindro e comando simples no cabeçote. Injeção eletrônica multiponto sequencial e acelerador eletrônico.
Transmissão: Câmbio automático com quatro marchas à frente, ré e overdrive. Tração dianteira.
Potência: 64 cv a 5.600 rpm.
Torque: 8,9 kgfm a 3 mil rpm.
Diâmetro e curso: 66,0 mm x 73,0 mm. Taxa de compressão: 10,1:1.
Direção: Elétrica. Raio de giro: 4,6 metros.
Freios: Dianteiros a discos ventilados e traseiros a tambor.
Suspensão: Dianteira independente do tipo McPherson, com molas helicoidais, amortecedores hidráulicos e barra estabilizadora. Traseira por eixo de torção, com molas helicoidais e amortecedores hidráulicos.
Pneus: 165/60 R14 com rodas de liga leve aro 14.
Carroceria: Hatch em monobloco com quatro portas e cinco lugares. Com 3,53 metros de comprimento, 1,59 metro de largura, 1,48 metro de altura e 2,37 metros de entre-eixos. Oferece airbag duplo frontal de série.
Peso: 910 kg.
Porta-malas: 220 litros.
Tanque: 35 litros.

IMPRESSÕES AO DIRIGIR
O Kia Picanto é um daqueles modelos voltados basicamente para o universo urbano. Suas dimensões enxutas facilitam o tráfego pelas congestionadas vias das grandes cidades e estacionar é tarefa fácil. Ainda mais com a direção elétrica precisa e suave e com a visibilidade eficiente do compacto. Para tal, o motor também se mostra mais que suficiente. As respostas não são imediatas ao se pisar no pedal do acelerador, mas o modelo até que desenvolve bem para um automático com 64 cv e o zero a 100 km/h é feito em 15,3 segundos.

O que atrapalha mais o propulsor é o câmbio de quatro velocidades, que tende a ficar indeciso em situações de retomadas. O ideal mesmo é desligar o overdrive da transmissão para andar no trânsito pesado e só ligá-lo na estrada.

Na estabilidade, o carrinho se mostra bem nas curvas, mas a comunicação entre rodas e volante fica imprecisa acima dos 110 km/h. Nas freadas, o modelo também mergulha além do recomendável e a ausência de ABS compromete o equilíbrio nas paradas bruscas. Na segurança, oferece apenas airbag duplo.

Por dentro, o hatch é bem resolvido embora o espaço para pernas seja limitado como em qualquer subcompacto e atrás apenas dois adultos se acomodem bem. O vão para cabeças é mais generoso. A suspensão filtra os buracos da pista de forma razoável e o isolamento acústico fica falho a partir dos 100 km/h. Há muito plástico no interior, mas nada de aspecto tão pobre quanto a maioria dos nacionais. O jogo de cores e detalhes em aço escovado ajudam a emprestar alguma sofisticação. Os encaixes e fechamentos são bastante precisos e só mesmo os parafusos aparentes nas maçanetas internas das porta causam estranheza. O número de porta-objetos é bom mas o volume de 220 l no porta-malas se mostra limitado.
 

  • Luiza Dantas/Carta Z Notícias

    Traseira retilínea é recorrente em subcompactos

À frente, os comandos são intuitivos e bem posicionados, assim como o quadro de instrumentos também oferece boa visualização. Há regulagem de altura da coluna de direção e o volante tem boa pegada.

A plataforma do Picanto data de 2003 e o modelo passou por um face-lift no ano passado, que trouxe faróis mais angulosos, mas o estilo se mantém controverso. O motor, a transmissão de quatro velocidades e a suspensão traseira por eixo de torção estão longe de serem modernos, mas nada que fuja da mesmice dos nacionais "populares".

O consumo também não é lá essas coisas para um automático a gasolina: média de 8,2 km/l em uso 2/3 urbano e 1/3 na estrada. (por Fernando Miragaya)

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